O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca na Bahia nesta quinta-feira para visitar a unidade da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em mais um movimento simbólico da nova estratégia industrial da Petrobras. A agenda contará também com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, além de autoridades federais e estaduais. A visita ocorre poucos meses após o reinício das operações da unidade, retomadas em janeiro de 2026.
Segundo a Petrobras, foram investidos R$100 milhões na reativação da planta, que possui capacidade de produção de 1.300 toneladas diárias de ureia, volume equivalente a cerca de 5% da demanda nacional.
Hoje, véspera da visita presidencial, a estatal realizará uma entrevista coletiva em Salvador para detalhar os números operacionais da fábrica. Participarão da coletiva Magda Chambriard, de forma online, e o gerente executivo de Processamento de Gás Natural da Petrobras, Wagner Felicio.
A retomada da Fafen Bahia acontece num momento em que a Petrobras amplia investimentos em refino, gás natural e fertilizantes, dentro de uma estratégia voltada à segurança energética e industrial do país.
POR QUE ISSO IMPORTA
A reativação da Fafen Bahia vai muito além da produção de fertilizantes. O movimento tem forte peso econômico, industrial e geopolítico. O Brasil é altamente dependente da importação de fertilizantes nitrogenados, um problema que ficou ainda mais evidente após os choques globais provocados pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Retomar a produção nacional virou questão estratégica para o agronegócio e para a segurança alimentar do país.
A visita de Lula à unidade também reforça a mudança de posicionamento da Petrobras sob a gestão de Magda Chambriard. Depois de anos marcados por desinvestimentos, a estatal voltou a defender presença em áreas consideradas estruturantes para a indústria brasileira, como fertilizantes, refino, petroquímica e gás natural.
Para a Bahia, a retomada da Fafen recoloca o estado no mapa da indústria nacional de fertilizantes e fortalece a integração do Polo Industrial de Camaçari com a cadeia de gás natural e petroquímica. A agenda presidencial ainda amplia o peso político do projeto, transformando a reativação da unidade em uma vitrine da política de reindustrialização defendida pelo governo federal.
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