Indústria News
  • Conteúdos Exclusivos
    • 5 PERGUNTAS
    • Análise
    • Giro das 21h
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
    • Webinar da Indústria
  • Leitura Rápida
  • Mineração
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Conteúdos Exclusivos
    • 5 PERGUNTAS
    • Análise
    • Giro das 21h
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
    • Webinar da Indústria
  • Leitura Rápida
  • Mineração
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
Indústria News
Sem resultado
Ver todos os resultados
Capa Radar da Indústria

O ‘elefante branco’ da Pituba e o custo da ineficiência

Imóvel dos Correios em Salvador já vale metade do que valia em 2019

GERALDO BASTOS por GERALDO BASTOS
25/03/2026
em Radar da Indústria
Tempo de Leitura: 5 minutos
A A
correios

O terreno soma 34,6 mil m², com cerca de 41,9 mil m² de área construída, incluindo edifício de 17 andares

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no LinkedinCompartilhar no WhatsappCompartilhar no Telegram

Radar

Nesta quinta-feira (26), os Correios tentam, pela 19ª vez, o que tem se mostrado uma missão hercúlea: livrar-se de seu maior ativo imobiliário na Bahia. O complexo da Avenida Paulo VI, na Pituba, vai a leilão sob o estigma de sucessivos fracassos e uma desvalorização que agride a lógica de mercado.

O que vemos na Pituba é um estudo de caso sobre como a burocracia estatal destrói valor. Em 2019, o lance mínimo era de R$248 milhões. Hoje, o certame abre com R$130,3 milhões. Em menos de sete anos, o imóvel “derreteu” quase 50% de seu valor facial em termos nominais –  sem contar a inflação do período, o que torna o prejuízo real ainda mais dramático.

O terreno soma 34,6 mil m², com cerca de 41,9 mil m² de área construída, incluindo edifício de 17 andares, centro de triagem, auditório e estruturas de apoio. No papel, um ativo robusto. Na prática, um passivo difícil de digerir.

Correios 1O modelo de venda também não ajuda: pagamento à vista, entrada imediata, comissão de 5% ao leiloeiro e quitação total em até 60 dias. Pouco espaço para estruturação financeira – e muito risco concentrado.

Mas o principal entrave está no próprio ativo. Parte da área segue ocupada, com processo de reintegração de posse em andamento – custo e dor de cabeça que ficam integralmente com o comprador. No mercado imobiliário profissional, ninguém gosta de comprar briga judicial de terceiros.

Soma-se a isso um edifício típico dos anos 80: grande, rígido e caro de adaptar.

Retrofit? Complexo e caro para tentar modernizar uma planta ineficiente.

Demolição? Logística delicada e custo elevado em uma área densamente urbanizada.

O mercado já deu o recado nas tentativas anteriores: preço não é o único problema. Liquidez exige previsibilidade  e esse ativo entrega justamente o oposto.

Enquanto tenta vender prédios, a estatal sangra internamente. O documento da Diretoria Econômico-Financeira (DIEFI) é um balde de água gelada: após projetar um déficit de R$ 6 bilhões em 2025, a estimativa para 2026 já escala para um rombo de R$ 9,1 bilhões.

Vender o prédio da Pituba não salvará o balanço dos Correios, mas mantê-lo é o símbolo máximo de uma gestão que assiste seus ativos apodrecerem enquanto as contas públicas sustentam a conta da ineficiência.

Amanhã saberemos se o mercado finalmente aceitará o risco ou se a “torre da Pituba” continuará sendo apenas um monumento ao desperdício no coração de Salvador.

Ouro sob disputa na Bahia

OTribunal de Justiça da Bahia derrubou a decisão que havia suspendido parcialmente a venda de ativos da Equinox Gold para a CMOC Brasil, em uma transação estimada em US$290 milhões. A disputa envolve o projeto Santaluz, na Bahia, onde a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) questiona não ter sido comunicada sobre a operação, apesar de deter direitos minerários.

O negócio também inclui ativos no Maranhão e em Minas Gerais.

Na decisão, o desembargador Cláudio Césare Braga Pereira entendeu que não houve mudança direta no controle da operação, mas sim na holding controladora –  argumento central das empresas. Enquanto isso, os ativos seguem operando, e uma nova audiência está marcada para o fim do mês.

Por que importa? 

O caso escancara um ponto sensível do ambiente de negócios: a insegurança jurídica em operações com ativos estratégicos. Mesmo com contratos vigentes, mudanças societárias podem gerar disputas prolongadas,  especialmente quando envolvem entes públicos.

Para a Bahia, o episódio acende alerta. O estado busca atrair investimentos em mineração, mas ruídos regulatórios e conflitos sobre direitos minerários elevam o risco percebido por investidores.

No pano de fundo, está uma questão maior: governança e previsibilidade. Em setores intensivos em capital, como mineração, qualquer incerteza pode travar decisões bilionárias.

O recado do mercado é claro: sem clareza nas regras e alinhamento entre as partes, até ativos em operação viram disputa –  e investimento vira cautela.

Mataripe no radar, mas sem pressa

A Petrobras respondeu a ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva envolvendo a possível recompra da Refinaria de Mataripe (ex-Rlam), na Bahia.

