A Petrobras deu mais um passo na reorganização societária da Braskem e sinaliza uma mudança relevante na governança da petroquímica. A companhia informou, na manhã desta sexta-feira (24/4), que decidiu não exercer os direitos de preferência e de tag along na operação envolvendo a Novonor, abrindo caminho para a entrada de um novo sócio no bloco de controle.
Na prática, a estatal opta por não ampliar sua participação neste momento, mas se movimenta para garantir influência estratégica na condução da empresa.
Como parte desse redesenho, a Petrobras firmou um novo acordo de acionistas com o Shine I Fundo de Investimento em Participações (FIP), estabelecendo um modelo de controle compartilhado na Braskem. O arranjo prevê divisão equilibrada de poder, com indicação igual de membros no Conselho de Administração e na diretoria executiva, além da exigência de consenso nas principais decisões.
O movimento indica uma tentativa de fortalecer a governança da companhia, reduzindo riscos de decisões unilaterais e ampliando o alinhamento entre os principais acionistas.
Ações
O novo acordo ainda depende da conclusão da transferência das ações para o fundo para entrar em vigor. Petrobras e FIP também devem apresentar uma proposta de novo estatuto social, reforçando a reestruturação da governança.
Mesmo com a mudança, a Petrobras mantém uma posição relevante na Braskem, com 36,1% do capital total e 47% das ações com direito a voto. A decisão ocorre em um momento sensível para a Braskem, que busca maior estabilidade societária após anos de incertezas envolvendo sua estrutura de controle. O novo modelo pode representar uma inflexão na gestão da companhia, com potencial impacto sobre estratégia, investimentos e posicionamento no mercado global petroquímico.
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