Indústria News
  • Colunas
    • Análises
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
  • Giro das 21h
  • Leitura Rápida
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Webinar da Indústria
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Mineração
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunas
    • Análises
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
  • Giro das 21h
  • Leitura Rápida
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Webinar da Indústria
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Mineração
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
Indústria News
Sem resultado
Ver todos os resultados
Capa Radar da Indústria

Calçados da Bahia: mais pares, menos dinheiro

Setor calçadista cresce em pares exportados, mas vê receita encolher

GERALDO BASTOS por GERALDO BASTOS
15/01/2026
em Radar da Indústria
Tempo de Leitura: 4 minutos
A A
Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no LinkedinCompartilhar no WhatsappCompartilhar no Telegram

Radar da Indústria
A indústria de calçados da Bahia exportou 4.035.888 pares em 2025, alta de 8,8% sobre o ano anterior. À primeira vista, boa notícia. Mas o caixa contou outra história.

A receita caiu 11,6% e fechou pouco acima de US$72,2 milhões. Ou seja: vendeu mais, faturou menos. Um sinal clássico de pressão competitiva,  e de alerta ligado.

O principal fator está fora do estado e do país. Com o tarifaço americano e a concorrência dos países asiáticos,  as empresas baianas foram obrigadas a recalcular rota. Na busca por novos mercados, o preço virou arma. E o desconto, estratégia de sobrevivência.

O resultado aparece no ticket médio: o valor do par exportado caiu de US$22,04, em 2024, para US$17,91 em 2025, numa redução de quase 20%, segundo a Abicalçados. Volume garantido, margem comprimida.

calçados

E o futuro?

calçados
A indústria calçadista emprega mais de 45 mil pessoas na Bahia (Foto: Abicalçados)

Dezembro trouxe um sinal de inflexão. As exportações cresceram 35,8% em volume e 18,6% em faturamento, na comparação anual. Ainda assim, o preço médio recuou para US$16,85. O mercado respondeu, mas a rentabilidade segue no centro do debate.

O setor calçadista é intensivo em mão de obra, espalhado por vários municípios do interior e responsável por cerca de 45 mil empregos na Bahia. Não é detalhe: é política econômica regional na prática.

O desafio está posto. Exportar mais é importante. Exportar melhor é urgente.

Valor agregado, design, marca, diversificação de mercados e acordos comerciais não são mais agenda de médio prazo –  são condição de competitividade.

Nos bastidores, o diagnóstico é conhecido: falta uma política industrial e de comércio exterior conectada com a realidade de quem produz. Instrumentos existem. BNDES, Apex, linhas de crédito, programas federais e estaduais.

Mas o efeito prático ainda é limitado, pulverizado e pouco conectado à realidade de quem produz no interior do estado, gera emprego e sente o custo Brasil no dia a dia.

Boom sobre duas rodas

Quem acelerou forte em 2025 foi o mercado automotivo. A Bahia se destacou.  Foram 266,3 mil veículos emplacados no estado, alta de 18,65%, mais que o dobro do crescimento nacional (8,2%). Números de euforia.

Mas o detalhe que realmente importa está nas duas rodas.

As motocicletas somaram 154,2 mil unidades, avanço de 26,27%, respondendo por quase 58% de todas as vendas de veículos no estado.

Nos bastidores, ninguém trata isso como simples preferência do consumidor. A moto virou meio de trabalho, renda e sobrevivência, empurrada por crédito acessível, informalidade crescente e mobilidade urbana que deixa a desejar.

O efeito colateral já é conhecido. E incômodo. Explosão de acidentes, pressão sobre hospitais, custo social em alta. Vende-se muito hoje, transfere-se a conta para a saúde pública amanhã.

Automóveis e picapes cresceram 11,08%; ônibus dispararam 50,46%, enquanto caminhões e máquinas agrícolas ficaram para trás, outro sinal de que o crescimento tem mais cara de consumo imediato do que de investimento produtivo.

Para 2026, a grande incógnita não é a demanda. É o crédito.

Com juros ainda elevados, famílias mais endividadas e bancos recalibrando risco, o motor que sustentou o boom de 2025 pode perder fôlego. A indústria automotiva já faz contas mais conservadoras e revê projeções.

Menos parcela longa, mais seletividade. O volume pode até resistir, mas o ritmo não será o mesmo.

100.000

A Bahiagás alcançou a marca de 100 mil clientes e fechou 2025 com um número simbólico e relevante. O avanço do gás natural no estado é inegável e ganhou capilaridade, sobretudo no segmento residencial e no interior. O próximo passo, porém, é menos comemorativo e mais desafiador: converter escala em custo competitivo e serviço eficiente. Porque, para a indústria, energia não pode ser só alternativa, tem que ser vantagem.

