A mineração baiana abriu 2026 em alta e com peso crescente na balança econômica do estado. Em janeiro, a Produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC) somou R$1,8 bilhão, avanço de 28,6% sobre o mesmo mês de 2025, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), com base na Agência Nacional de Mineração (ANM).
O desempenho não ficou restrito ao faturamento. A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) alcançou R$ 31 milhões, reforçando o caixa de municípios produtores e do Estado. A distribuição da receita evidencia o peso da atividade para cidades mineradoras, que ficam com 60% do total arrecadado.
O mapa da produção também revela concentração. Jacobina respondeu por 27% do valor comercializado em janeiro, seguida por Itagibá (15%), Jaguarari (13%) e Santaluz (8%). No ranking dos bens minerais, o ouro manteve liderança folgada, com 43,39% da produção total, à frente de cobre (20,99%) e níquel (14,72%).
No comércio exterior, o ouro voltou a puxar o resultado. As exportações do metal somaram US$ 106,2 milhões, quase o dobro do registrado em janeiro de 2025. O saldo mineral do mês foi superavitário, refletindo a forte demanda internacional e os preços ainda sustentados no mercado global.
O avanço consolida a mineração como um dos pilares industriais da Bahia, especialmente em um cenário de desempenho moderado da indústria de transformação. O desafio, porém, permanece: como transformar ciclos favoráveis de commodities em encadeamentos produtivos mais sofisticados dentro do próprio estado?
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