
A Prio encerrou o segundo trimestre de 2026 com os melhores resultados operacionais e financeiros de sua história recente. A petroleira registrou produção média de 172 mil barris de petróleo por dia, volume recorde para a companhia, além de alcançar máximas históricas nas vendas de petróleo e na geração de caixa operacional, impulsionadas pela entrada em operação de novos poços e pelo avanço de projetos estratégicos.
Entre abril e junho, a companhia comercializou 15,3 milhões de barris, alta de 87% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Ebitda ajustado atingiu US$879 milhões, crescimento de 218%. O lucro líquido somou US$413 milhões, avanço de 169% na mesma comparação.
Os resultados refletem a combinação entre o aumento da produção, a valorização internacional do petróleo e a redução dos custos operacionais. A receita líquida alcançou US$1,2 bilhão, crescimento de 160% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Wahoo marca novo ciclo de crescimento
Um dos principais destaques do período foi a conclusão da primeira fase de desenvolvimento do campo de Wahoo, na Bacia de Campos. Durante o trimestre, a Prio conectou os quatro poços previstos ao FPSO de Frade, elevando gradualmente a produção do campo até atingir 40 mil barris por dia.
Segundo a companhia, trata-se do primeiro projeto de desenvolvimento executado integralmente pela própria Prio , reforçando a estratégia de verticalização de ativos e de maior autonomia operacional.
Outro avanço ocorreu no campo de Peregrino, onde entrou em operação o primeiro poço do reservatório Isolado. Com isso, a produção do ativo voltou a superar 100 mil barris diários, consolidando Peregrino como o principal ativo da companhia em geração de receita.
Eficiência reduz custo de produção
Mesmo ampliando a produção, a PRIO conseguiu reduzir seu lifting cost — indicador que mede o custo de extração do petróleo — para US$8,90 por barril, queda de 36% em relação ao mesmo período do ano passado.
A empresa considera a redução do custo operacional um dos principais instrumentos para proteger a rentabilidade diante das oscilações internacionais do preço do petróleo.
Na área comercial, a companhia também ampliou sua flexibilidade logística ao realizar o primeiro carregamento direto de petróleo do FPSO Peregrino para um navio de grande porte (VLCC), além de iniciar operações de mistura de diferentes tipos de petróleo para aumentar o valor agregado das vendas.
Estrutura financeira mais sólida
Além dos resultados operacionais, a Prio avançou na reorganização de sua estrutura financeira.
Durante o trimestre, a companhia quitou integralmente um título de dívida emitido em 2021, refinanciou parte dos compromissos financeiros com vencimento em 2027 e manteve a trajetória de redução da alavancagem, encerrando o período com índice de 1,5 vez dívida líquida sobre Ebitda.
A empresa também recomprou 9,3 milhões de ações, movimento que reforça a estratégia de gestão de capital e geração de valor aos acionistas.
Segundo a administração, os resultados refletem a capacidade da companhia de combinar crescimento da produção, eficiência operacional e disciplina financeira mesmo em um cenário internacional marcado por volatilidade nos preços do petróleo.
ANÁLISE INDÚSTRIA NEWS
Os números da Prio mostram uma empresa que entrou em uma nova fase de maturidade operacional.
Até poucos anos atrás, a estratégia da companhia era concentrada na aquisição de campos maduros da Petrobras. Agora, os resultados evidenciam outro movimento: além de comprar ativos, a empresa demonstra capacidade de desenvolver novos projetos, aumentar a produção, reduzir custos e extrair maior valor comercial do petróleo produzido.
A conclusão da primeira etapa de Wahoo, a expansão de Peregrino e a redução do custo de extração reforçam um modelo baseado em eficiência operacional, um fator cada vez mais importante em um mercado sujeito à volatilidade dos preços internacionais do petróleo.
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