A Appian Capital Advisory Limited está deixando claro que não veio para testar o mercado latino-americano — veio para liderar a próxima onda de investimentos em minerais críticos. Desde 2016, o grupo já realizou 13 aportes na região, construindo um portfólio baseado em projetos de mineração com foco em eficiência operacional e geração de valor no longo prazo. No Brasil, esse movimento ganha ainda mais peso: são quatro projetos ativos, entre equity e crédito, em um mercado que a própria gestora enxerga como peça central da sua estratégia.
E não é pouca coisa. A Appian opera com uma lógica de escala: analisa mais de mil oportunidades por ano e mantém um banco global com mais de 4 mil projetos de mineração. Ou seja, não falta pipeline. O desafio é escolher onde colocar dinheiro. E, nesse filtro, o Brasil aparece como prioridade, especialmente diante da demanda crescente por níquel, cobre e terras raras.
A leitura é objetiva: destravar o potencial mineral da América Latina vai exigir mais de US$220 bilhões em investimentos. Só o Brasil deve demandar cerca de US$70 bilhões nos próximos cinco anos. Peru e Chile seguem relevantes, com forte presença no cobre, enquanto Argentina e México entram no radar como novas fronteiras para capital privado estruturado.
Para sustentar esse apetite, a Appian também vem ampliando sua capacidade financeira e institucional. Em 2025, firmou uma parceria de US$1 bilhão com a Corporação Financeira Internacional, braço do Banco Mundial, voltada ao financiamento de projetos de minerais críticos em mercados emergentes, um movimento que reforça o foco em escala, governança e acesso a capital de longo prazo.
“Considerado um dos principais mercados, o Brasil está no centro da estratégia de crescimento da Appian na América Latina. A abertura do nosso escritório em São Paulo nos posiciona de forma ideal para identificar e executar as melhores oportunidades de negócios e investimentos no setor. Nossa presença local, combinada com nossa expertise como investidores e operadores, nos permitirá destravar o imenso valor da indústria de mineração brasileira, impulsionando a inovação e o crescimento de forma responsável e eficiente”, celebra Milson Mundim, Country Manager da Appian no Brasil.
Expansão física acompanha a ambição financeira
A Appian acaba de abrir sua nova sede para a América Latina em São Paulo, transformando o escritório no hub regional para originação e execução de investimentos.
O novo escritório na capital paulista será também o centro regional do grupo para investimentos Latam, o que permite maior colaboração com parceiros locais, governos e partes interessadas da indústria, além de fortalecer a capacidade do grupo em prospectar, identificar e executar projetos de escala nas jurisdições de mineração mais importantes da região.
Bahia
Com oito anos de atuação no mercado brasileiro e presente em dois estados (Minas Gerais e Bahia), o fundo se estabeleceu no país em 2018. Atualmente, o grupo possui três ativos no país: Atlantic Nickel, Graphcoa, além da subsidiária Omnigen Energy. Com sólido compromisso e missão de transformar recursos naturais em prosperidade e desenvolvimento sustentável, o grupo trabalha alinhada às melhores práticas ESG.
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