A Petrobras celebrou, nesta sexta-feira, o início das operações do Centro Tecnológico para o Pré-sal Brasileiro (CTPB), instalado na Universidade Federal de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais. A cerimônia reuniu cerca de 80 participantes, entre gestores da companhia, representantes do Consórcio de Libra e dos principais fornecedores, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Poder Público Federal.
O CTPB é uma planta de processo em escala semi-industrial considerada uma das mais modernas do mundo em sua categoria e a única com capacidade de reproduzir as condições operacionais do pré-sal brasileiro — altas pressões, altas temperaturas e alto teor de CO₂.
O centro foi viabilizado por um investimento de R$300 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Petrobras e dos parceiros do Consórcio de Libra (Shell Brasil, Total Energies, CNPC China National Petroleum Company e CNOOC China National Offshore Oil Company), com recursos decorrentes da determinação brasileira de promover a pesquisa e a inovação no país.
“Ter uma instalação como essa em solo brasileiro, capaz de simular as condições reais dos nossos campos do pré-sal do nosso reservatório, é resultado direto do compromisso da Petrobras com a inovação e com o desenvolvimento tecnológico nacional. É com orgulho que vemos esse investimento se transformar em capacidade real de geração de conhecimento e de valor para o país “, disse a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi.
Para o reitor da Universidade Federal de Itajubá ( Unifei), Marcel Parentoni, a presença do CTPB na Unifei é a concretização de um projeto que une ciência, tecnologia e parceria institucional em torno de um desafio estratégico para o Brasil.
“Para a nossa universidade, é uma honra contribuir com a Petrobras e com o Consórcio de Libra nessa jornada. Este centro fortalece nossa vocação para a pesquisa aplicada e abre novas fronteiras para a formação de pesquisadores e engenheiros de altíssimo nível.”

Tecnologia e soberania para o pré-sal
O centro tecnológico é peça estratégica no desenvolvimento do projeto HISEP (Sistema de Separação Submarina de Alta Pressão), uma tecnologia desenvolvida pela Petrobras que promove a separação submarina ainda no fundo do mar, permitindo reinjetar gás rico em CO₂ no reservatório e aumentar a produção com menor emissão de carbono e maior eficiência operacional no pré-sal.
Em 2023, a Petrobras testou com sucesso a primeira bomba de fase densa com arquitetura submarina fabricada e testada no Brasil — feito que rendeu ao Consórcio o Prêmio de Inovação Tecnológica da ANP na categoria de sistemas submarinos. Para o segundo semestre de 2026, estão previstos os testes finais de qualificação das bombas no CTPB.
“Este é mais do que um marco tecnológico: é a materialização de uma escolha estratégica da Petrobras e de seus parceiros em Libra de investir em inovação, desenvolver conhecimento de ponta no Brasil e transformar desafios extremos em soluções tecnológicas transformadoras”, concluiu a diretora de Exploração e Produção, Geóloga, Sylvia Anjos.”
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