Indústria News
  • Colunas
    • Análises
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
  • Giro das 21h
  • Leitura Rápida
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Webinar da Indústria
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Mineração
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunas
    • Análises
    • Indústria em Foco
    • Memória da Indústria
    • O Lado B dos Destinos
    • Radar da Indústria
  • Giro das 21h
  • Leitura Rápida
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Webinar da Indústria
  • Mais…
    • Atualidades
    • Bebidas & Alimentos
    • Beleza & Higiene Pessoal
    • Calçados & Têxtil
    • Construção
    • Glossário
    • Metalurgia & Siderurgia
    • Mineração
    • Química & Petroquímica
    • Radar de Oportunidades
    • Turismo & Aviação
    • Veículos & Pneus
Sem resultado
Ver todos os resultados
Indústria News
Sem resultado
Ver todos os resultados
Capa Atualidades

Lei das Águas aos 29 anos: os desafios da governança hídrica na Bahia

INDÚSTRIA NEWS por INDÚSTRIA NEWS
28/01/2026
em Atualidades
Tempo de Leitura: 4 minutos
A A
Marcos Bernardes
Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no LinkedinCompartilhar no WhatsappCompartilhar no Telegram

Por Marcos Bernardes*

“Agora, mais que antes, seguíamos quase todos os dias para os rios para pescar, e a cada pescaria só conseguíamos capturar peixes cada vez menores, que só serviam para dar um gosto ao angu de farinha. Peixes grandes chegavam das cabeceiras com as enxurradas, e como não caía nem um chuvisco, restavam apenas os menos nobres e menos desenvolvidos, como o cascudo e a piaba”. Itamar Vieira Júnior, em sua bela obra “Torto Arado” (p. 68).

Em janeiro de 2026, a Lei nº 9.433, conhecida como Lei das Águas, completou 29 anos como o principal marco regulatório da política de recursos hídricos no Brasil. Ao reconhecer a água como bem público, finito e dotado de valor econômico, a legislação estabeleceu um modelo de gestão descentralizado, participativo e baseado na bacia hidrográfica como unidade de planejamento. Passadas quase três décadas, o desafio central não está mais na consolidação desses princípios, mas na sua efetiva implementação diante de um cenário climático e social cada vez mais complexo.

A Bahia exemplifica bem essa realidade. Cerca de 70% do território estadual está inserido no semiárido, segundo o IBGE, o que impõe limitações naturais à disponibilidade hídrica. Recentemente, foram identificadas áreas áridas, com o potencial agravamento de conflitos pelo uso da água. Ao mesmo tempo, o estado abriga bacias estratégicas para o abastecimento humano, a agricultura irrigada, o turismo e a conservação ambiental. Essa combinação de vulnerabilidade climática e múltiplos usos torna a gestão da água uma agenda permanente e sensível.

Ao completar 29 anos, a Lei das Águas segue atual em seus fundamentos. O desafio colocado para a Bahia — e para o país — é transformar esse arcabouço legal em ações cada vez mais efetivas

A Lei das Águas representou uma inflexão importante em relação ao modelo anterior, marcado por centralização administrativa e fragmentação institucional. Com a criação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e de instrumentos de gestão como os planos de bacia, a outorga, a cobrança pelo uso da água, passou-se a reconhecer que decisões sobre a água precisam considerar as especificidades territoriais e a participação social.

Na Bahia, os comitês se consolidaram como espaços relevantes de diálogo, pactuação e mediação de conflitos entre diferentes usuários. Permanecem desafios como a implementação integral dos instrumentos de gestão previstos na Lei das Águas, assim como a viabilização de comitês de bacias em áreas como às sujeitas a aridização, como na região de Chorrochó, ou ainda sob processos de salinização e erosão costeira, como nas porções baianas das bacias dos rios Jequitinhonha e Pardo.

Apesar desses avanços, os desafios permanecem expressivos. Dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico indicam que o Nordeste concentra parte significativa das áreas do país sujeitas a estresse hídrico recorrente.

Esse quadro tem sido agravado pelas mudanças climáticas. Eventos extremos, como secas prolongadas e chuvas intensas concentradas em curtos períodos, tornaram-se mais frequentes, ampliando riscos para o abastecimento humano, a produção econômica e os ecossistemas, assim como a reservação de água. Diante disso, a gestão dos recursos hídricos precisa avançar no enfrentamento emergencial para o planejamento de médio e longo prazo, com foco em prevenção, monitoramento contínuo e adaptação climática.

