Indústria News
  • Conteúdos Exclusivos
    • Análises
    • Giro das 21h
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
    • Webinar da Indústria
  • Leitura Rápida
  • Mineração
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Conteúdos Exclusivos
    • Análises
    • Giro das 21h
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
    • Webinar da Indústria
  • Leitura Rápida
  • Mineração
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
Indústria News
Sem resultado
Ver todos os resultados
Capa Radar da Indústria

O que o boom das motos revela sobre a Bahia

Quando a moto vira regra, o que isso diz sobre renda, crédito e risco?

GERALDO BASTOS por GERALDO BASTOS
05/02/2026
em Radar da Indústria
Tempo de Leitura: 6 minutos
A A
motos

Foram 12.222 motocicletas emplacadas no mês, crescimento expressivo de 11,84% em relação a janeiro de 2024

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no LinkedinCompartilhar no WhatsappCompartilhar no Telegram

Radar da Indústria

O  mercado de veículos novos começou 2026 em terreno positivo na Bahia. Em janeiro, foram emplacadas 20.057 unidades, alta de 2,74% em relação ao mesmo mês do ano passado – e isso mesmo com um dia útil a menos no calendário.

Na comparação com dezembro de 2025, a queda de 21,43% era esperada. Janeiro costuma ser assim: férias, bolso mais apertado e atividade econômica andando em marcha lenta.

Mas os números divulgados  pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) escondem um detalhe que merece atenção: o mercado baiano segue de pé graças às motos.

Foram 12.222 motocicletas emplacadas no mês, ou seja, quase 61% das vendas de veículos em janeiro,  e um crescimento expressivo de 11,84% em relação a janeiro de 2024. Sem elas, o desempenho geral teria sido bem mais frágil ou até negativo.

Todos os outros segmentos recuaram forte: ônibus (-73,53%), máquinas agrícolas (-33,33%), caminhões (-28%) e automóveis (-6,42%).

Na prática, o que sustenta o setor não é um ciclo virtuoso de renda ou crédito mais barato –  é a popularização da moto como solução de sobrevivência econômica.

Juros altos, financiamento caro e renda pressionada empurram o consumidor para o veículo mais acessível, usado tanto para deslocamento quanto para trabalho, especialmente em serviços de entrega e na informalidade.

O problema é que esse crescimento, que já ocorre há vários meses, vem com uma conta paralela. Mais motos nas ruas significam trânsito mais tenso, aumento de acidentes, condutores muitas vezes despreparados e uma pressão crescente sobre o sistema de saúde, que já convive com a sobrecarga de atendimentos envolvendo motociclistas.

O presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, vê resiliência no resultado e destaca a manutenção da demanda mesmo com crédito restrito. O dado é correto.

Mas a pergunta que fica é outra: o que esse crescimento realmente revela sobre a economia baiana?

Quando o mercado de veículos sobrevive apoiado fortemente nas motos – impulsionadas pelo trabalho informal, pelo crédito caro e pela falta de alternativas –  estamos falando de avanço econômico ou de adaptação forçada?

Afinal, até que ponto esse “bom desempenho” não está sendo pago com mais acidentes, hospitais sobrecarregados e um trânsito cada vez mais caótico?

Concorda? Discorda? Comenta aqui.
Compartilhe com quem vive o trânsito da Bahia

veículos

Arrecada como capital, vive como periferia

O novo estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) sobre os 100 municípios brasileiros com maior arrecadação de tributos escancara um Brasil concentrado – e um Nordeste ainda à margem do jogo grande.

São Paulo sozinho arrecadou, em 2024, R$581,1 bilhões, o equivalente a quase 30% de tudo o que foi levantado pelos 100 maiores municípios do país. É mais do que um número: é a tradução fiscal da centralização econômica brasileira.

Do outro lado do mapa, o Nordeste aparece com apenas 12 municípios no ranking. A Bahia tem três: Salvador (14º), Camaçari (46º) e Feira de Santana (97º). Pouco, muito pouco.

