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Capa Atualidades

Custo Brasil: 70% dos empresários apontam tributos como maior vilão

Falta de qualificação de mão de obra aparece em segundo lugar (62%) entre as dificuldades que emperram, diz pesquisa

INDÚSTRIA NEWS por INDÚSTRIA NEWS
15/09/2025
em Atualidades
Tempo de Leitura: 4 minutos
A A
carga tributária

A maioria dos empresários industriais (77%) acredita que o Custo Brasil aumenta os preços finais pagos pelos consumidores (Foto: Iano Andrade/CNI)

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Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria  (CNI) revela que 70% dos empresários industriais consideram honrar tributos como o principal vilão do Custo Brasil. Em seguida, aparece a dificuldade em “contratar mão de obra qualificada”, com 62%; seguido de “financiar o negócio”, 27%; “segurança jurídica e regulatória”, 24%; e “competitividade justa”, 22%. Encomendada ao Instituto de Pesquisas Nexus, a Pesquisa Custo Brasil ouviu 1.002 empresários de indústrias de pequeno, médio e grande portes, das cinco regiões brasileiras, entre 14 de julho a 07 de agosto de 2025.

Os entrevistados citaram outros entraves à performance dos negócios no Brasil, como o acesso a insumos básicos, com 20%; inovar, 14%; infraestrutura, 12%; acessar serviços públicos, 10%; integração internacional, 4%; e abrir um negócio e retomar ou encerrar o negócio com 3%.

A pesquisa integra a nova campanha Custo Brasil que a CNI lança nesta segunda-feira (15). O objetivo é mostrar o impacto do Custo Brasil na rotina dos brasileiros e possíveis caminhos para superar os problemas de ineficiência. O termo foi criado no fim da década de 1990 para identificar o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que prejudica o ambiente de negócios, encarece os custos das empresas, atrapalha investimentos e compromete a competitividade do país.

“Todos os anos, jogamos fora mais de 20% do PIB brasileiro por não resolvermos dificuldades estruturais, como tributos, financiamento, qualificação de pessoas e infraestrutura. Esse é preço do Custo Brasil. O valor equivale aos gastos de toda a máquina estatal com servidores públicos neste ano. Diante de um cenário externo cada vez mais desafiador e instável, precisamos avançar internamente e encontrar saídas para melhorar nosso ambiente de negócios. Qual país pode se dar ao luxo de desperdiçar tanto dinheiro?”, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Impacto para o consumidor

De acordo com o levantamento, a maioria dos empresários industriais (77%) acredita que o Custo Brasil aumenta os preços finais pagos pelos consumidores. A percepção é maior no Nordeste: para 93% dos respondentes o Custo Brasil resulta em aumento expressivo nos preços, seguido pelas regiões Sul (87%), Sudeste (78%), Norte/Centro Oeste (76%).

Para 64% dos empresários, o impacto do Custo Brasil cresceu nos últimos três anos, refletindo no aumento nos preços. Portanto, 78% dos entrevistados acreditam que reduzir o Custo Brasil é prioridade estratégica para as empresas.

O que mais encarece o Custo Brasil

Comparado com países ricos, a pesquisa mostra que honrar tributos (66%), financiar o negócio (66%), retomar ou encerrar o negócio (60%) são os fatores que mais encarecem a competitividade internacional na percepção do empresariado.

“Precisamos reduzir o Custo Brasil para promover a competitividade da indústria e um ambiente de negócios mais eficiente, estimulando a indústria brasileira tanto no mercado interno quanto externo. Isso faz com que os brasileiros possam acessar produtos mais baratos e melhorar sua qualidade de vida”, explica o vice-presidente da CNI, Léo de Castro.

Sobre as consequências da inércia em relação ao Custo Brasil, o cenário mais temido é o aumento de falências e fechamento de empresas (24%), seguido de possibilidade de crise e a recessão econômica (19%), além da perda de competitividade (10%).

Juros menores 

Em um cenário com o Custo Brasil reduzido, 77% dos empresários industriais afirmaram que aumentariam o nível de investimento em sua empresa caso a taxa de juros aplicada a empréstimos para pessoas jurídicas fosse reduzida pela metade. Entre esses, 31% indicam que o investimento “aumentaria muito” e 46% que “aumentaria”.

A maioria dos respondentes (56%) também afirma que a redução de processos trabalhistas impulsionaria a contratação de mão de obra. Além disso, 46% dos entrevistados afirmaram que adotariam a estratégica de empregar mais trabalhadores e aumentar o investimento simultaneamente.

“A pesquisa revela um forte consenso no setor empresarial: a redução dos processos trabalhistas e taxas de juros são um gatilho direto para um ciclo virtuoso de crescimento econômico, impactando positivamente tanto a geração de empregos quanto o investimento privado”, ressalta o vice-presidente da CNI.

Campanha Custo Brasil

A Confederação Nacional da Indústria traz a campanha Custo Brasil para mostrar como os vilões desse impacto financeiro atuam para encarecer tudo, travar a competitividade industrial e frear o desenvolvimento econômico e sustentável do país.

De forma lúdica, a CNI apresenta seis personagens que são os principais fatores para a conta de R$ 1,7 trilhão por ano desperdiçados no Brasil, de acordo com dados do Observatório Custo Brasil (OCB).

Jurássio, o monstro que representa a alta taxa de juros; a Infradonha, com o custo das obras paradas e as consequências da ausência de ampliação e diversificação da matriz logística; o Burocratus, com a morosidade da burocracia; Custo Circuito, que representa o valor da energia para lares e empresas; o Tributácio, mostrando que os tributos estão por todos os lados; e o Baiacusto, que reúne o peso de todos eles, representando as perdas do Custo Brasil.

De forma lúdica, a campanha mostra como cada vilão, embora invisíveis, impactam a vida dos brasileiros e sufocam a economia. Para vencê-los, a CNI traz caminhos de como evitar esse desperdício que tanto pesa no bolso e que reduz, anualmente, 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Para conhecer a campanha, acesse o SITE e veja como combater esses monstrinhos e como esse dinheiro gasto com o Custo Brasil poderia ser investido em benefícios para a população.


Leia também: Natulab em nova fase: investimentos, expansão e olhar no exterior

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Tags: CNIConfederação Nacional da IndústriaCusto BrasilPIBRicardo Alban
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