Indústria News
  • Colunas
    • Análises
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
  • Giro das 21h
  • Leitura Rápida
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Webinar da Indústria
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Mineração
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunas
    • Análises
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
  • Giro das 21h
  • Leitura Rápida
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Webinar da Indústria
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Mineração
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
Indústria News
Sem resultado
Ver todos os resultados
Capa Mineração
Brumadinho

A tragédia se deu em janeiro de 2019, quando a ruptura de uma barragem situada na Mina Córrego do Feijão liberou uma avalanche de rejeitos que alcançou o Rio Paraopeba e gerou impactos a comunidades de diversos municípios (Foto: Antonio Cruz/Ag. Brasil)

O pudim, a lama e a ausência: sete anos sem Justiça em Brumadinho

Em 25 de janeiro de 2019, rompimento da barragem matou 272 pessoas

INDÚSTRIA NEWS por INDÚSTRIA NEWS
25/01/2026
em Mineração
Tempo de Leitura: 5 minutos
A A
Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no LinkedinCompartilhar no WhatsappCompartilhar no Telegram

Era uma sexta-feira, Nayara Porto, então com 27 anos, preparava um pudim para o fim de semana, sobremesa preferida do marido Everton Lopes Ferreira, de 32 anos. Após colocar o doce no forno, escutou a vizinha conversando com uma tia sobre a “barragem da Vale” que havia rompido, rememora em referência à barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG)

“Eu fiquei um pouco sem entender. Depois ela me chamou e perguntou se meu marido estava em casa. Eu falei que não estava, estava trabalhando, aí ela foi e me contou o que tinha acontecido”, lembra Nayara em entrevista à jornalista Mara Régia no programa Natureza Viva, da Rádio Nacional, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “Aí foi um desespero total”, recorda Nayara.

“Comecei a tentar falar com ele várias vezes, mas o telefone nem chamava mais. [Depois] fui tentando falar com alguns amigos dele que eu sabia que estavam lá, até que consegui falar com um que correu da lama [de rejeitos], que se salvou por um milagre de Deus. Ele falou comigo assim: ‘oh Nayara, ora, pede a Deus.’ O armazém que era onde meu marido trabalhava, que era o almoxarifado, foi embora, não havia mais nada lá.”

2.557 dias

O acidente ou “tragédia-crime”, como classifica a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão (AVABRUM), ocorreu por volta de 12h30 do dia 25 de janeiro de 2019. Duzentas e setenta e duas pessoas foram mortas. Passados 2.557 dias neste domingo, ninguém foi responsabilizado criminalmente pelo ocorrido.

Sete anos inteiros do episódio, abre-se possibilidade de que 15 pessoas respondam pelo acidente na Justiça. Dia 23 de fevereiro começam as audiências de instrução na 2ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte. Até maio de 2027, vítimas não letais, testemunhas e réus serão ouvidos.

Ao final do extenso prazo de audiências, a juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima poderá decidir levar o caso para julgamento em júri popular. Quinze pessoas poderão ser responsabilizadas criminalmente. Onze são ex-diretores, gerentes e engenheiros da Vale, privatizada em 1997, e quatro são empregados da TÜV SÜD, empresa multinacional de capital alemão, contratada para monitorar e atestar a qualidade da barragem que rompeu.

Para a jornalista Cristina Serra, autora do livro Tragédia em Mariana: A história do maior desastre ambiental do Brasil (editora Record), é possível associar o caso de Brumadinho com outros episódios de graves acidentes e consequências ambientais. Entre eles o rompimento da barragem de Mariana (MG) em novembro de 2015 controlada pela Samarco Mineração S.A. (da Vale S.A. e BHP Billiton); e o afundamento do solo em Maceió (AL), desde fevereiro de 2018, por causa da exploração de minas de sal-gema pela mineradora brasileira Braskem. Nos três casos até o momento não há nenhum responsável punido criminalmente.

Também entrevistada no programa Natureza Viva, Cristina Serra lembra que são três incidentes relacionados a empresas de mineração e que “operam com muita irresponsabilidade, sem levar em conta aspectos essenciais da segurança.” Para ela, as companhias “não investem tanto na segurança da operação, como deveriam, porque querem, claro, sempre aumentar a sua margem de lucro.”

A jornalista ainda assinala “outra ponta dessa história” que juntas são responsáveis por esses tipos de desastres: órgãos públicos de fiscalização, “tanto os órgãos estaduais quanto em nível federal”, não exercem de fato seu papel.

“Não vão in loco ver o que está acontecendo. Tanto a fiscalização quanto os processos de licenciamento são processos burocráticos que dependem de muita papelada. Documentos que as empresas mandam e que os órgãos de fiscalização simplesmente aceitam como se aquela informação estivesse correta.”

Cristina Serra apresenta na TV Brasil, junto com os jornalistas Jamil Chade e Yan Boechat, o programa Brasil no Mundo. No ar aos domingos, às 19h30.

Outro lado

Procurada pela Agência Brasil, a Vale diz que não comenta a ação contra a empresa que está em tramitação judicial, mas enumerou as ações de reparação que estão sendo feitas na região. A empresa destaca que “avança na reparação dos impactos do rompimento em Brumadinho, com a execução econômica, até dezembro de 2025, de 81% do Acordo Judicial de Reparação Integral e com investimentos que vão além das indenizações”. As ações incluem a recuperação socioambiental, a garantia de abastecimento hídrico e iniciativas para diversificação econômica da região. A empresa diz ainda que, paralelamente, investe na segurança de suas barragens.

