A Isa Brasil Energia (B3: ISAE4; ISAE3), líder em transmissão de energia no País, encerrou o segundo trimestre de 2026 com marcos expressivos em sua estratégia de crescimento e eficiência operacional. A Companhia registrou um aumento de 21% em sua receita líquida, totalizando pouco mais de R$1,243 bilhão no segundo trimestre, com destaque para a receita líquida ex-RBSE, que cresceu 52% para R$ 779,2 milhões (incremento de R$266,5 milhões vs. 2T25). No acumulado do semestre, a receita líquida operacional regulatória cresceu 14%, somando R$ 2,469 bilhões (avanço de R$309,2 milhões vs. 1S25).
Este desempenho é explicado, principalmente, pela energização de projetos de Reforços e Melhorias (R&M) de grande porte nos últimos 12 meses, pela entrada em operação comercial de quatro projetos Greenfield – Água Vermelha (SP), Riacho Grande (SP), Piraquê (MG/ES) e Jacarandá (SP), e pelo reajuste anual da Receita Anual Permitida (RAP) para o Ciclo 2025/2026. A receita gerada por essas realizações superou a redução do componente financeiro da Rede Básica do Sistema Existente (RBSE), decorrente de decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em junho de 2025.
O Bitda – que é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, totalizou R$966,9 milhões, o que representa um incremento de R$177,3 milhões (+22% vs. 2T25). No semestre, este indicador somou R$1,988 bilhão, avanço de R$275,3 milhões (+16% vs. 1S25). Apesar do avanço expressivo no resultado operacional, o lucro líquido regulatório foi afetado por maiores despesas financeiras, relacionadas ao endividamento da Companhia para seguir avançando em seu plano de crescimento, e registrou R$173,9 milhões no segundo trimestre, uma redução de R$81,8 milhões (-32% vs. 2T25), e totalizou R$531,6 milhões no semestre, redução de R$61,4 milhões (-10% vs. 1S25).
Investimentos
No segundo trimestre, os investimentos alcançaram o volume de R$1,1 bilhão, um recuo de R$48,7 milhões (-4% vs. 2T25). Desse montante, R$445,4 milhões foram dedicados a projetos de Reforços e Melhorias, incremento de R$ 66,1 milhões (+17% vs. 2T25), e R$608,1 milhões a projetos licitados – uma redução de R$114,7 milhões (-16% vs. 2T25), que reflete a menor necessidade de aportes após as recentes energizações dos projetos Água Vermelha (SP), Riacho Grande (SP), Jacarandá (SP) e Piraquê (MG/ES), concluídos nos últimos 12 meses, que juntos habilitaram o recebimento de RAP no valor de R$487,7 milhões (Ciclo 2026/2027).
Com a energização do projeto Jacarandá e do Bloco 3 do projeto Piraquê, a Companhia avança na execução de outros dois novos empreendimentos com entrada em operação prevista até 2028 – Serra Dourada (BA/MG) e Itatiaia (MG/RJ) – que somam RAP de R$596,9 milhões (Ciclo 2026/2027), e ainda possuem cerca de R$4,6 bilhões em Capex remanescente. Além disso, a empresa conta com uma carteira de R$7,2 bilhões para projetos de R&M já autorizados pela Aneel, a serem executados nos próximos anos.
No trimestre, a Companhia captou R$1 bilhão por meio da 22ª emissão de debêntures, com prazo de 15 anos, destinando integralmente os recursos ao financiamento do Projeto Itatiaia.
No âmbito regulatório, a Aneel definiu a RAP para o ciclo tarifário 2026/2027 que, após a conclusão do descruzamento de ativos realizado em julho (IE Madeira e IE Garanhuns), passou a totalizar R$7,1 bilhões, considerando a RAP Consolidada, incluindo as concessões em construção, e a participação nas controladas em conjunto.
“A união entre a solidez da nossa Concessão Paulista e o avanço de novas concessões e projetos em construção levará a nossa RAP a R$ 7,1 bilhões no Ciclo 2026/2027. O crescimento de R$709 milhões frente ao ciclo anterior, sustentado por novos investimentos em Reforços e Melhorias, o descruzamento de ativos e o reajuste anual pela inflação, comprova a força da nossa estratégia. A combinação de oportunidades em nosso portfólio de concessões permite que a Companhia possa permanentemente explorar as possibilidades de crescimento em um ambiente regulatório muito estruturado, contribuindo para que a infraestrutura de transmissão de energia em nosso País seja confiável e resiliente”, reforça Rui Chammas, Diretor-presidente da Isa Brasil Energia.
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