Corte da Selic
🟠 Fonte: Poder360, Reuters, CNN Brasil
➡️ Título: Banco Central reduz taxa básica de juros para 14% ao ano em quarta queda consecutiva
📊 Resumo: O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (5) a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando o juro básico em 14% ao ano. Trata-se do quarto corte consecutivo promovido pela autoridade monetária no atual ciclo. Em comunicado, o órgão citou a desaceleração da inflação, mas reforçou a necessidade de prudência diante de incertezas no cenário internacional e de expectativas inflacionárias ainda acima da meta.
Análise: 14% ao ano é o menor nível da Selic desde março de 2025, mas ainda representa custo de dinheiro alto para quem precisa de crédito. Para as empresas da indústria, o impacto é direto: custo de capital elevado comprime margens, adia investimentos e encarece o giro. A trajetória de queda importa tanto quanto o número do dia — o mercado precisa enxergar consistência para antecipar decisões. O risco que o Copom sinaliza é real: inflação acima da meta, serviços resilientes e câmbio sujeito a choques externos. Analistas do Santander e do C6 Bank apontam que os núcleos de serviços e a atividade econômica ainda aquecida justificam comunicação cautelosa do BC — o que significa que qualquer piora do câmbio pode interromper o ciclo antes do esperado. A Selic caiu. Mas crédito barato ainda não chegou.
Educação nacional
🟠 Fonte: Agência Brasil, G1, Portal Gov.br
➡️ Título: Ideb 2025 avança e Brasil registra maior índice de desenvolvimento da educação básica em 20 anos
📊 Resumo: O Brasil registrou em 2025 os melhores resultados da história do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Nas redes públicas e privadas, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio. Considerando apenas a rede pública, o resultado foi de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Os resultados representam os maiores valores da série histórica iniciada em 2005 e a maior evolução acumulada em 20 anos em todas as etapas da educação básica. O ensino médio avançou, mas ainda não alcançou a meta do Plano Nacional de Educação. Na Bahia, a rede estadual atingiu nota 3,8 no Ensino Médio, quarto crescimento consecutivo desde 2019, quando o índice era 3,2.
Análise: Ideb recorde é uma boa notícia — sem exagero e com ressalvas. O índice combina fluxo escolar com desempenho em provas, o que significa que taxas de aprovação mais altas contribuem para o resultado mesmo que a aprendizagem não acompanhe no mesmo ritmo. O dado mais relevante a monitorar é o desempenho em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb separadamente. O ensino médio continua abaixo da meta, exatamente a etapa que define quem vai ou não vai conseguir acessar o ensino superior e o mercado de trabalho qualificado. A avaliação envolveu cerca de 5,9 milhões de estudantes em mais de 73.800 escolas — o maior alcance da história. Número de escola participante aumentou, o que é bom para a representatividade do dado. O desafio agora é converter o indicador em aprendizado real — e isso o Ideb, sozinho, não responde.
Pesquisa eleitoral
🟠 Fonte: Poder360, JOTA, O Globo
➡️ Título: Lula tem 44% e Flávio Bolsonaro avança para 39% no segundo turno
📊 Resumo: A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra Lula com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que marca 39%. Em julho, a diferença era de oito pontos — Lula com 45% e Flávio com 37%. Agora, o intervalo caiu para cinco pontos. No primeiro turno, Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro com 30%. Os demais candidatos não ultrapassam 4% cada. Para Felipe Nunes, da Quaest, a recuperação de Flávio se deve à reorganização da direita: o apoio de Michelle Bolsonaro e a reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu Flávio de visitar o pai na prisão foram os dois fatores que mobilizaram o eleitorado conservador. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presencialmente, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Análise: Cinco pontos percentuais dentro da margem de erro de dois pontos. Na prática, a corrida está mais aberta do que estava há 30 dias. A proibição de visitas ao pai na prisão gerou uma reação emocional que a lógica eleitoral não ignora — transformou Flávio em filho impedido de ver o pai, narrativa com apelo amplo. A pesquisa mostra que 52% dos eleitores consideram errada a decisão de Moraes de proibir as visitas, contra 41% que consideram certa. Isso revela um dado que vai além da candidatura: decisões do STF têm impacto direto no eleitorado. O candidato que souber usar esse sentimento sem radicalizar o discurso tem mais espaço. Com 60 dias para o primeiro turno, qualquer variação de três a quatro pontos pode ser decisiva.
Vice de Flávio
🟠 Fonte: Reuters, Revista Veja, GZH, JOTA
➡️ Título: Flávio Bolsonaro anuncia Alfredo Gaspar como vice; chapa fica restrita ao PL
📊 Resumo: O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu candidato a vice na corrida ao Palácio do Planalto. A definição consolida uma chapa pura após recusas de legendas do centro em formalizar coligação nacional. Ex-promotor de Justiça e relator da CPMI do INSS, Gaspar agrega à campanha o discurso centrado na pauta de segurança pública e combate à corrupção.