A estatal afirmou que avalia continuamente oportunidades de investimento, incluindo a eventual aquisição do ativo hoje controlado pela Acelen, mas ressaltou que não há qualquer fato novo relevante a ser divulgado ao mercado. Segundo a companhia, o tema já foi mencionado em comunicações anteriores e segue no campo de análise.

O que observar?

A resposta é protocolar, mas o tema está longe de ser trivial. A Refinaria de Mataripe virou símbolo da política de desinvestimentos da Petrobras – e sua possível recompra carrega forte peso político e econômico.

Para o mercado, o ponto central é previsibilidade. Sinais de revisão de ativos vendidos no passado levantam dúvidas sobre segurança jurídica e diretrizes de longo prazo da companhia.

Na prática, a Petrobras mantém a porta aberta, mas sem compromisso. O recado implícito: há interesse estratégico, mas qualquer movimento dependerá de condições econômicas, governança e alinhamento político.

Para a Bahia, o tema é ainda mais sensível. A refinaria impacta diretamente preços de combustíveis, arrecadação e dinâmica industrial do estado. Mais do que uma operação, trata-se de um ativo-chave e de uma decisão que pode redesenhar o setor de refino no Brasil.


Radar da Indústria é uma coluna semanal sobre os movimentos que moldam a indústria e a economia da Bahia. Aqui, investimentos, negócios, energia, infraestrutura e política econômica são analisados sem maquiagem. O foco está no que muda o jogo – e no que trava o desenvolvimento. Com informação, bastidor e leitura crítica, o Radar aponta riscos, oportunidades e contradições. Porque entender a indústria é entender o futuro do estado.


Leia também: O sonho enterrado da JAC Motors em Camaçari

Oh, olá 👋 Prazer em conhecê-lo.

Cadastre-se para receber nosso conteúdo em seu e-mail todos os dias.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Tags: BahiaCorreiosCVMEquinox GoldouroPetrobras
Artigo Anterior

Acordo Mercosul-UE valerá provisoriamente em maio

Próximo Artigo

Nova cultura, velha ambição: Karsten reforça governança e foco no cliente

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Delfin

Com rede de diagnóstico na Bahia, Alliança Saúde inicia recuperação extrajudicial

P-79

Produção recorde e refinarias no limite: Petrobras acelera crescimento com força do pré-sal

A conta que a Coelba ainda precisa pagar

A conta que a Coelba ainda precisa pagar

calçados

Junho trouxe uma boa notícia para o calçado baiano. O semestre ainda cobra a conta

Próximo Artigo
Karsten

Nova cultura, velha ambição: Karsten reforça governança e foco no cliente

Eternit

Eternit tem lucro 26,2% maior em 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

exportações

Balança comercial de julho tem superávit de US$7 bilhões

P-79

Mais petróleo, mais refino, mais caixa: o trimestre que impulsionou a Petrobras

Vale

ANM cobra R$17,7 bi da Vale e reacende disputa sobre royalties da mineração

WEBINAR DA INDÚSTRIA

elisa

O novo mapa do petróleo passa por Sergipe

Leandro Hiebl, CEO da AgilFix

Alta do plástico acelera negócios de fabricante de cintas reutilizáveis

COLUNAS

Selic

Giro das 21h: BC corta Selic para 14%, Ideb atinge recorde e oposição define vice da chapa

Delfin

Com rede de diagnóstico na Bahia, Alliança Saúde inicia recuperação extrajudicial

CNJ

Giro das 21h: decisões no Judiciário, tensão diplomática e operações policiais marcam o dia

Nunes Marques

STF abre o segundo semestre expandindo direitos e colocando a democracia na tela

+VISTAS EM 24 hORAS

  • Rio de Contas

    O lado B de Rio de Contas: a economia por trás da cidade mais charmosa da Chapada Diamantina

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • LM sofre ataque cibernético e interrompe sistemas

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Novo arranha-céu em SC leva supercarros direto para dentro dos apartamentos

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Indústria química une forças para recuperar competitividade e fortalecer setor

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • ANM cobra R$17,7 bi da Vale e reacende disputa sobre royalties da mineração

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Mineradora cria sistema digital para acompanhar reflorestamento

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Quem somos
  • Fale com a gente
  • Anuncie conosco
  • Política de privacidade
redacao@industrianews.com.br

© 2022 Indústria News

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Capa
  • Análise
  • Atualidades
  • Bebidas & Alimentos
  • Beleza & Higiene Pessoal
  • Calçados & Têxtil
  • Construção
  • Giro das 21h
  • Indústria em Foco
  • Leitura Rápida
  • Memória da Indústria
  • Metalurgia & Siderurgia
  • Mineração
  • O Lado B dos Destinos
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Radar da Indústria
  • Radar de Oportunidades
  • Química & Petroquímica
  • Turismo & Aviação
  • Veículos & Pneus
  • 5 PERGUNTAS
  • Webinar da Indústria

© 2022 Indústria News

Utilizamos cookies. Ao continuar navegando no site você concorda com estas condições. Confira nossa Política de Privacidade e Uso de Cookies.