A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) avaliou como um “passo de transição” a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, anunciada nesta quarta-feira (18). Na leitura da entidade, o movimento ainda é tímido diante do atual patamar de juros, mas sinaliza a possibilidade de novos cortes ao longo das próximas reuniões, sustentados pela desaceleração da inflação.
Segundo a Fieb, o índice acumulado de 3,81% – abaixo do teto da meta – e as projeções de arrefecimento dos preços em 2026 criam espaço para uma política monetária menos restritiva. “Ainda que o patamar siga elevado, há condições para avanços adicionais”, aponta a entidade.
Para a federação, a redução gradual dos juros é essencial para reativar a atividade econômica, que apresentou crescimento modesto de 0,10% no quarto trimestre. A avaliação é que o custo do crédito segue como um dos principais entraves para a retomada mais consistente da indústria.
A entidade também reforça que a queda dos juros precisa vir acompanhada de medidas estruturais, como redução da carga tributária e correção de distorções tarifárias, consideradas fundamentais para estimular investimentos e geração de empregos.
Cenário internacional
No cenário internacional, a Fieb chama atenção para a defasagem do Brasil em relação a outras economias. Países como Estados Unidos, Europa e México operam com taxas mais baixas, o que, na visão da entidade, compromete a competitividade brasileira.
“A sinalização de queda dos juros é essencial para que o país volte a competir em condições mais equilibradas no mercado global”, destaca a entidade, em nota.
A federação também aponta que o momento exige maior flexibilidade na condução da política monetária, diante de um ambiente externo marcado por tensões geopolíticas e volatilidade nas cadeias produtivas.
Para a Fieb, o ciclo de cortes na Selic será determinante para restaurar a confiança, destravar investimentos e sustentar o crescimento econômico nos próximos anos.
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