Na semana em que se comemora o Dia de Proteção às Florestas, celebrado oficialmente em 17 de julho, a Suzano – maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto – faz um alerta importante: o elevado número de incêndios registrados nas áreas de plantio e de preservação ambiental da empresa nos estados da Bahia e Espírito Santo. Nos seis primeiros meses de 2026, a companhia registrou 728,2 hectares de áreas queimadas nos dois estados, contra 395 hectares no mesmo período do ano passado, o que indica um aumento de 84%. De acordo com o gerente de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Suzano, Luiz Ribeiro Bueno, o fator humano ainda é um desafio para a empresa.
“A maior parte das ocorrências é provocada por ação humana, seja intencional ou não. Por isso, a Suzano promove uma atuação preventiva e cooperativa junto às comunidades vizinhas e escolas rurais, visando reforçar a educação ambiental e promover a conscientização de todos sobre a importância da proteção às florestas e da promoção de práticas sustentáveis”, comenta Luiz Bueno.
Diante do risco iminente de o fenômeno El Niño este ano ser o mais intenso dos últimos 140 anos, conforme já alertaram órgãos ligados ao monitoramento do clima, a situação fica ainda mais crítica. Organizações como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) alertam que as projeções para o segundo semestre de 2026 indicam temperaturas muito acima da média e estiagens severas em grande parte do país, gerando o ambiente ideal para a propagação do fogo.
O fenômeno El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando drasticamente a circulação atmosférica e o padrão climático no Brasil. O fenômeno já está oficialmente ativo, no entanto, a transição para uma categoria de maior intensidade (“Super El Niño”) está prevista para ocorrer entre outubro e dezembro de 2026, segundo os órgãos meteorológicos nacionais.
Monitoramento e combate
Para minimizar o impacto das queimadas em suas áreas, a Suzano intensificou o uso de tecnologia. Com ferramentas avançadas de modelagem matemática para previsão de riscos e equipamentos de monitoramento de última geração, a empresa conseguiu ampliar a agilidade nas identificações dos focos de incêndio e reduzir significativamente o tempo de resposta às ocorrências. Atualmente, os atendimentos levam, em média, 30 minutos entre a detecção e a extinção do fogo, inclusive no período noturno.
A empresa conta com extensa infraestrutura de monitoramento das áreas florestais em tempo real, com torres de observação e câmeras de alta resolução dotadas de Inteligência Artificial para o reconhecimento automático de fumaça. Assim que um foco de fogo é detectado, a Brigada da Suzano mais próxima é acionada para que o controle seja realizado, evitando que se transforme em um incêndio de grandes proporções.
Atuação com as comunidades
A preservação ambiental é uma prioridade para a Suzano, especialmente diante do cenário global de mudanças climáticas. Por isso, além de suas áreas de plantio, a companhia também atua ajudando a combater incêndios, com equipes e maquinários necessários, em áreas vizinhas e reservas florestais próximas.
Por meio do programa “Guardiões da Floresta”, desenvolvido pela área de Inteligência Patrimonial, a Suzano promove uma atuação preventiva e cooperativa junto a comunidades vizinhas e escolas rurais, visando reforçar a educação ambiental e promover a conscientização de todos sobre a importância da proteção às florestas e da promoção de práticas sustentáveis.
A iniciativa estreita laços com as comunidades vizinhas, especialmente escolas rurais, incentivando a conscientização e o engajamento local. Entre janeiro e julho deste ano, já foram 5.667 pessoas impactadas positivamente pelas ações do programa na Bahia e Espírito Santo.
O programa conta com um canal gratuito pelo número 0800 203 0000, recebendo denúncias de incêndios florestais e outras ocorrências ambientais.

Principais causas dos incêndios registrados em 2026
- Ações criminosas (incêndios intencionais);
- Queima de lixo;
- Queima de vegetação às margens de rodovias;
- Ocorrências associadas a atividades de manutenção em faixas de domínio de estradas
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