O dado que chama atenção é Salvador atrás de Fortaleza.

A capital baiana arrecadou pouco mais de R$20 bilhões, enquanto Fortaleza passou dos R$23 bilhões. Não é detalhe estatístico. É sinal de modelos distintos.

Fortaleza conseguiu ampliar sua base econômica, diversificar serviços e gerar maior densidade produtiva. Salvador segue dependente de consumo, turismo e serviços tradicionais, com baixa musculatura industrial e pouco efeito multiplicador.

Quando o ranking muda para arrecadação per capita (o total arrecadado dividido pelo número de habitantes,), o contraste fica ainda mais incômodo.

Apenas um município baiano aparece entre os 100: São Francisco do Conde, com impressionantes R$43,6 mil por habitante – encostado em São Paulo e Rio de Janeiro.

Mas aí entra a pergunta que o ranking não responde: e daí?

A riqueza per capita de São Francisco do Conde vem do petróleo. O município arrecada muito, mas convive com pobreza persistente, serviços públicos frágeis e baixa diversificação econômica.

O dinheiro entra, mas não se transforma, necessariamente, em cidade melhor, emprego de qualidade ou desenvolvimento sustentável.

O estudo do IBPT deixa claro que arrecadar é importante. Mas não basta.

O desafio real – especialmente para a Bahia  – não é subir no ranking de tributos, e sim transformar receita em política pública eficiente, investimento produtivo e desenvolvimento que apareça fora da planilha.

Porque arrecadação alta sem projeto vira só estatística bonita. E cidade nenhuma se sustenta apenas com números.

Os municípios com maior arrecadação de tributos no Nordeste em 2024

1º Fortaleza (CE) – R$ 23.245.224.709,32

2º Salvador (BA) – R$ 20.089.187.134,13

3º Recife (PE) – R$ 19.325.327.218,91

4º São Luís (MA) – R$ 9.577.659.668,42

5º Maceió (AL) – R$ 7.214.459.397,55

R$ 933,7 milhões

Foi o  valor investido pelo Ministério de Minas e Energia no programa Luz para Todos, na Bahia,  no ano passado. Foram feitas  29.562 novas ligações em todo o estado. Apenas o Pará superou o desempenho baiano: 40.150 ligações, com R$ 1,13 bilhão investidos.

Do berço à margem

A Bahia, que entrou para a história como o berço da indústria do petróleo no Brasil, hoje ocupa um espaço cada vez mais periférico no mapa da produção nacional. Em 2025, o estado respondeu por apenas 0,55% da produção brasileira de petróleo, abaixo inclusive do já modesto resultado de 2024 (0,59%).

Enquanto isso, o Rio de Janeiro ampliou ainda mais sua hegemonia e passou a concentrar 87,8% de todo o petróleo produzido no país. Espírito Santo (5,12%), São Paulo (4,89%) e Rio Grande do Norte (0,83%) completam o ranking dos cinco primeiros.

No gás natural, o retrato não é muito diferente. O Rio de Janeiro segue isolado na liderança, com 76,9% da produção nacional. A Bahia aparece apenas na sexta posição, com 2,17%, atrás de Amazonas, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão.

O dado da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revela uma mudança estrutural.

Na Bahia, a produção de petróleo está praticamente restrita a campos maduros, operados majoritariamente por produtores independentes como PetroReconcavo, 3R, Alvopetro e Petroborn.

São empresas que cumprem um papel relevante ao estender a vida útil de ativos já exauridos, mas com capacidade limitada de alterar o peso do estado no cenário nacional.

O contraste chama atenção: um estado com tradição, infraestrutura instalada e histórico técnico robusto, mas cada vez mais distante do centro das decisões, dos grandes investimentos e das novas fronteiras exploratórias.

A pergunta que fica é inevitável: a Bahia se conformou em administrar o passado do petróleo enquanto outros estados disputam o futuro da energia no Brasil?


