
A indústria brasileira voltou a ganhar tração em março e registrou crescimento de 4,3% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação mensal, frente a fevereiro, a indústria teve leve alta de 0,1%, acumulando três meses consecutivos de crescimento. O resultado de março marca uma recuperação importante do setor após a retração de 0,7% observada em fevereiro e reforça sinais de retomada da atividade industrial no país.
O avanço foi disseminado. Das 25 atividades pesquisadas, 19 apresentaram crescimento na compração com março de 2025, com destaque para os segmentos de veículos automotores, alimentos, indústrias extrativas e derivados de petróleo e biocombustíveis.
A indústria automotiva liderou o movimento de alta, com expansão de 18,7% frente a março do ano passado, impulsionada pela maior produção de automóveis, veículos de carga, autopeças e caminhões-trator. O desempenho ajudou a puxar os bens de consumo duráveis, que dispararam 18,7% no período — a maior alta entre as grandes categorias econômicas.
O setor de alimentos também teve peso relevante no resultado, com crescimento de 5,7%, sustentado pelo aumento da produção de carnes, rações, derivados de milho, óleo de soja, biscoitos, farinha de trigo e iogurtes.
Outro destaque veio das indústrias extrativas, que avançaram 4,7%, refletindo principalmente o aumento da produção de petróleo e gás natural. Já o segmento de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis cresceu 4,2%, puxado pela maior fabricação de óleo diesel, etanol e querosene de aviação.
Na área de tecnologia e eletrônicos, o setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos registrou alta de 9,3%, enquanto outros equipamentos de transporte avançaram 11,3%.
Celulose
Apesar do cenário positivo, alguns segmentos ainda enfrentam dificuldades. O principal impacto negativo veio do setor de celulose, papel e produtos de papel, que recuou 4,5%, pressionado pela menor produção de celulose.
O IBGE ressalta ainda que março de 2026 contou com 22 dias úteis, três a mais do que o mesmo mês do ano passado, fator que ajudou a impulsionar parte do desempenho industrial.
No acumulado do ano, a produção industrial brasileira registra crescimento de 1,3%. Já no indicador dos últimos 12 meses, o avanço é de 0,4%.
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