Indústria News
  • Conteúdos Exclusivos
    • Análises
    • Giro das 21h
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
    • Webinar da Indústria
  • Leitura Rápida
  • Mineração
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Conteúdos Exclusivos
    • Análises
    • Giro das 21h
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
    • Webinar da Indústria
  • Leitura Rápida
  • Mineração
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
Indústria News
Sem resultado
Ver todos os resultados
Capa Memória da Indústria

A indústria que venceu a falência, ganhou prêmio nacional e foi engolida pelo próprio sócio

De empresa à beira da bancarrota a referência nacional em gestão e qualidade, a Politeno viveu uma das histórias mais impressionantes da petroquímica baiana, até que o sócio - a Braskem - decidiu que queria tudo

GERALDO BASTOS por GERALDO BASTOS
14/04/2026
em Memória da Indústria
Tempo de Leitura: 5 minutos
A A
braskem

A antiga planta da Politeno foi renomeada PE 3 — Unidade de Polietileno 3 — dentro da estrutura da Braskem

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no LinkedinCompartilhar no WhatsappCompartilhar no Telegram

Memória da Indústria

Quem trabalhou no Polo Petroquímico de Camaçari nos anos 1980 e 1990 sabe bem do que se trata quando alguém menciona o nome Politeno. Era uma das empresas mais respeitadas do complexo industrial –  e uma das mais premiadas do Brasil. Produtora de polietileno, a resina termoplástica que dá origem a sacolas de supermercado, embalagens, solados de calçado e dezenas de outros produtos do cotidiano, a Politeno foi durante três décadas um dos pilares silenciosos da industrialização baiana. Não fazia barulho no noticiário, mas movimentava bilhões e deixava sua marca em praticamente tudo que o consumidor tocava.

Fundada em 1974, a Politeno Indústria e Comércio S.A. nasceu com uma missão clara: produzir polietileno de baixa densidade para abastecer a nascente indústria petroquímica brasileira.  Instalou-se estrategicamente no Polo  de Camaçari, que iniciou as operações em 29 de junho de 1978, tornando-se o primeiro complexo petroquímico planejado do país.

A Politeno estava ali desde o começo, como parte da segunda geração petroquímica – aquela que transforma matérias-primas básicas, como o eteno, em resinas para a indústria de transformação. A partir de 1982, passou a produzir também copolímeros de Etileno Acetato de Vinila (EVA) e, em 1989, implantou uma unidade para fabricar polietileno linear de baixa densidade e polietileno de alta densidade.  Com o tempo, tornou-se uma das empresas mais diversificadas do setor no país.

Seu portfólio cresceu junto com o mercado. Com capacidade instalada de 340 mil toneladas por ano, a Politeno chegou a produzir 56 produtos diferentes, muitos desenvolvidos sob medida para atender às especificações de clientes específicos Mas a história da Politeno não é só de escala – é também de superação.

No início dos anos 1990, a empresa enfrentou uma crise severa. Endividada em cerca de US$100 milhões e operando no vermelho, esteve próxima da bancarrota. A virada veio sob a gestão do executivo Jaime Sartori, que promoveu um ajuste rigoroso e reposicionou a companhia. Em 2004, o cenário já era outro: lucro operacional de R$145,3 milhões e geração de caixa superior a R$170 milhões, segundo reportagem da revista IstoÉ Dinheiro publicada em 25 de maio de 2005.

O auge técnico da companhia foi coroado em 2002, quando a Politeno recebeu o Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ). Como destacou José Carlos Grubisich, então presidente da Braskem, em comunicado de 2006, a empresa aportou uma “bem-sucedida experiência em gestão com foco em qualidade e eficiência”. Essa herança nipônica de disciplina e melhoria contínua fez da Politeno uma das unidades mais cobiçadas do setor petroquímico brasileiro.

