A produção industrial da Bahia registrou queda de 2,6%) em julho na comparação com junho. O resultado negativo para o estado ocorreu após um crescimento entre maio e junho (2,0%). A indústria baiana teve, no mês, o 2º pior resultado dentre os 15 locais que têm informações nesse confronto, atrás apenas do Paraná (-2,7%), e ficou abaixo do índice nacional, que apresentou variação negativa (-0,2%). Na comparação com julho de 2024, porém, a produção industrial da Bahia apresentou leve variação positiva (0,1%). Este foi o segundo mês seguido em que o estado registrou crescimento neste indicador, segundo o IBGE.
O desempenho da indústria baiana, neste comparativo, foi quase idêntico ao do país como um todo (0,2%), sendo o 8º melhor índice entre os 18 locais com resultados nessa comparação. As maiores altas foram registradas no Espírito Santo (14,5%), Rio de Janeiro (10,4%) e Mato Grosso do Sul (7,4%). Por outro lado, Rio Grande do Norte (-19,1%), Mato Grosso (-14,6%) e Pará (-4,2%) apresentaram os piores recuos.
A indústria da Bahia ainda acumula alta de 0,6% na produção, entre janeiro e julho de 2025, frente ao mesmo período do ano anterior. Fica, porém, abaixo do país como um todo (1,1%) e tem o 9º melhor desempenho entre os 18 locais, 10 deles mostrando altas nesse acumulado.
Nos 12 meses encerrados em julho, a produção industrial baiana também continua aumentando (1,8%), chegando à sua 15ª alta acumulada consecutiva (avança seguidamente desde maio de 2024). O índice é praticamente idêntico ao nacional (1,9%) e é o 6º entre os 18 locais pesquisados, 13 dos quais avançam.
Segmentos da indústria
A oscilação positiva da produção industrial da Bahia frente a julho/24 (0,1%) foi consequência do crescimento da indústria extrativa (8,9%). Por outro lado, a indústria de transformação voltou a apresentar leve queda (0,4%), após ter tido resultado positivo em junho. Apesar disso, dentre as 10 atividades da indústria de transformação investigadas separadamente no estado, 6 tiveram aumento de produção no mês.
A fabricação de produtos alimentícios (4,4%) registrou a maior alta e deu a principal contribuição positiva para o resultado geral do setor, no estado. O segmento voltou a crescer, após ter tido queda em junho, mas ainda apresenta queda acumulada em 2025 (-3,1%).
A segunda principal colaboração positiva veio da fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (1,2%), que teve somente a quinta maior alta entre as atividades da indústria de transformação na Bahia. Isso ocorre porque o segmento tem o maior peso na estrutura industrial da Bahia. O refino de petróleo teve o seu segundo resultado positivo consecutivo e apresenta crescimento no acumulado no ano de 2025 (6,7%).
Resultados negativos
Por outro lado, dentre as quatro atividades com resultados negativos na indústria baiana, em julho, a fabricação de produtos de borracha e material plástico (-7,5%) exerceu a principal influência negativa para o índice do estado, mesmo tendo tido somente a terceira maior retração.
Já a metalurgia (-9,7%), registrou a segunda maior queda e deu a segunda maior contribuição para segurar a alta da indústria baiana, no mês. A atividade voltou a apresentar resultado negativo após cinco meses em alta.
A maior redução, porém, veio da preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-17,2%), que tem um peso menor na composição da indústria baiana.

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