A Ferbasa, principal fornecedora de ferroligas do Brasil e única produtora integrada de ferrocromo das Américas, encerrou o primeiro semestre de 2025 com lucro líquido de R$42,9 milhões, numa queda de 56,2% em relação ao mesmo período de 2024. A receita líquida, por sua vez, avançou 15,3% na comparação anual, somando pouco mais de R$1,189 bilhão. A produção de ligas de cromo e silício manteve estabilidade, enquanto o FeSi HP recuou 8,1% no período.
Segundo a companhia, a queda no lucro foi influenciada por diversos fatores, entre eles: valorização de 15,3% no dólar médio, redução de 14,6% no preço médio das ferroligas em dólar, aumento de 22,7% no custo dos produtos vendidos das ferroligas, maiores despesas com pesquisa geológica e consultoria para redução de custos, além do prejuízo de R$9,3 milhões registrado pela BW Guirapá no 1S25. De janeiro a junho, os investimentos (Capex) somaram R$114,6 milhões, patamar semelhante ao do mesmo período de 2024.
“O Capex concentrou-se na aquisição de máquinas e equipamentos destinados, em sua maior parte, às unidades de metalurgia e mineração, bem como na manutenção do ativo biológico na área de recursos florestais. Também destacamos o aporte de R$ 16,3 milhões em participação societária na Bahia Minas Bioenergia (empresa coligada)”, informou a Ferbasa.

Tarifaço
No balanço, a companhia demonstrou preocupação com o “tarifaço” do governo de Donald Trump, em vigor desde 6 de agosto. Pela análise inicial, as ferroligas produzidas pela Ferbasa não estão listadas entre as exclusões das medidas protecionistas, ou seja, os produtos serão sobretaxados. Caso essa avaliação se confirme, as exportações para os EUA serão diretamente impactadas. “A Ferbasa prossegue monitorando os desdobramentos desta conjuntura e avaliando os possíveis impactos nas suas operações, na busca de alternativas que atenuem os efeitos para a companhia”, diz a empresa.
A empresa também lembrou que, no mercado global de aço, as tarifas norte-americanas subiram de 25% para 50% no 2T25, o que pode afetar indiretamente seus negócios, caso haja redução na produção siderúrgica nacional – dado o peso dos EUA nas exportações brasileiras de aço.
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