Se em 1994 a empresa registrava um prejuízo operacional de R$1,6 milhão, em 2004 o lucro da operação chegou a R$145,3 milhões. A geração de caixa, que não passava de R$37 milhões dez anos antes, escalou para R$170,1 milhões. A receita anual havia chegado a R$1,4 bilhão. Para uma empresa de médio porte num polo regional, era uma performance de respeito

Contradição

Mas havia uma contradição estrutural que corroía o futuro da Politeno por dentro, como uma rachadura invisível na fundação de um edifício. A Braskem era, ao mesmo tempo, a principal acionista da Politeno – com 35% do capital – e seu único fornecedor de eteno na Bahia. E a Braskem havia avisado que não podia garantir o fornecimento ininterrupto do insumo, exatamente o que a Politeno precisava para crescer.

A empresa tinha planos de expansão e dinheiro para investir.  Sartori havia reservado US$25 milhões para ampliar a produção, mas não conseguia a matéria-prima para viabilizar o projeto. Sartori lamentava: “Mas sem a confirmação da Braskem, não posso fazer o investimento.” Era uma armadilha elegante: a Politeno estava saudável, mas presa. Esse impasse foi registrado pela revista IstoÉ Dinheiro em maio de 2005, numa reportagem de título certeiro: “Politeno estaciona”.

O desfecho viria em 2006. Em 5 de abril daquele ano, a Braskem anunciou a aquisição do controle total da empresa, comprando as participações da Suzano Petroquímica e dos grupos japoneses Sumitomo Chemical e Itochu. O negócio foi fechado por cerca de US$ 111,3 milhões, conforme divulgado em comunicado oficial da companhia e repercutido por veículos como a Reuters e o jornal A Tarde na mesma data.

Segundo a própria Braskem, a operação representava “um passo relevante na consolidação da petroquímica brasileira”, permitindo ganhos de escala e sinergias estimadas em US$110 milhões. A Politeno deixava de existir como empresa independente para ser absorvida em um projeto maior de integração industrial. Sua planta, em Camaçari, continuou operando –  agora sob outra bandeira.

O fim

A história da Politeno é, no fundo, a história de uma empresa que venceu seus próprios demônios – saiu da beira da falência, conquistou prêmio nacional de qualidade e construiu uma gestão admirada -, mas não conseguiu sobreviver ao jogo de xadrez dos grandes grupos petroquímicos.

Não foi a concorrência que a derrubou, nem a má gestão, nem a crise. Foi a lógica da consolidação industrial globalizada: quando o sócio é também o seu único fornecedor, e decide que quer tudo, a negociação já começa com o resultado definido. A Politeno não fechou. Foi comprada. Mas, para quem viveu aquela era, é quase a mesma coisa.

 Notas de pesquisa para o editor

    • Fontes citadas: IstoÉ Dinheiro (maio/2005), Agência Reuters, Jornal A Tarde e Comunicados Oficiais Braskem (abril/2006).

    • Dados-chave: Valor da venda (US$ 111,3 milhões), Prêmio Nacional da Qualidade (2002), Capacidade produtiva (360-400 mil toneladas).


Por conta do feriado em homenagem a Tiradentes, não iremos publicar a coluna “Memória da Indústria” na próxima terça-feira, dia 21. Retornamos no dia 28. Até lá. 


MEMÓRIA DA INDÚSTRIA é um projeto editorial dedicado a contar as histórias das indústrias que ajudaram a construir a economia da Bahia, moldaram cidades, geraram empregos e deixaram marcas que resistem ao tempo – mesmo depois do fechamento de suas portas. Aqui, o foco não está apenas nos números, mas no impacto humano, urbano e econômico dessas empresas. Cada texto busca equilibrar memória afetiva, dados concretos e análise histórica, mostrando por que essas indústrias foram relevantes e o que a Bahia perdeu – ou aprendeu – com o fim de cada ciclo produtivo.

Tem informações e imagens sobre fábricas antigas de Salvador e de outros municípios da Bahia? Compartilhe com a gente: redacao@industrianews.com.br


Leia também: Bahia ganha eletroposto gigante e mira liderança na mobilidade elétrica

Oh, olá 👋 Prazer em conhecê-lo.

