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Capa Radar da Indústria
biogás

Biogás: potencial gigante, entrega microscópica

Bahia tenta sair do atraso no setor com novo mapa da bioenergia

GERALDO BASTOS por GERALDO BASTOS
22/04/2026
em Radar da Indústria
Tempo de Leitura: 5 minutos
A A
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Radar

OBrasil acelera no biogás. A Bahia…ainda engatinha. O novo “Panorama do Biogás 2025, do CIBiogás, escancara um setor que deixou de ser promessa e virou negócio. O país já soma 1.727 plantas em operação, com crescimento consistente e mais 76 unidades no pipeline até 2029,  o que pode elevar a produção em quase 30%.

É escala. É eficiência. É mercado. Mas quando o recorte chega à Bahia, o contraste chama atenção – e não é positivo.

Enquanto estados como São Paulo, Paraná e Minas Gerais avançam com ritmo industrial, a Bahia aparece com apenas 9 plantas de biogás. Fica atrás, inclusive, de Pernambuco e Ceará.

Em volume, são modestos 230 mil Nm³/dia,  praticamente irrelevante diante do potencial do estado.

O paradoxo baiano

E aqui está o ponto mais incômodo: não é falta de recurso. A Bahia tem tudo. Resíduo agropecuário, indústria forte, saneamento deficitário (que, neste caso, também vira oportunidade) e um setor sucroenergético relevante. Ou seja: matéria-prima abundante para biogás e biometano.

O próprio Panorama reforça que o setor cresce justamente onde há integração entre resíduos, energia e mercado. Exatamente o cenário baiano. Mas isso ainda não virou escala.

Atlas: o mapa existe, falta sair do papel

A boa notícia – ou promessa – veio no mês passado. O governo do estado lançou o Atlas Bioenergia Bahia, um mapeamento detalhado do potencial energético em todos os 417 municípios. O número impressiona: quase 4 bilhões de Nm³/ano de biogás e mais de 2,1 bilhões de Nm³/ano de biometano.

A professora doutora Suani Coelho, do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEA-USP), foi uma das responsáveis pela elaboração do atlas.

“Os números são impressionantes. O estado tem um potencial enorme de aproveitamento da matéria orgânica. A Bahia tem o que há de melhor: sol, água e solo para produzir uma biomassa de qualidade para gerar energia”, afirmou.

Segundo ela, o atlas oferece uma base técnica inédita, capaz de orientar políticas públicas, reduzir incertezas e atrair investidores. “A Bahia está saindo na frente”, completou.

É um divisor de águas? Pode ser.

O estudo organiza dados, reduz incertezas e aponta onde investir. Em outras palavras: entrega o mapa. Mas mapa não constrói usina.

Entre o discurso e o investimento

O setor de biogás no Brasil avançou porque virou agenda econômica –  não apenas ambiental. Tem regulação, mercado, demanda (especialmente no transporte) e integração com a transição energética. A Bahia, por enquanto, ainda está mais no diagnóstico do que na execução.

E o tempo corre. Enquanto o Sul e o Sudeste ganham escala, atraem capital e consolidam cadeias produtivas, o risco é o estado repetir um velho padrão: ter potencial sobrando… e protagonismo faltando.

O Atlas é um passo importante. Mas o mercado não espera planejamento –  responde a oportunidade, segurança jurídica e retorno.

A pergunta que fica é simples: a Bahia vai entrar no jogo do biogás ou assistir de fora?

SAIBA MAIS

Biogás e biometano são combustíveis renováveis produzidos a partir da decomposição de resíduos orgânicos, como restos agropecuários, lixo urbano e esgoto. O biogás é a mistura bruta resultante desse processo, rica em metano e já utilizada para geração de energia elétrica e térmica. Já o biometano é o biogás purificado, com alta concentração de metano, o que permite seu uso como substituto do gás natural, especialmente no transporte e na indústria

Etanol de milho: Oeste vira fronteira quente

A engrenagem começou a girar. A Inpasa iniciou, há poucos dias, a produção em sua unidade em Luís Eduardo Magalhães,  marco relevante para um setor que ganha tração rápida no Brasil: o etanol de milho.

Com investimento de R$1,3 bilhão, a planta tem capacidade para processar 1 milhão de toneladas de grãos e produzir até 500 milhões de litros por ano, além de gerar 245 mil toneladas de DDGS, 23 mil toneladas de óleo vegetal e 132 GWh de energia elétrica.

É escala. E é só o começo.

A expectativa agora se volta para o Projeto Farol, em Jaborandi.

Com investimento estimado em R$3 bilhões, o empreendimento da Biocombustíveis do Oeste mira inauguração em 2027 e chega com ambição industrial: produção de etanol, geração de energia, fabricação de DDGS para ração animal e até óleo refinado.

Não é apenas uma usina. É uma biorrefinaria.

Bahia entra no mapa. Agora é pra valer?

O avanço dos dois projetos não é isolado. Ambos foram habilitados no ProBahia, programa que tenta corrigir uma lacuna histórica: a ausência do estado no mapa do etanol de milho.

E o timing ajuda.

A produção nacional deve dobrar até 2032, impulsionada pela demanda por combustíveis mais limpos e pela integração com cadeias como ração animal e bioenergia.

O Oeste baiano começa a dar sinais claros de mudança de perfil: sai do grão in natura e entra na industrialização pesada.

Se os projetos entregarem o que prometem, a região pode se consolidar como novo polo de bioenergia do país.

A dúvida é outra: a Bahia vai conseguir sustentar esse ritmo… ou será mais um voo curto?


Radar da Indústria é uma coluna semanal sobre os movimentos que moldam a indústria e a economia da Bahia. Aqui, investimentos, negócios, energia, infraestrutura e política econômica são analisados sem maquiagem. O foco está no que muda o jogo – e no que trava o desenvolvimento. Com informação, bastidor e leitura crítica, o Radar aponta riscos, oportunidades e contradições. Porque entender a indústria é entender o futuro do estado.


Leia também: Copene: entre vapor, empregos e um modelo que ficou no passado

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Tags: BahiabiogásCIBiogásdestaqueetanol de milhoInpasaJaborandiLuís Eduardo Magalhães
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