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Capa Atualidades

Fim da ‘taxa das blusinhas’ reacende pressão chinesa sobre a indústria brasileira

CNI alerta que isentar produtos estrangeiros, enquanto nacionais permanecem tributados, fere princípio da coerência econômica. Prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro

INDÚSTRIA NEWS por INDÚSTRIA NEWS
12/05/2026
em Atualidades
Tempo de Leitura: 2 minutos
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Ricardo Alban

Ricardo Alban: "Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China" (Foto: Iano Andrade / CNI)

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A  Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o fim da cobrança de imposto sobre as importações de até 50 dólares será prejudicial à indústria brasileira e ao desenvolvimento econômico do país. Para a CNI, mais do que uma simples mudança tributária, a decisão do governo federal de extinguir a chamada “taxa das blusinhas” representa uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional. A entidade enfatiza que a medida impactará principalmente micro e pequenas empresas e resultará na perda de empregos.

“Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Na avaliação do dirigente, isentar produtos estrangeiros enquanto os nacionais permanecem tributados fere um princípio básico da isonomia e da coerência econômica. “Um sistema que penaliza a produção interna desestimula investimentos, reduz a competitividade e enfraquece a indústria. Em um cenário global marcado por disputas comerciais e por políticas de proteção econômica, é contraditório que o Brasil abra mão de instrumentos mínimos de equilíbrio concorrencial”, pontua Alban.

Decisão é retrocesso

A CNI acrescenta que a decisão anunciada nesta terça-feira (12) é um retrocesso, já que a instituição da “taxa das blusinhas” havia sido uma conquista para a indústria e o comércio nacional. As plataformas de e-commerce estrangeiras passaram a pagar algum tipo de imposto no país, em 2023, com o ICMS estadual, e, em 2024, passou a incidir uma taxação de 20% do imposto federal de importação.

Desde então, o Brasil viu dados positivos de empregos no varejo e na indústria, o que contribuiu para o país atingir o menor desemprego de sua história. Estudo recente da CNI revela que a “taxa das blusinhas” impediu a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no Brasil. Essa redução ajudou a preservar mais de 135 mil empregos e quase R$ 20 bilhões na economia brasileira.

“Fica claro que o objetivo dessa taxação quando criada não foi tributar o consumidor, mas proteger a economia. A medida anunciada hoje vai na contramão do bom senso, pois tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que possamos manter empregos e gerar renda. Não somos contra as importações. Elas são bem-vindas e aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, destaca o presidente da CNI.


Leia também: Index Bahia amplia escala e projeta R$300 milhões em negócios este ano

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Tags: ChinaCNIConfederação Nacional da IndústriaindústriaRicardo Alban
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