A Anglo American concluiu, nesta quarta-feira, a implantação da frota de cinco perfuratrizes autônomas prevista para sua operação em Conceição do Mato Dentro (MG). A entrada da quinta máquina em operação autônoma marca o encerramento de uma importante etapa do programa de modernização tecnológica da companhia.
O equipamento passou por um processo que envolveu planejamento, montagem, comissionamento e testes em operação convencional. Na sequência, foi realizada a implantação e a validação do sistema responsável pela operação autônoma da máquina.
O projeto substituiu sete perfuratrizes convencionais por cinco equipamentos autônomos, que executam os ciclos de perfuração, enquanto são gerenciados por equipes especializadas que atuam no Centro de Operações Remotas (COR). A iniciativa integra o programa global da Anglo American, chamado Mina Moderna, destinado a ampliar o uso de tecnologias de automação e contribuir para uma mineração cada vez mais segura, inovadora, eficiente e sustentável.
No COR, as equipes acompanham, em tempo real, o desempenho dos equipamentos, os parâmetros da perfuração e as condições da operação. A centralização das atividades promove a tomada de decisões mais assertivas e fortalece a integração entre as áreas. A mudança também amplia as possibilidades de atuação profissional e contribui para tornar a operação mais acessível, já que a perfuratriz pode ser operada remotamente a partir do COR, permitindo que pessoas com deficiência atuem na operação das perfuratrizes e contribuam para o propósito da empresa de reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas.
Mais do que a incorporação de uma nova tecnologia, o projeto transformou processos e rotinas de trabalho, com impacto positivo na vida das pessoas. Sua implantação envolveu diferentes áreas da empresa, a capacitação de profissionais, a criação de novas funções e o desenvolvimento de competências relacionadas à automação, à análise de dados e à supervisão operacional.
Para o gerente de Operações de Mina da Anglo American em Conceição do Mato Dentro no complexo Minas-Rio, Roberto Moraes, a conclusão dessa etapa representa uma evolução na própria dinâmica da operação. “A automação exige uma preparação diferente das equipes e amplia as possibilidades de atuação profissional. Esse processo foi construído ao longo dos últimos anos, com a participação de diferentes áreas e a integração entre tecnologia, desenvolvimento de pessoas e novos processos de trabalho”, afirma.
Operação integrada e centralizada
Inaugurado em setembro de 2025, o Centro de Operações Remotas é um dos principais marcos da transformação digital do Minas-Rio. O espaço concentra a operação das perfuratrizes autônomas e tratores teleoperados da mina.
No COR estão instalados o Command Center das perfuratrizes autônomas e as estações de operação remota dos tratores teleoperados. O ambiente reúne profissionais, sistemas e tecnologias que possibilitam o acompanhamento das atividades em tempo real e apoiam as decisões operacionais.
Com as cinco perfuratrizes autônomas em operação, a Anglo American inicia uma nova fase do projeto, marcada pela consolidação do modelo operacional, pela evolução contínua dos processos, já reconhecidos como referência no Brasil e no grupo global Anglo American, e pelo desenvolvimento das equipes.
“Concluímos um ciclo importante de implantação. O próximo passo será consolidar esse modelo, continuar desenvolvendo as pessoas e capturar, de forma segura e sustentável, todo o potencial oferecido pela automação”, completa Roberto Moraes.
Tecnologia que transforma a rotina das pessoas
A experiência dos profissionais que atuam diretamente na operação é parte essencial dessa transformação. A introdução das perfuratrizes autônomas modificou atividades, ampliou o uso de ferramentas digitais e criou novas formas de interação entre as equipes de campo e o Centro de Operações Remotas.
A técnica controladora Ana Cláudia Oliveira, que trabalha há quase 12 anos na Anglo American, acompanhou de perto a implantação da tecnologia. Segundo ela, a mudança alterou a rotina das equipes e exigiu o desenvolvimento de novas competências.
“Antes, a operação era convencional e o profissional atuava diretamente na máquina, ficando exposto a riscos. Hoje, os ciclos de perfuração são executados de forma autônoma e acompanhados em tempo real a partir do Centro de Operações Remotas. Passamos a monitorar parâmetros da máquina, interpretar alarmes, analisar dados e adequar a operação às características de cada furo. Também é necessário atuar de forma integrada com as equipes de manutenção e operação”, conta.
Para Ana Cláudia, a principal transformação está na combinação entre segurança, tecnologia e desenvolvimento profissional. “A tecnologia reduz a exposição direta das pessoas às condições da operação e, ao mesmo tempo, amplia o uso de dados e ferramentas digitais no trabalho. As atividades também evoluíram. Hoje, os profissionais precisam desenvolver novas competências para acompanhar o desempenho dos equipamentos, interpretar informações e tomar decisões a partir dos dados. É uma mudança que exige aprendizado contínuo e amplia as possibilidades de atuação das equipes”, afirma.
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