A Petrobras e a Finep lançaram, nesta terça-feira (16/6), edital para o desenvolvimento nacional de um eletrolisador de porte industrial. A máquina usa eletricidade para converter água em hidrogênio de baixa emissão de carbono. Atualmente há poucas empresas no país que fabricam o equipamento e nenhuma faz o “coração” dele, o Stack, onde acontece a reação de transformação da água em hidrogênio.
A assinatura do termo de cooperação e lançamento do edital, realizados na sede da Petrobras, contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
“Com esta iniciativa, reforçamos o compromisso do MCTI e do Governo Federal com o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para a reindustrialização, a sustentabilidade e a soberania nacional. Trabalhamos de forma conjunta para fortalecer uma cadeia tecnológica importante, apoiando nossa indústria, barateando custos e preparando o país para os desafios do futuro”, destacou a ministra.
Um dos objetivos, além de baixar os custos, é que o equipamento também tenha tecnologia inovadora em relação aos eletrolisadores produzidos fora do país. O edital prevê a exigência mínima de 50% de conteúdo nacional e há, inclusive, a possibilidade de desenvolvimento a partir de tecnologias já conhecidas, desde que haja avanço tecnológico mensurável.
“O hidrogênio de baixo carbono é uma das alavancas mais concretas para descarbonização. Precisamos aprimorar o desenvolvimento científico para viabilizá-lo e assim tornar mais sustentáveis indústrias como siderurgia, química e de refino. O custo de produzir hidrogênio por eletrólise ainda é alto e, por isso, reduzir esse custo é um dos nossos objetivos centrais. O Brasil está bem posicionado para liderar essa agenda. A Petrobras está avançando e comprometida com a transição energética justa”, afirmou a presidente Magda.
Edital de R$150 milhões
O edital contará com R$ 150 milhões em recursos não reembolsáveis, sendo R$ 75 milhões aportados pela Finep e R$75 milhões pela Petrobras, via verba de Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação da Petrobras (P&D,I), além de recursos de contrapartida das empresas beneficiárias, e apoiará um projeto estruturante, que envolva uma rede de parceiros, contemplando pelo menos três empresas que participem do desenvolvimento tecnológico, e pelo menos uma ICT.
“Queremos reduzir a dependência tecnológica externa e, assim, o custo do hidrogênio, a principal barreira para a sua adoção em larga escala. O desenvolvimento deve cobrir desde a engenharia básica até um protótipo pré-comercial, explicou a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi.
“O Brasil tem condições de liderar a transição energética global, mas nosso objetivo vai além da produção de energia limpa: queremos desenvolver as tecnologias que viabilizarão essa transformação. Este edital reúne, de forma inédita, os principais instrumentos de apoio à inovação em energia para impulsionar um projeto capaz de posicionar o Brasil na cadeia de hidrogênio.”, afirmou o presidente da Finep, Luis Antonio Elias.
A Petrobras prevê, no plano de negócios 2026-30, a destinação de US$4 bilhões para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D,I). A Finep ampliou significativamente sua atuação no fomento a tecnologias verdes, destinando mais de R$ 12,5 bilhões ao financiamento de projetos e iniciativas voltados à transição sustentável no período de 2023 a 2025.
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