A transição energética da indústria brasileira ganhou um novo capítulo com a ampliação da parceria entre a Casa dos Ventos e a Dow. As companhias anunciaram dois novos contratos de autoprodução de energia renovável, somando 50 MW médios, em um movimento que reforça a estratégia de diversificação da matriz elétrica da indústria pesada no país.
Os acordos envolvem a entrada da Dow como sócia no Complexo Fotovoltaico Seriemas, em Mato Grosso do Sul, e o aumento de sua participação no Complexo Eólico Rio do Vento Expansão, no Rio Grande do Norte. O modelo adotado é o de autoprodução por equiparação, no qual o consumidor se torna investidor do ativo de geração, garantindo previsibilidade de custos e maior controle sobre a origem da energia.
O Complexo Solar Seriemas integra um pacote de R$5,12 bilhões em investimentos da Casa dos Ventos no estado. Com 400 MW de capacidade instalada, 889 mil módulos solares e 940 hectares de área, o empreendimento está entre os maiores de Mato Grosso do Sul, com início de operação previsto para setembro.
Já o Complexo Eólico Rio do Vento Expansão adiciona 534 MW a uma estrutura que totaliza 1.038 MW, distribuídos em 240 aerogeradores. O projeto é capaz de abastecer cerca de 2 milhões de residências, consolidando-se como um dos maiores polos eólicos do país.
Para a Dow, presente no Brasil desde 1956 e com unidades produtivas na Bahia, São Paulo, Pará e Minas Gerais, o movimento reforça a agenda de descarbonização e reduz a exposição à volatilidade tarifária. Para a Casa dos Ventos, que soma 4,3 GW em operação e construção e mantém mais de 30 GW em desenvolvimento, o avanço confirma a consolidação do modelo de autoprodução como ferramenta estratégica da indústria brasileira em busca de competitividade e menor pegada de carbono.
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