A Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) registrou resultados sólidos no 1º trimestre de 2026, com lucro líquido de R$341 milhões, praticamente estável na comparação com o mesmo período de 2025 e revertendo o prejuízo de R$164 milhões do trimestre anterior. O Ebitda ajustado somou R$466 milhões, um aumento de 8% na comparação anual e crescimento de 81% em relação ao 4º trimestre de 2025, refletindo principalmente a captura do ambiente favorável de preços do alumínio, a evolução do mix de vendas e a contribuição positiva do segmento de energia.
A receita líquida consolidada da CBA totalizou R$2,3 bilhões no 1º trimestre do ano, em linha com o registrado no mesmo período de 2025, mas com alta de 5% ante o trimestre anterior. Já a alavancagem financeira recuou para 2,71 vezes ante 2,97 vezes ao final de 2025, evidenciando a disciplina financeira da Companhia.
Mercado
O preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) foi de US$ 3.199 por tonelada, alta de 22% na comparação anual. No período, as tensões geopolíticas no Oriente Médio, os níveis historicamente baixos de estoques globais e as restrições do lado da oferta contribuíram para elevar o prêmio de risco das commodities, gerando impulsos nos preços do metal, que atingiram, no final de março, o maior patamar dos últimos quatro anos.
No mercado doméstico, os setores-chave atendidos demonstraram resiliência no primeiro trimestre do ano. Mesmo diante de um ambiente ainda restritivo de juros e crédito, aliado a um cenário global desafiador, o volume de vendas de alumínio totalizou 122 mil toneladas, permanecendo estável na comparação anual.
As vendas de alumínio primário aumentaram 5% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 64 mil toneladas, impulsionadas por produtos de maior valor agregado (VAP), com destaque para vergalhão e lingote liga. O segmento de produtos transformados registrou 34 mil toneladas, com crescimento de 3% e 6%, respectivamente, em relação ao 1º e 4º trimestres de 2025, refletindo um ambiente de demanda mais equilibrada nos principais mercados consumidores.
Já o segmento de reciclagem encerrou o trimestre com vendas de 24 mil toneladas, registrando queda de 8% em relação ao mesmo período de 2025, movimento já esperado diante da valorização do alumínio na LME, que tende a pressionar a demanda do setor. Esse cenário foi impactado pela cautela no consumo doméstico, decorrente das incertezas macroeconômicas e condições de crédito ainda restritivas.
No segmento de energia, a receita líquida atingiu R$144 milhões no período, representando crescimento de 55% em relação ao 1º trimestre de 2025 e de 7% na comparação com o trimestre anterior, impulsionada pelo maior volume excedente disponível para comercialização e pelos preços de venda mais elevados praticados no mercado.
Outros destaques
Nas frentes ESG, a CBA concluiu e assegurou o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) 2025. A Companhia manteve a melhor performance mundial em emissões na refinaria de alumina e mantendo-se como referência pelas emissões cerca de quatro vezes inferiores à média do setor, alcançando 2,56 tCO2e/t de alumínio fundido (engloba as emissões da mineração até à etapa de fundição), o que representa uma redução acumulada de 36% desde 2019.
Outro destaque foi a manutenção, pelo segundo ano consecutivo, no “S&P Global Sustainability Yearbook 2025”, que reconhece as empresas com as melhores práticas sustentáveis do mundo. Neste ano, apenas 848 empresas, das mais de 9.200 avaliadas, foram selecionadas para compor a lista mundial.
A CBA também permanece como a única empresa de alumínio primário do mundo a integrar o A-list do CDP (Disclosure Insight Action).
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