A Bahia consolidou, em 2025, um ciclo consistente de expansão no turismo, com crescimento de 6,6% no volume de atividades, superando a média nacional (4,6%) e marcando o terceiro ano consecutivo de desempenho acima do país. O resultado coloca o estado entre os principais vetores de dinamismo do setor no Brasil – e reforça o turismo como um dos pilares da economia baiana.
Os dados, compilados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) com base na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS/IBGE), mostram um avanço sustentado por maior fluxo de visitantes, aumento da ocupação hoteleira, expansão da arrecadação e geração de empregos.
Para mais informações, acesse o boletim completo: https://www.ba.gov.br/sei/bactba-boletim-de-analise-conjuntural-do-turismo-da-bahia
Os números que explicam o crescimento
• +6,6% no volume de atividades turísticas em 2025
• 11 milhões de passageiros nos principais aeroportos (+5,8% no ano)
• +37,1% no turismo internacional (279 mil visitantes)
• 37 milhões de veículos em rodovias (+3,6%)
• 6 milhões de passageiros no ferry-boat (+27,3%)
• 65,1% de ocupação média hoteleira em Salvador
• R$ 6,5 bilhões em arrecadação de ICMS (+33,9%)
• 5.677 empregos formais gerados no setor
Demanda aquecida e diversificada
O crescimento do turismo baiano em 2025 não foi pontual – foi espalhado por diferentes frentes de demanda.
O fluxo aéreo atingiu cerca de 11 milhões de passageiros, com destaque para Salvador e Porto Seguro, que sustentaram a expansão. Já o turismo internacional avançou em ritmo ainda mais acelerado, com alta de 37,1% no ano, sinalizando recuperação da conectividade externa e maior inserção do estado no mapa global de destinos.
No transporte terrestre, o aumento da circulação em rodovias e no sistema ferry-boat reforça o peso do turismo regional e doméstico, ampliando o alcance da atividade para além dos grandes polos tradicionais.
Receita e emprego confirmam efeito econômico
O avanço da atividade se refletiu diretamente na economia. A arrecadação de ICMS nas atividades turísticas somou R$ 6,5 bilhões, com crescimento de 33,9%, indicando não apenas maior volume, mas também maior capacidade de geração de valor.
No mercado de trabalho, o setor criou 5.677 empregos formais no ano, com forte contribuição de bares, restaurantes e hotéis – segmentos diretamente ligados ao consumo turístico.
A região da Baía de Todos-os-Santos se destacou como principal polo de geração de vagas, consolidando sua centralidade na dinâmica do setor.
Eventos e ocupação sustentam desempenho
A taxa média de ocupação hoteleira em Salvador atingiu 65,1% em 2025, o melhor desempenho para a série recente, refletindo um calendário consistente de eventos e festas populares.
Celebrações religiosas e culturais, além do período de fim de ano, funcionaram como gatilhos de demanda, reforçando uma característica estrutural do turismo baiano: a forte conexão entre cultura, calendário e fluxo econômico.
Por que isso importa
1 – Turismo volta ao centro da economia baiana
Após anos de volatilidade, o setor mostra um padrão mais estável de crescimento. O turismo deixa de ser apenas sazonal e passa a atuar como vetor contínuo de geração de renda, emprego e arrecadação.
2 – Mais do que fluxo, há ganho de valor
O salto de quase 34% na arrecadação indica que o crescimento não é só quantitativo. Há sinais de maior gasto médio, formalização e captura de valor pelo estado.
3 – Internacionalização ganha tração
O avanço de mais de 37% no turismo estrangeiro reposiciona a Bahia. O estado volta a competir com mais força no mercado global, especialmente em destinos de sol e praia.
4 – Infraestrutura responde — mas segue no limite
O aumento consistente de passageiros, veículos e ocupação pressiona a infraestrutura. O crescimento sustentado dependerá de investimentos em mobilidade, conectividade aérea e capacidade hoteleira.
5 – Crescimento deve continuar, mas com moderação
A expectativa para 2026 é positiva, puxada por eventos como o Carnaval e a temporada de cruzeiros. Ainda assim, o ritmo tende a desacelerar, o que exige foco em qualidade da oferta e aumento de competitividade.
Leitura final
A Bahia entra em um novo ciclo do turismo: mais estruturado, mais diversificado e com maior impacto econômico. O desafio agora não é crescer – é sustentar o crescimento com eficiência, infraestrutura e posicionamento estratégico.
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