R$ 90 milhões para manter a fila

O Sistema Ferryboat vai ganhar mais uma embarcação. O investimento: R$90,9 milhões.

Até aí, tudo certo,  não fosse um detalhe nada irrelevante.

Quem banca a conta é o governo da Bahia.

Quem explora o sistema é a Internacional Travessias.

Funciona assim: o setor público investe, o privado opera, arrecada e lucra. O bônus fica de um lado. O ônus, do outro. Dinheiro público, do contribuinte,  meu, seu.

E o passageiro? Segue pagando com tempo perdido, filas intermináveis e serviço precário, ruim. Um roteiro conhecido de quem depende da travessia Salvador–Itaparica.

E a Agerba? Nada faz.

Se o Estado financia o sistema, a pergunta é inevitável: qual é a contrapartida exigida da concessionária? Porque até aqui, o que se entrega ao usuário está longe de justificar novos aportes públicos.

Investir em mobilidade é necessário. Bancar ineficiência, não.

Sem metas claras, padrões de atendimento e cobrança real, o risco é simples: melhorar o ativo, manter o problema  e institucionalizar a fila.

No ferry, como sempre, quem paga atravessa esperando.


Radar da Indústria é uma coluna semanal sobre os movimentos que moldam a indústria e a economia da Bahia. Aqui, investimentos, negócios, energia, infraestrutura e política econômica são analisados sem maquiagem. O foco está no que muda o jogo – e no que trava o desenvolvimento. Com informação, bastidor e leitura crítica, o Radar aponta riscos, oportunidades e contradições. Porque entender a indústria é entender o futuro do estado.


Leia também: Chadler: a fábrica de chocolate que ‘perfumou’ a Cidade Baixa

Oh, olá 👋 Prazer em conhecê-lo.

Cadastre-se para receber nosso conteúdo em seu e-mail todos os dias.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Tags: AbicalçadosAgerbaBahiacalçadosferryboatveículos
Artigo Anterior

Desindustrialização à vista: município paulista vira alerta nacional

Próximo Artigo

BC decreta liquidação extrajudicial da Reag

NOTÍCIAS RELACIONADAS

GPS

Uma potência que nasceu em Salvador

Serra do Assuruá

Engie amplia aposta bilionária na Bahia

Fiol

O descarte da Vale vira a aposta bilionária da Mota-Engil na Bahia

rodovia bahia

Rota dos Sertões: concessão bilionária testa a memória recente da BA

Próximo Artigo
Banco Central

BC decreta liquidação extrajudicial da Reag

Pátio de Veículos

Hub de Veículos do Porto de Suape bate recorde histórico em 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

gasolina

Braskem amplia portfólio e lança gasolina de alta performance

Smartfit

Smart Fit planeja até 350 novas unidades em 2026

Diesel

Ministério monitora mercado de combustíveis

WEBINAR DA INDÚSTRIA

Daniel Sampaio

OR prepara nova onda de empreendimentos de luxo em Salvador

Isadora Alencar

Startup baiana Ecoari recicla 79 toneladas e projeta expansão nacional em 2026

COLUNAS

GPS

Uma potência que nasceu em Salvador

Novelis

O dia em que o alumínio silenciou em Aratu

Fiol

Indústria recupera fôlego, Fiol II destrava obra e ouro vira caso de Justiça

Mucugê

Entre vinhos e cachoeiras: o sucesso e os dilemas de Mucugê

+VISTAS EM 24 hORAS

  • GPS

    Uma potência que nasceu em Salvador

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Um gigante de 312 toneladas: o avanço do maior projeto de celulose do planeta

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Porto de Aratu passa a exportar grãos e mira até 7,5 milhões de toneladas

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Grupo Pão de Açúcar pede recuperação judicial

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Papaiz volta a investir na Bahia com projeto logístico de R$ 50 milhões

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Governo solicita ao Cade análise sobre aumento do preço dos combustíveis

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Quem somos
  • Fale com a gente
  • Anuncie conosco
  • Política de privacidade
redacao@industrianews.com.br

© 2022 Indústria News

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Capa
  • Análises
  • A Semana
  • Atualidades
  • Bebidas & Alimentos
  • Beleza & Higiene Pessoal
  • Calçados & Têxtil
  • Construção
  • IndústriaCast
  • Indústria em Foco
  • Leitura Rápida
  • Memória da Indústria
  • Metalurgia & Siderurgia
  • Mineração
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Radar da Indústria
  • Radar de Oportunidades
  • Química & Petroquímica
  • Turismo & Aviação
  • Veículos & Pneus
  • Webinar da Indústria

© 2022 Indústria News

Utilizamos cookies. Ao continuar navegando no site você concorda com estas condições. Confira nossa Política de Privacidade e Uso de Cookies.