A Inteligência Artificial (IA) está deixando de ser promessa para se tornar vetor de transformação em diversos setores da economia brasileira. Movida pela urgência de aprimorar a eficiência operacional, acelerar a inovação e atender a metas de sustentabilidade, essa revolução tecnológica vem ganhando espaço até mesmo em setores historicamente resistentes a mudanças, como o de petróleo e gás. Nesse contexto, a IA deixa de ser apenas um diferencial competitivo e passa a ser uma ferramenta estratégica para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades da nova economia.
Diante desse cenário, a Elysian Petroleum, empresa brasileira do setor de óleo e gás, está adotando uma abordagem ousada: colocar a inteligência artificial no centro de suas operações. “A IA vai transformar todos os setores. A indústria 4.0 já é uma realidade e avança mais rápido do que a capacidade de adaptação das grandes empresas. Como diria Darwin: não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”, afirma Ernani Machado, presidente da Elysian Petroleum.
A empresa anunciou a criação de um Centro de Inteligência Artificial em Belo Horizonte, com foco em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias voltadas inicialmente para o setor de petróleo e gás, mas com aplicações multiplataforma. “O objetivo é desenvolver nossas próprias tecnologias, com menor dependência de atores externos, isso nos permite evoluir com mais rapidez. A JMM Tech, que está por trás da Elysian, já nasce com essa missão há mais de uma década: criar hoje a tecnologia do futuro”, explica Machado.
O centro será multidisciplinar e contará com a colaboração de universidades, centros de pesquisa e startups em projetos específicos, ampliando a capacidade de entrega de soluções em menor tempo. Segundo o executivo, o centro já nasce com mais de 50 projetos em andamento e outros 22 específicos para o setor de petróleo e gás que devem começar assim que o espaço estiver em operação.
Inovação aplicada à operação e à sustentabilidade
A Elysian Petroleum projeta que 80% de suas operações de extração sejam automatizadas com robótica aplicada à IA nos próximos anos. Atualmente, a inteligência artificial já atua no controle e gestão de operações, e o plano é expandir sua aplicação a todas as etapas da cadeia produtiva.
“Reduzir consumo, aumentar a eficiência e tomar decisões com base em dados, mesmo os imperceptíveis ao olho humano, é o que a IA nos permite. A Elysian nasceu para ser uma empresa de petróleo e gás com base tecnológica e compromisso com a sustentabilidade. Essa combinação nos permitirá operar de forma mais eficiente e com menor impacto ambiental”, destaca Machado.
Entre as tecnologias em fase final de desenvolvimento estão sistemas de análise espectral, comando e controle automatizados, coleta de dados por sensores, sistemas autônomos de IA e uso de drones especializados. Muitas delas já estão sendo aplicadas, e outras serão lançadas ainda em 2025 para uso exclusivo da empresa.
“Nosso foco é eficiência operacional, sustentabilidade e segurança. Queremos gerar mais resultados com menor impacto ambiental, sempre de forma segura e inteligente. Estamos desenvolvendo 90% de tecnologias inéditas no mercado, com 10% voltadas à otimização de soluções já existentes”, afirma o presidente da Elysian.
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