A construção industrializada começa a ganhar espaço no mercado brasileiro. Em meio ao ritmo mais moderado da construção convencional, a Espaço Smart, especializada em sistemas construtivos em Steel Frame, registrou faturamento de R$ 550 milhões no primeiro semestre de 2026 e projeta encerrar o ano com receita de R$ 1 bilhão.
O desempenho reflete o avanço da demanda por soluções construtivas industrializadas, que prometem reduzir prazos, minimizar desperdícios e oferecer maior previsibilidade às obras. Segundo a empresa, o crescimento também foi acompanhado pela contratação de 280 novos colaboradores no período.
Para sustentar a expansão, a companhia investiu cerca de R$ 10 milhões na ampliação de sua unidade industrial em Ponta Grossa (PR). A expectativa é aumentar a capacidade produtiva, fortalecer a engenharia e ampliar a eficiência logística para atender à demanda crescente em todo o país.
“Os números e a velocidade da nossa expansão respondem de forma definitiva a qualquer dúvida sobre a maturidade e o crescimento do Steel Frame no Brasil”, afirma o CEO da Espaço Smart, Rubens Campos. “O mercado não busca mais apenas materiais; ele busca um ecossistema inteligente, rápido e sustentável. Estamos transformando a construção civil no país e mostrando que o futuro do setor já é uma realidade bilionária.”
Outro eixo da estratégia é enfrentar um dos principais desafios da construção civil: a escassez de mão de obra qualificada. A empresa informou que está formando mais de mil profissionais especializados em sistemas construtivos a seco, iniciativa que busca ampliar a oferta de trabalhadores preparados para atuar nesse segmento.
A expansão também alcança a rede comercial. Com mais de 40 lojas em operação, a Espaço Smart prepara a abertura de outras sete unidades nos próximos meses. A empresa afirma que, após essas inaugurações, restarão apenas três estados para completar sua cobertura nacional.
Fundamentado na industrialização da construção, o modelo de Steel Frame vem conquistando espaço por oferecer maior controle sobre custos, redução de resíduos e menor tempo de execução das obras. O avanço desse sistema acompanha uma tendência observada em diversos mercados, onde produtividade, sustentabilidade e padronização ganham peso nas decisões de investimento do setor.
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