O Grupo Belov garantiu um novo ciclo de crescimento ao fechar oito contratos com a Petrobras, somando R$2,7 bilhões em receitas ao longo de quatro anos. O pacote envolve a operação de quatro embarcações do tipo SDSV – especializadas em mergulho raso e operações com veículos subaquáticos (ROV) – e reforça o posicionamento da empresa na cadeia offshore de óleo e gás.
Os contratos contemplam tanto o afretamento quanto a prestação de serviços, assegurando previsibilidade de receita e continuidade operacional para três ativos já em operação: os navios Belov Humaitá, Belov Amaralina e Cidade Ouro Preto. Ao mesmo tempo, viabilizam a construção de uma nova embarcação, o Belov Arembepe, atualmente em produção no estaleiro da companhia em Simões Filho (BA), com entrega prevista para o segundo semestre de 2027.
Na prática, o movimento combina expansão de capacidade com contratos de longo prazo, um modelo que reduz risco operacional e amplia a eficiência do capital investido – estratégia cada vez mais relevante em um setor intensivo em ativos e altamente dependente de ciclos de investimento da indústria de petróleo.
As embarcações serão empregadas em atividades críticas de inspeção, manutenção e suporte a plataformas offshore, áreas que ganharam protagonismo com o avanço da exploração em águas profundas no Brasil. Equipados com tecnologia de ponta, os SDSVs são peças-chave para garantir a integridade operacional dos ativos da Petrobras.
“A assinatura desses contratos representa, para os próximos cinco anos, um avanço significativo na estabilidade operacional da nossa frota, além de consolidar o projeto de expansão da empresa com a construção do Belov Arembepe”, afirma André Weber Carneiro, diretor do Grupo Belov. Na prática, a declaração reflete uma mudança de patamar: de prestadora de serviços para operadora com pipeline estruturado de longo prazo.
História
Com mais de 40 anos de atuação, o Grupo Belov construiu uma trajetória diversificada nas áreas de engenharia portuária, subaquática e offshore. A empresa mantém base operacional estratégica na Bahia, com estaleiro em Simões Filho e estrutura marítima na Baía de Aratu, além de presença no Rio de Janeiro, voltada ao suporte direto à indústria de óleo e gás.
A empresa se diferencia no mercado por uma tecnicidade difícil de replicar. A companhia permanece como a única no Brasil detentora da certificação para soldagem submarina molhada Classe A, um ativo crítico para a manutenção de plataformas offshore sem a necessidade de desmobilização das estruturas.
Por que isso importa
O movimento da Belov ocorre em um momento de retomada dos investimentos offshore no Brasil, impulsionados pela exploração do pré-sal e pela necessidade crescente de manutenção de ativos maduros.
Mais do que o volume financeiro, os contratos indicam uma tendência clara: empresas que conseguem combinar ativos próprios com contratos de longo prazo ganham vantagem competitiva em um setor marcado por volatilidade. A previsibilidade de receita reduz exposição a ciclos negativos e melhora o acesso a financiamento.
Além disso, a decisão de construir uma nova embarcação na Bahia reforça um ponto estratégico: a reativação da indústria naval fora do eixo tradicional. Em um cenário de busca por eficiência e descentralização, projetos como esse ajudam a redistribuir investimentos e fortalecer cadeias produtivas regionais.
No fim, o recado é direto: em um setor intensivo em capital, escala, tecnologia e contratos de longo prazo são o novo diferencial competitivo.
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