Análise: A escolha de Gaspar sinaliza duas coisas ao mesmo tempo. Primeira: a aliança com Republicanos e PP não se consolidou na chapa, o que limita a amplitude da coalizão de oposição. Segunda: Gaspar é um nome com forte capital simbólico junto ao eleitorado que acompanhou a CPMI do INSS., que investigou fraudes envolvendo beneficiários e revelou nomes ligados ao governo. Colocar o relator dessa investigação como vice é uma aposta consciente na pauta anticorrupção como eixo de campanha. O risco é o perfil técnico e pouco conhecido fora dos círculos políticos nacionais. Gaspar precisa ser construído como figura pública nas próximas semanas – e tem menos de 60 dias para isso. A chapa é do PL por inteiro. Isso simplifica o comando, mas reduz o leque de apoios municipais no primeiro turno.
Professores de Salvador
🟠 Fonte: Correio 24 Horas / Bahia.ba / Encontra Salvador
➡️ Título: Bruno Reis envia à Câmara projeto para pagamento de R$ 93 milhões do Fundef a professores
📊 Resumo: O prefeito de Salvador, Bruno Reis, encaminhou nesta quarta-feira (5) à Câmara Municipal o projeto de lei que autoriza o pagamento da primeira parcela dos precatórios do Fundef aos profissionais da rede municipal. A proposta contempla cerca de 6,5 mil professores que atuaram entre 1998 e 2006, somando o montante de R$ 93 milhões. O texto também regulamenta pagamentos retroativos por progressão funcional na carreira.
Análise: Os precatórios do Fundef são uma dívida histórica da União com estados e municípios, repassada para os professores que trabalharam no período de vigência do fundo — entre 1998 e 2006. A espera dura, em muitos casos, mais de 20 anos. O timing do anúncio — às vésperas de uma campanha eleitoral — levanta uma pergunta legítima: por que agora, e não antes? A resposta pode ser simplesmente técnica — chegou o dinheiro — ou política — a eleição se aproxima. O fato objetivo é que 6,5 mil professores vão receber algo que era deles há décadas. O valor de R$ 93 milhões é apenas a primeira parcela de um passivo maior. Quanto ainda falta pagar, em quanto tempo e com quais garantias são perguntas que o projeto ainda não responde completamente.
Popularidade em baixa
🟠 Fonte: Poder360 / Reuters/Ipsos / AP-NORC
➡️ Título: Desaprovação de Trump chega a 63% e 76% dos americanos rejeitam sua gestão econômica
📊 Resumo: A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 35%, enquanto a desaprovação subiu para 63%, segundo a pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 30 de julho e 3 de agosto de 2026 com 4.505 adultos americanos. A pesquisa AP-NORC, divulgada na semana anterior, já indicava 66% de rejeição. Os motivos são convergentes: impacto econômico das tarifas, alta nos preços de energia após a guerra contra o Irã e percepção generalizada de má gestão do custo de vida. Em pesquisa separada, 76% dos americanos desaprovam a gestão econômica de Trump — o pior índice registrado nesse quesito.
Análise: Dois em cada três americanos desaprovam Trump. Esse número não é trivial — é o maior de seu segundo mandato e reflete um problema estrutural, não conjuntural. A guerra com o Irã elevou o preço da gasolina ao maior patamar em quatro anos, e o custo de vida virou o termômetro mais sensível de popularidade presidencial em qualquer democracia. Para o Brasil, o cenário importa de forma direta: um Trump enfraquecido internamente tem menos margem política para manter suas apostas externas, incluindo o tarifaço sobre parceiros comerciais. Mas também é um presidente que pode agir de forma mais impulsiva para mostrar força. A eleição de meio de mandato americana em novembro vai testar se a rejeição se converte em perda de maioria republicana no Congresso — e isso mudaria completamente o tabuleiro do comércio internacional.
O MERCADO NESTA QUARTA-FEIRA (5/8)
- Ibovespa: -0,09% / Pontos: 177.726,17
- Dólar comercial no balcão: Compra: R$ 5,1277/ Venda: R$ 5,1282
- Dólar paralelo: Compra: R$ 5,23/ Venda: R$ 5,33
- Dólar Turismo: Compra: R$ 5,20 / Venda: R$ 5,30
- Euro Turismo: Compra: R$ 6,02 / Venda: R$ 6,137
- Ouro: Cotação: US$ 4.305,26 a onça-troy (1 onça-troy equivale a 31,1035 gramas) / Variação: +3,7%
O Giro das 21h volta nesta quinta-feira. Boa noite!
Giro das 21h é produzido pela redação do Indústria News. Atualizado até às 20h30 de 5/8/2026
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