Cadastre-se para receber nosso conteúdo em seu e-mail todos os dias.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Tags: BahiaBraskemetenopetroquímicaPolitenoPolo de Camaçari
Artigo Anterior

Nordeste ganha protagonismo com megaprojeto da Petrobras em águas profundas

Próximo Artigo

Petrobras vai investir US$1 bilhão para concluir fábrica de fertilizantes

NOTÍCIAS RELACIONADAS

CIA

O distrito que nasceu antes do Polo e perdeu o posto de vitrine da Bahia

FOTOS AÉREAS DO POLO INDUSTRIAL DE CAMAÇARI

Muito além da petroquímica: a história do Polo que transformou o estado da Bahia

Nestlé Brasil

Do leite Ninho ao silêncio: o fim da Nestlé em Itabuna

Britânia

Você lembra da fábrica da Britânia em Camaçari?

Próximo Artigo
Fábrica de Fertilizantes

Petrobras vai investir US$1 bilhão para concluir fábrica de fertilizantes

Nunes Marques

TSE elege Nunes Marques presidente da Corte

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Henkel-BASF-Werksgelaende, Duesseldorf, 14.10.2014, B. Fischer, Luftbild 6902

Basf inaugura planta de emolientes renováveis

Rio_Mucuri

Incêndios nas florestas da Suzano na Bahia sobem 84% em 2026

indústria de calçados

De aço a etanol: veja quem paga a conta do tarifaço americano

WEBINAR DA INDÚSTRIA

Leandro Hiebl, CEO da AgilFix

Alta do plástico acelera negócios de fabricante de cintas reutilizáveis

FUP

Deyvid Bacelar diz que Petrobras vive nova fase e detona privatização de refinaria baiana

COLUNAS

Argentina

Cenário eleitoral em ebulição, tensões na BYD e virada histórica da Argentina marcam o dia

calçados

Junho trouxe uma boa notícia para o calçado baiano. O semestre ainda cobra a conta

Giro das 21h: alerta na BR-324, ‘pauta-bomba’ da Previdência no Senado e a Espanha na grande final

Giro das 21h: alerta na BR-324, ‘pauta-bomba’ da Previdência no Senado e a Espanha na grande final

CIA

O distrito que nasceu antes do Polo e perdeu o posto de vitrine da Bahia

+VISTAS EM 24 hORAS

  • Exportações

    Antes da nova tarifa, Bahia já perdeu US$ 60 milhões em vendas para os Estados Unidos

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Bahia perde força na mineração, cai para o 5º lugar e vê repasses da CFEM encolherem 42%

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • O equipamento de 75 toneladas que vai abastecer uma das maiores fábricas de celulose do mundo

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Bacio di Latte inaugura unidade no Parque Shopping Bahia

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Cenário eleitoral em ebulição, tensões na BYD e virada histórica da Argentina marcam o dia

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Feira vai sediar a maior fábrica de placas de gesso da América Latina

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Quem somos
  • Fale com a gente
  • Anuncie conosco
  • Política de privacidade
redacao@industrianews.com.br

© 2022 Indústria News

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Capa
  • Análises
  • Atualidades
  • Bebidas & Alimentos
  • Beleza & Higiene Pessoal
  • Calçados & Têxtil
  • Construção
  • Giro das 21h
  • Indústria em Foco
  • Leitura Rápida
  • Memória da Indústria
  • Metalurgia & Siderurgia
  • Mineração
  • O Lado B dos Destinos
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Radar da Indústria
  • Radar de Oportunidades
  • Química & Petroquímica
  • Turismo & Aviação
  • Veículos & Pneus
  • Webinar da Indústria

© 2022 Indústria News

Utilizamos cookies. Ao continuar navegando no site você concorda com estas condições. Confira nossa Política de Privacidade e Uso de Cookies.