A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) recebeu nesta terça-feira (20) executivos da Polimix Concreto para a apresentação de um projeto que sinaliza uma nova rodada de investimentos industriais no estado. A empresa planeja implantar três fábricas de argamassa e unidades avançadas de expedição de cimento, movimento que reforça a aposta no mercado baiano e fortalece a cadeia produtiva da construção civil.
O projeto, apresentado pelo diretor José Antero Santos, envolve expansão da capacidade industrial, geração de empregos e impacto direto na logística de distribuição de insumos, um dos principais gargalos do setor. A primeira unidade deverá ser instalada no entorno de Feira de Santana, ponto estratégico pela posição logística e conexão com diferentes regiões do estado.
Com presença na Bahia desde o início dos anos 1990, a Polimix figura entre as maiores empresas de concreto do país. O grupo opera hoje 281 unidades no Brasil e no exterior, com atuação também na Argentina, Bolívia, Peru, Colômbia e Estados Unidos. A capacidade anual chega a 12 milhões de metros cúbicos de concreto, atendendo desde pequenas obras até grandes projetos de infraestrutura.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, o anúncio reforça a atratividade do ambiente de negócios baiano. Segundo ele, a ampliação das operações da Polimix indica confiança do setor produtivo e contribui para dinamizar a economia regional. “São investimentos que fortalecem a indústria da construção, geram emprego, estimulam inovação e promovem desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Eficiência
Do lado da empresa, o discurso é de previsibilidade e eficiência. “A Bahia tem uma política consistente de atração de investimentos. As três fábricas de argamassa serão dotadas dos equipamentos mais modernos e com elevado nível de automação”, destacou José Antero dos Santos. Cada planta contará ainda com uma unidade avançada de expedição de cimento, estratégia voltada à otimização logística e à redução de custos operacionais.
Além da expansão industrial, a Polimix tem apostado em sustentabilidade como eixo estratégico, com iniciativas de autoprodução de energia, coprocessamento e reaproveitamento de resíduos – um movimento alinhado às novas exigências ambientais do setor e à busca por maior eficiência produtiva.
Com quatro décadas de atuação, a Polimix consolidou-se como uma das maiores empresas de serviços de concretagem do Brasil. Presente em 21 estados, com mais de 4 mil colaboradores e quase 200 unidades estrategicamente distribuídas, a companhia carrega no portfólio obras emblemáticas da engenharia nacional e mantém um ritmo de fornecimento que, mensalmente, equivale ao volume de concreto utilizado em seis estádios do Maracanã.
Por que esse investimento importa
- Fortalece a cadeia da construção civil – A instalação de fábricas de argamassa e unidades de expedição de cimento reduz gargalos de fornecimento e dá mais previsibilidade a um setor altamente sensível a custos e prazos.
- Melhora a logística e reduz custos – Com produção e expedição mais próximas dos canteiros de obras, o investimento tende a reduzir despesas com transporte e aumentar a competitividade do mercado local.
- Gera emprego e renda no interior – A escolha do entorno de Feira de Santana amplia os efeitos econômicos para além da capital, estimulando o desenvolvimento regional.
- Atrai novos investimentos indiretos – A presença de uma empresa de grande porte cria efeito indutor sobre fornecedores, prestadores de serviços e novas operações industriais.
- Aposta em eficiência e sustentabilidade – Automação industrial, autoprodução de energia e reaproveitamento de resíduos indicam um modelo alinhado às exigências ambientais e à busca por produtividade.
- Sinaliza confiança no ambiente de negócios – Em um cenário de cautela econômica, decisões de expansão industrial funcionam como termômetro da atratividade do estado para novos projetos.
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