A Azul recebeu nesta terça-feira (29) um desembolso de aproximadamente R$ 1,3 bilhão do BNDES, dentro da linha de financiamento do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). O acordo prevê acesso a até R$2,66 bilhões em recursos de longo prazo e representa mais uma frente da estratégia da companhia para reforçar a liquidez e reorganizar seu passivo financeiro.
O financiamento tem prazo de até cinco anos. Do total contratado, os R$1,3 bilhão restantes deverão ficar disponíveis no quarto trimestre de 2026, segundo a companhia. A Azul informou que parte do dinheiro recebido já será utilizada para o pré-pagamento de aproximadamente R$400 milhões de uma obrigação financeira existente, considerada de custo mais elevado.
Na prática, a operação combina duas frentes: entrada imediata de recursos no caixa e substituição de uma dívida mais cara por uma fonte de financiamento de prazo mais longo. A medida amplia a flexibilidade financeira da empresa em um momento em que as companhias aéreas brasileiras convivem com elevados custos financeiros, necessidade de capital e pressão sobre a estrutura de endividamento.
Financiamento
O financiamento foi contratado no âmbito do FNAC, fundo utilizado para apoiar investimentos e o financiamento de empresas do setor aéreo. Com a operação, a Azul passa a contar com até R$2,66 bilhões adicionais de recursos vinculados ao programa, embora apenas metade desse montante – cerca de R$ 1,3 bilhão – tenha sido desembolsada neste primeiro momento.
A companhia afirma que os recursos fazem parte de seu plano estratégico de longo prazo e das iniciativas de gestão de passivos. A Azul opera atualmente mais de 800 voos diários para mais de 130 destinos, com frota superior a 150 aeronaves e mais de 250 rotas diretas.
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