A Engie Brasil Energia (EGIE3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita operacional líquida de R$3,4 bilhões, crescimento de 13,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O Ebitda ajustado totalizou R$ 2,2 bilhões, alta de 10,0% na mesma base de comparação. Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 789 milhões, 4,1% abaixo do apurado no período do ano anterior, impactado principalmente pelo resultado financeiro, que absorveu parcialmente o crescimento registrado.
“Os resultados deste trimestre comprovam a consistência da nossa estratégia, ao integrar crescimento orgânico, solidez financeira e excelência operacional. Construímos uma trajetória sustentada pela elevada disponibilidade dos ativos de geração, que contribuíram para o aumento da receita, aliada à performance do segmento de transmissão. Também avançamos na implantação de novos projetos e mantivemos atuação estratégica nos leilões, reforçando nosso compromisso com a expansão e a geração de valor sustentável no longo prazo”, afirma Eduardo Sattamini, CEO da Engie Brasil.
Investimentos avançam
Os investimentos totais da companhia alcançaram R$ 219 milhões no período, sendo destinados a projetos de infraestrutura de transmissão e de geração renovável, com importantes avanços no cronograma de implantação de novos empreendimentos. Em transmissão, o projeto Asa Branca, que interliga os estados da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo, recebeu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a licença de instalação para a construção e operação das quatro linhas de transmissão, incluindo a Subestação Medeiros Neto II.
O empreendimento de transmissão Graúna, no qual a Companhia também assumiu a operação do trecho brownfield, avançou nos principais marcos de implantação, com progressos no licenciamento ambiental e na liberação fundiária.
“O desempenho do período foi impulsionado pela combinação de quantidade de energia vendida e preço médio líquido de vendas e transações no mercado de curto prazo, que contribuíram para a evolução da receita. Ainda, mantivemos o foco na excelência técnica com o cumprimento de cronogramas e a expansão do nosso pipeline. Seguimos confiantes na continuidade desse movimento, com disciplina de capital e compromisso com a geração de valor para acionistas e sociedade”, avalia Pierre Leblanc, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Engie Brasil Energia.
Base de clientes cresce 35%
Na área comercial, a companhia ampliou sua base de clientes, registrando crescimento de 35%, além de um aumento de 29% no número de unidades consumidoras, em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de energia comercializada totalizou 10.592 GWh no trimestre, representando um avanço de 10,5% na comparação com o mesmo período de 2025.
Geração cresce 8,4%
Alinhada à estratégia de transição energética, a Companhia ampliou sua capacidade instalada para 12,9 GW e manteve elevada disponibilidade dos ativos no trimestre, com 99,5% nas hidrelétricas, 95,6% nos parques solares e 93,0% nos eólicos.
A geração totalizou 12.614 GWh no 1T26, alta de 8,4% em relação ao ano anterior, sendo 10.332 GWh provenientes de hidrelétricas e 2.281 GWh de fontes complementares, que avançaram 6,7%, impulsionadas pela entrada em operação do Conjunto Fotovoltaico Assú Sol. No segmento de transmissão, a disponibilidade atingiu 99,8%, refletindo o desempenho dos ativos em operação.
Engie assegura novos contratos
Ainda no período, a Engie foi destaque no Leilão de Reserva de Capacidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e comercializou 195,78 MW de potência da Usina Hidrelétrica Jaguara, localizada na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. O investimento total estimado é de aproximadamente R$1,2 bilhão e o contrato tem a vigência de 15 anos, com início em 01 de agosto de 2030. A receita fixa anual será de R$270,4 milhões.
Consolidando sua estratégia de ampliação nacional, a Companhia também arrematou os lotes 2 e 3 no Leilão de Transmissão da Aneel, para implantação de linhas de transmissão e compensadores síncronos nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Ceará. O investimento previsto será de R$1,5 bilhão e uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 122,7 milhões, com potencial de gerar 4.500 empregos, durante a fase de execução das obras.
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