Os preços dos combustíveis registraram queda em praticamente todo o Brasil durante o mês de junho. O etanol liderou o movimento de baixa, encerrando o período com preço médio nacional de R$4,35 e recuando em 24 estados e no Distrito Federal, com reduções de até 7,61%, registradas em Mato Grosso. O diesel comum e o diesel S-10 também acompanharam essa tendência na maior parte do país, fechando o mês com médias nacionais de R$6,98 e R$7,22, respectivamente. Já a gasolina apresentou redução ou estabilidade na maior parte do território nacional, encerrando junho com preço médio de R$6,80.
Os dados são da mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento dos preços a partir das transações realizadas em postos de combustível de todo o Brasil.
“A queda do etanol reflete um cenário cada vez mais favorável ao biocombustível no mercado interno. A oferta recorde da safra, aliada ao avanço da produção de etanol de milho, ampliou a disponibilidade do combustível, aumentando sua competitividade frente à gasolina e fortalecendo sua participação na matriz de abastecimento nacional” explica Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade.
O executivo acrescenta que o avanço do etanol vai além da competitividade nas bombas. “Esse movimento fortalece a cadeia produtiva nacional, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, amplia as opções competitivas para o consumidor e contribui positivamente para a balança comercial brasileira”.
Regiões
Na análise regional, o Norte registrou, em junho, as maiores médias de preço para os combustíveis do país. O diesel comum foi comercializado, em média, a R$7,65, assim com o diesel S-10, a gasolina foi vendida a R$7,23 e o etanol a R$5,35. Em contrapartida, o Sul apresentou os menores preços médios para o diesel comum (R$6,46), o diesel S-10 (R$6,75) e a gasolina (R$6,56). Já o abastecimento com etanol foi mais vantajoso no Sudeste, onde o biocombustível foi vendido à média de R$4,21, seguido de perto pelo Centro-Oeste, com o litro a R$4,25.
Na análise por estados, Roraima voltou a registrar um dos preços mais elevados do Brasil em junho. O diesel comum foi comercializado, em média, a R$8,36, enquanto o diesel S-10 chegou a R$8,28. A gasolina também apresentou o maior preço médio do Brasil, de R$ 7,82. O etanol foi vendido a R$6,04.
No outro extremo, o Paraná apresentou os menores preços médios para o diesel comum (R$6,34) e o Rio Grande do Sul registrou a gasolina mais barata do país, com média de R$6,43. Já São Paulo manteve o menor preço para o etanol, comercializado a R$4,02, valor 4,74% inferior ao registrado em maio.
Entre as maiores variações do período, Alagoas liderou a queda do diesel comum, com recuo de 7,61%. O Amazonas registrou as maiores reduções para o diesel S-10 (-3,35%) e para a gasolina (-3,66%). No caso do etanol, Mato Grosso apresentou a maior queda do país, de 7,61%, passando de R$4,47 para R$ 4,13.
Competitividade do etanol
Segundo o IPTL, as sucessivas reduções de preço reforçam a competitividade do etanol em diversas regiões do Brasil. “Além da economia proporcionada pelos preços mais baixos, o etanol oferece importantes benefícios ambientais por emitir menos poluentes do que os combustíveis fósseis, contribuindo diretamente para a redução da pegada de carbono da frota brasileira”, conclui Fernandes.
O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com uma robusta estrutura de data science que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de 55 transações por segundo.
A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.
Leia também: Os carros eletrificados deixaram de ser tendência. Entenda o que muda para a indústria
















