A Braskem divulgou, nesta quinta-feira (30), o Relatório de Produção e Vendas do 3º trimestre de 2025, revelando um cenário de ajustes operacionais e pressão sobre margens em todos os mercados de atuação. No Brasil, a empresa enfrentou redução da taxa média de utilização das centrais petroquímicas e queda nas vendas de resinas, reflexo da menor demanda interna e da concorrência com importados.
A utilização das centrais caiu 9 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, impactada pela parada programada da unidade do Rio de Janeiro e pela estratégia de otimização da produção diante da demanda enfraquecida. O volume de vendas de resinas no mercado brasileiro recuou 5% frente ao 2º trimestre e 9% em relação ao mesmo período de 2024, com destaque para o polipropileno (PP), que caiu 15%, e o PVC, com retração de 11%.
As exportações de resinas ficaram estáveis no trimestre, mas cresceram 9% ante o 3T24, impulsionadas pela menor demanda doméstica e pela reorganização dos estoques. Já os principais químicos apresentaram alta de 11% frente ao trimestre anterior, graças à normalização das operações e à maior demanda por eteno, propeno e paraxileno.
Ambiente internacional
No relatório, a Braskem diz que o ambiente internacional continuou desafiador. Mesmo com algum alívio nas tarifas e medidas políticas mais estáveis, os spreads petroquímicos seguiram pressionados, reduzindo a rentabilidade global da companhia. Na América do Sul, as referências internacionais de preços das resinas caíram 3%, efeito parcialmente compensado pelas medidas antidumping sobre o polietileno (PE).
Nos Estados Unidos e Europa, os spreads também diminuíram, e o volume de vendas foi menor em função da demanda mais fraca, embora as taxas de utilização tenham melhorado após a normalização das operações.
No México, a Braskem concluiu a primeira parada geral de manutenção da central petroquímica Braskem Idesa, que envolveu mais de 3 mil trabalhadores. A produção e as vendas recuaram, mas a empresa deu um passo relevante com o início do fornecimento de etano pelo Terminal Puerto Química México, reduzindo custos e a dependência da solução emergencial Fast Track.[
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