Radar da Indústria é uma coluna semanal sobre os movimentos que moldam a indústria e a economia da Bahia. Aqui, investimentos, negócios, energia, infraestrutura e política econômica são analisados sem maquiagem. O foco está no que muda o jogo – e no que trava o desenvolvimento. Com informação, bastidor e leitura crítica, o Radar aponta riscos, oportunidades e contradições. Porque entender a indústria é entender o futuro do estado.


Leia também: Fratelli Vita: bebidas, cristais e o sabor que marcou uma geração

Oh, olá 👋 Prazer em conhecê-lo.

Cadastre-se para receber nosso conteúdo em seu e-mail todos os dias.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Tags: BahiaFenabraveFortalezagás naturalIBPTmotospetróleoSalvadorveículos
Artigo Anterior

Agência impõe nova barreira à Petrobras na Margem Equatorial

Próximo Artigo

Do Rio ao Nordeste, produção independente amplia oferta e empregos

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Infografia carros elétricos

Os carros eletrificados deixaram de ser tendência. Entenda o que muda para a indústria

VLT

Muito além do 5º lugar: o que os números do emprego revelam sobre a economia baiana

Pan American Silver

Mineração faz a diferença: Bahia recebe terceiro maior repasse de royalties do Brasil

Enseada

Bahia reacende sua vocação naval com novas encomendas bilionárias

Próximo Artigo
Marcio Felix

Do Rio ao Nordeste, produção independente amplia oferta e empregos

estágio IEL

IEL oferece mais de 1,7 mil vagas de estágio com bolsas de até R$2,7 mil

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Inova Talentos

Com bolsas de até R$12 mil, programa Inova Talentos abre 298 vagas para pesquisadores

Tauá Resort João Pessoa

Tauá Resort João Pessoa lança tarifa exclusiva para moradores do Nordeste

gasolina vai ficar mais cara

Com nova alta mundial do petróleo, governo mantém desconto na gasolina

WEBINAR DA INDÚSTRIA

Leandro Hiebl, CEO da AgilFix

Alta do plástico acelera negócios de fabricante de cintas reutilizáveis

FUP

Deyvid Bacelar diz que Petrobras vive nova fase e detona privatização de refinaria baiana

COLUNAS

Senado

Giro das 21h: o dia em que economia, política e guerra voltaram ao centro do debate

Messi

Giro das 21h: da automação da pensão ao nó logístico na Bahia; o resumo do dia

Infografia carros elétricos

Os carros eletrificados deixaram de ser tendência. Entenda o que muda para a indústria

indústria

Ferbasa, Suzano e GPS: os movimentos que redesenham a indústria nesta semana

+VISTAS EM 24 hORAS

  • Greenplac

    De Santos a Água Clara: a jornada de uma prensa de R$120 milhões que vai reposicionar a Greenplac

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Giro das 21h: o dia em que economia, política e guerra voltaram ao centro do debate

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Com 280 MW e R$1 bilhão, Statkraft acelera expansão eólica no Sul do país

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • A Bahia sente a guerra: como o bloqueio em Ormuz derrubou uma fábrica em Candeias

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Hercules Energia em Movimento aposta em portfólio integrado para crescer

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Com nova alta mundial do petróleo, governo mantém desconto na gasolina

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Quem somos
  • Fale com a gente
  • Anuncie conosco
  • Política de privacidade
redacao@industrianews.com.br

© 2022 Indústria News

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Capa
  • Análises
  • Atualidades
  • Bebidas & Alimentos
  • Beleza & Higiene Pessoal
  • Calçados & Têxtil
  • Construção
  • Giro das 21h
  • Indústria em Foco
  • Leitura Rápida
  • Memória da Indústria
  • Metalurgia & Siderurgia
  • Mineração
  • O Lado B dos Destinos
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Radar da Indústria
  • Radar de Oportunidades
  • Química & Petroquímica
  • Turismo & Aviação
  • Veículos & Pneus
  • Webinar da Indústria

© 2022 Indústria News

Utilizamos cookies. Ao continuar navegando no site você concorda com estas condições. Confira nossa Política de Privacidade e Uso de Cookies.