Os Comitês de Bacias Hidrográficas ocupam papel estratégico nesse processo. São instâncias que permitem aproximar a política pública da realidade local, incorporando diferentes interesses e promovendo decisões mais equilibradas sobre o uso da água. Para que cumpram plenamente essa função, no entanto, é fundamental fortalecer essas estruturas, garantindo condições institucionais, recursos adequados e maior articulação com outras políticas públicas, como saneamento, uso do solo e meio ambiente.

Ao completar 29 anos, a Lei das Águas segue atual em seus fundamentos. O desafio colocado para a Bahia — e para o país — é transformar esse arcabouço legal em ações cada vez mais efetivas, capazes de assegurar água em quantidade e qualidade para as gerações presentes e futuras. Em um contexto de mudanças climáticas e pressões crescentes sobre os recursos naturais, priorizar o uso da água para matar a sede das pessoas e de animais, além de fortalecer a governança hídrica, deixa de ser apenas uma diretriz legal e se consolida como condição essencial para o desenvolvimento sustentável.

Como muito bem valorizado e contado pelo Mestre Itamar Vieira Júnior, a água é muito mais do que um recurso; é vida, memória, língua, passado, presente e futuro.


  • Marcos Bernardes é coordenador adjunto do Fórum Baiano de Comitês de Bacias Hidrográficas e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica dos rios Frades, Buranhém e Santo Antônio

  • Leia também: Do resíduo à energia: como biogás e biometano ganham espaço no Brasil

Oh, olá 👋 Prazer em conhecê-lo.

Cadastre-se para receber nosso conteúdo em seu e-mail todos os dias.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Tags: BahiaIBGE
Artigo Anterior

Construção desacelera, lucros encolhem e impostos lideram a lista de problemas

Próximo Artigo

Motiva Aeroportos registra mais de 48 milhões de passageiros em 2025

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Banco do Brasil

Clientes do Banco do Brasil podem renegociar dívidas até o dia 31

indústria geral

Indústria cresce em janeiro, mas crise do setor ainda não ficou para trás

exportações

Exportações da Bahia caem 23%, mas corrida pelo ouro impulsiona setor extrativo

WIKA

Wika investe R$100 milhões em nova planta no Brasil

Próximo Artigo
Aeroporto de Goiânia

Motiva Aeroportos registra mais de 48 milhões de passageiros em 2025

Center Lapa

Center Lapa ultrapassa 107 toneladas de recicláveis coletados

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Trump

Giro das 21h: política, economia e os temas que movimentaram o país hoje

PetroReconcavo

Produção da PetroReconcavo avança com novos poços

Plataforma de Petróleo. Petrobras.

Petróleo dispara e pode beneficiar o Brasil

WEBINAR DA INDÚSTRIA

Daniel Sampaio

OR prepara nova onda de empreendimentos de luxo em Salvador

Isadora Alencar

Startup baiana Ecoari recicla 79 toneladas e projeta expansão nacional em 2026

COLUNAS

Fiol

Indústria recupera fôlego, Fiol II destrava obra e ouro vira caso de Justiça

Mucugê

Entre vinhos e cachoeiras: o sucesso e os dilemas de Mucugê

Serra do Assuruá

Engie amplia aposta bilionária na Bahia

emporio

O império têxtil de Luiz Tarquínio na Boa Viagem

+VISTAS EM 24 hORAS

  • vôlei

    Da areia de Salvador para a elite nacional: o projeto que molda talentos no vôlei de praia

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Indústria recupera fôlego, Fiol II destrava obra e ouro vira caso de Justiça

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Um gigante de 312 toneladas: o avanço do maior projeto de celulose do planeta

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Petróleo dispara e pode beneficiar o Brasil

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Giro das 21h: política, economia e os temas que movimentaram o país hoje

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Startup baiana Ecoari recicla 79 toneladas e projeta expansão nacional em 2026

    0 compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Quem somos
  • Fale com a gente
  • Anuncie conosco
  • Política de privacidade
redacao@industrianews.com.br

© 2022 Indústria News

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Capa
  • Análises
  • A Semana
  • Atualidades
  • Bebidas & Alimentos
  • Beleza & Higiene Pessoal
  • Calçados & Têxtil
  • Construção
  • IndústriaCast
  • Indústria em Foco
  • Leitura Rápida
  • Memória da Indústria
  • Metalurgia & Siderurgia
  • Mineração
  • Papel & Celulose
  • Petróleo, Gás & Biocombustível
  • Radar da Indústria
  • Radar de Oportunidades
  • Química & Petroquímica
  • Turismo & Aviação
  • Veículos & Pneus
  • Webinar da Indústria

© 2022 Indústria News

Utilizamos cookies. Ao continuar navegando no site você concorda com estas condições. Confira nossa Política de Privacidade e Uso de Cookies.