A Petrobras deu início ao processo de reocupação do edifício-sede da companhia, no Centro do Rio de Janeiro. O começo da reocupação foi marcado por um evento realizado nesta sexta-feira (12/06), no Salão Nobre do edifício, com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, integrantes da diretoria executiva da companhia e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere.
“Houve uma tentativa de apagar a Petrobras, tornar essa empresa insignificante. Por isso, o dia de hoje é simbólico. O Edise renovado é uma celebração de conquista para todos nós”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
O processo de reocupação do Edise será realizado de forma gradual, nos próximos meses. Nesta etapa, estão sendo entregues toda a estrutura de fachadas e sistemas hidráulicos, elétrico, de refrigeração e rede de comunicação, bem como o pavimento térreo e os andares 2 e 24 do prédio, que conta com 29 pavimentos e 184 mil m² de área. Ao fim da revitalização, o edifício abrigará 6 mil estações de trabalho. A conclusão total da obra interna nos andares está prevista para o início de 2028.
Com o fim da revitalização, o edifício estará ainda mais aberto e integrado à cidade. A Praça Monsenhor voltará a ser acessível ao público, enquanto o térreo ganhará um espaço multiuso e uma nova entrada pela Avenida República do Paraguai, ampliando a conexão do prédio com o entorno. O projeto também prevê a revitalização do edifício-garagem e do Terminal do Bonde de Santa Teresa, que compartilha sua estrutura com a garagem.
Primeira grande reforma
A reforma do edifício, considerado um marco da arquitetura brasileira, abrange uma revitalização completa interna e externa da infraestrutura. Trata-se da primeira grande reforma executada no prédio desde sua inauguração em 1974.
Após mais de 50 anos de uso, a obra tornou-se necessária para renovar a infraestrutura obsoleta e os sistemas desgastados pelo tempo, como tubulações, sistemas elétricos, hidrossanitários, sistemas de ventilação e ar-condicionado, sistemas de detecção e alarme de incêndio, além de reforços estruturais pontuais, tratamento de patologias nas estruturas, atualização dos ambientes de trabalho e adequação às normas de segurança vigentes.
O projeto do Edise foi criado a partir de um concurso nacional promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil. Foi vencedor o projeto do arquiteto Roberto Luís Gandolfi que reunia modernidade, ousadia e brasilidade.
As características originais da arquitetura foram preservadas, incluindo os jardins internos e externos projetados por Roberto Burle Marx, que estão sendo revitalizados com manutenção integral de seus elementos conforme o projeto original, em respeito ao tombamento realizado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) em 2009. Os vidros já foram substituídos conforme os padrões atuais de segurança, e os icônicos brise-soleils do prédio foram recolocados, mantendo a proposta original de valorização da iluminação natural e atendendo plenamente às normas de segurança, conforto ambiental e eficiência energética.
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