Quarenta e um projetos que somam mais de R$50 bilhões em investimentos estão sob avaliação da Chamada Nordeste, programa que reúne BNDES, Sudene, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa e Finep para financiar a industrialização da região. As propostas foram apresentadas nesta quarta-feira (29), em reunião do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais (CORIFF), na sede da Sudene, no Recife. Entre as 41 iniciativas ainda em análise, uma já saiu do papel e fica na Bahia. Trata-se da biorrefinaria da Acelen, em São Francisco do Conde, que recebeu financiamento de R$503,04 milhões do BNDES dentro de um investimento total estimado em R$ 7 bilhões. A unidade vai produzir combustíveis renováveis e é apontada pelo banco como a primeira grande contratação concluída sob o guarda-chuva do programa.
“No BNDES, já realizamos 45 atendimentos e mostramos a primeira grande contratação, a biorrefinaria da Acelen. Temos ainda mais de R$360 milhões em perspectiva de contratação”, afirmou a diretora de Crédito para Micro, Pequenas e Médias Empresas do BNDES, Maria Fernanda Coelho, durante a reunião.
O caso baiano serve de parâmetro para o que o programa pretende replicar nos outros nove estados nordestinos. Enquanto a Acelen já tem contrato assinado, o restante do pipeline segue em fase de análise pelas instituições financeiras participantes, o que inclui desde estruturação de garantias até adequação de projetos às linhas de crédito disponíveis.
O superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, reforçou que o acompanhamento das 41 propostas é contínuo. “Vamos continuar o acompanhamento dos projetos e apoiar as iniciativas. São 41 ações em andamento e sendo avaliadas pelos bancos”, disse.
Projetos
No total, a Chamada Nordeste recebeu 245 projetos, que representam R$127,8 bilhões em investimentos potenciais nos nove estados do Nordeste. As propostas cobrem transição energética, hidrogênio verde, bioeconomia, combustíveis sustentáveis, data centers verdes e indústria automotiva. Setores que, juntos, formam a aposta do governo federal para reposicionar a região no mapa industrial do país.
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