Já a Samarco, responsável pela barragem que se rompeu em Mariana, em 2015, respondeu em nota que reafirma sua solidariedade às pessoas, comunidades e territórios impactados. Com a assinatura do Novo Acordo do Rio Doce, em 2024, a Samarco passou a assumir diretamente a responsabilidade pela condução das ações de reparação e compensação. A empresa afirma que segue cumprindo integralmente o Acordo e mantém o compromisso com a reparação definitiva.

Segundo a Samarco, ao longo desse período, “milhares de pessoas foram indenizadas, novos distritos construídos e entregues às comunidades, e ações relevantes de recuperação ambiental continuam sendo executadas nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo”, diz a nota.

A TÜV SÜD, holding alemã cuja filial no Brasil foi contratada para avaliar a barragem, diz em nota que o rompimento da barragem em Brumadinho “foi uma grande tragédia e manifestamos nossa solidariedade às vítimas e seus familiares”. Contudo, a TÜV SÜD declara ainda que não tem responsabilidade legal pelo rompimento da barragem.

Segundo a companhia, que a emissão das declarações de estabilidade foi legítima e em conformidade com a legislação aplicável e padrões técnicos e a barragem estava estável no momento das declarações de estabilidade.

Memória

Neste domingo, às 11h, a Avabrum promove ato dedicado à memória das 272 pessoas mortas pela tragédia da barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão. O evento será no Letreiro de Brumadinho, na entrada da cidade (rodovia MG 40, cerca de 100 metros do radar da entrada).


Leia também: Bahia entra no radar global das terras raras


Siga o Indústria News no Instagram e receba os principais destaques do dia.

Oh, olá 👋 Prazer em conhecê-lo.

Cadastre-se para receber nosso conteúdo em seu e-mail todos os dias.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Fonte: Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil
Tags: BraskemBrumadinhoMaceióMarianaSamarcoVale
Artigo Anterior

Constantino Jr., fundador da Gol, morre aos 57 anos

Próximo Artigo

O voo de um visionário: o legado de Constantino Jr. na aviação brasileira

NOTÍCIAS RELACIONADAS

minerais críticos/lítio

Brasil quer virar potência em minerais críticos e busca parceria com Europa

Equinox Gold

Ouro baiano vira caso de Justiça

mineração

Bahia começa 2026 com mineração em ritmo acelerado

Bamin

Grupo português Mota-Engil avança para controlar porto, ferrovia e mina na Bahia

Próximo Artigo
Constantino de Oliveira Júnior

O voo de um visionário: o legado de Constantino Jr. na aviação brasileira

BYD

Anfavea pressiona contra a BYD e crédito industrial expõe sobrevivência

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Trump

Giro das 21h: política, economia e os temas que movimentaram o país hoje

PetroReconcavo

Produção da PetroReconcavo avança com novos poços

Plataforma de Petróleo. Petrobras.

Petróleo dispara e pode beneficiar o Brasil

WEBINAR DA INDÚSTRIA

Daniel Sampaio

OR prepara nova onda de empreendimentos de luxo em Salvador

Isadora Alencar

Startup baiana Ecoari recicla 79 toneladas e projeta expansão nacional em 2026

COLUNAS

Fiol

Indústria recupera fôlego, Fiol II destrava obra e ouro vira caso de Justiça

Mucugê

Entre vinhos e cachoeiras: o sucesso e os dilemas de Mucugê

Serra do Assuruá

Engie amplia aposta bilionária na Bahia

emporio

O império têxtil de Luiz Tarquínio na Boa Viagem

+VISTAS EM 24 hORAS

  • vôlei

    Da areia de Salvador para a elite nacional: o projeto que molda talentos no vôlei de praia

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Indústria recupera fôlego, Fiol II destrava obra e ouro vira caso de Justiça

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Um gigante de 312 toneladas: o avanço do maior projeto de celulose do planeta

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Petróleo dispara e pode beneficiar o Brasil

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Giro das 21h: política, economia e os temas que movimentaram o país hoje

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Startup baiana Ecoari recicla 79 toneladas e projeta expansão nacional em 2026

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Quem somos
  • Fale com a gente
  • Anuncie conosco
  • Política de privacidade
redacao@industrianews.com.br

© 2022 Indústria News

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Capa
  • Análises
  • A Semana
  • Atualidades
  • Bebidas & Alimentos
  • Beleza & Higiene Pessoal
  • Calçados & Têxtil
  • Construção
  • IndústriaCast
  • Indústria em Foco
  • Leitura Rápida
  • Memória da Indústria
  • Metalurgia & Siderurgia
  • Mineração
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Radar da Indústria
  • Radar de Oportunidades
  • Química & Petroquímica
  • Turismo & Aviação
  • Veículos & Pneus
  • Webinar da Indústria

© 2022 Indústria News

Utilizamos cookies. Ao continuar navegando no site você concorda com estas condições. Confira nossa Política de Privacidade e Uso de Cookies.