A taxa de desemprego na Bahia, no 2º trimestre de 2025, ficou em 9,1%. Diminuiu de forma estatisticamente significativa em relação ao 1º trimestre (quando havia sido de 11,1% ) e foi a menor, para o estado, nos 13 anos de série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012 – empatada com a do 4º trimestre de 2013. Ainda assim, a taxa de desocupação baiana foi a 3ª mais alta entre as 27 unidades da federação (havia sido a 2ª no 1º trimestre), abaixo apenas das registradas em Pernambuco (10,4%) e Piauí (10,2%). Também seguiu bem acima da taxa nacional (5,8%) e equivalendo a pouco mais de quatro vezes a verificada em Santa Catarina, estado que teve a menor taxa de desocupação do Brasil, no 2º trimestre (2,2%).
De acordo com o IBGE, o município de Salvador continuou, no 2º trimestre deste ano, com uma taxa de desocupação menor do que a do estado como um todo (8,5%). Ela se manteve em queda frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 9,3%), tornando-se a menor taxa de desocupação de toda a série histórica da PNADC. Apesar disso, no 2º trimestre de 2025, Salvador voltou a ter a 4ª maior taxa de desocupação entre as capitais (havia sido a 5ª no 1º trimestre), abaixo de Manaus/AM (9,4%), São Luís/MA (8,9%) e Brasília/DF (8,7%).
Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), por sua vez, a taxa de desocupação ficou em 10,0%, no 2º trimestre de 2025, acima tanto da capital quanto do estado e ligeiramente maior do que a registrada no 1º trimestre (quando havia sido 9,9%).Ainda assim, foi a menor taxa de desocupação para um 2º trimestre e a 2ª menor, considerando todos os trimestres, nos 13 anos de série da PNADC.No 2º trimestre, a RM Salvador voltou a apresentar a maior taxa de desocupação entre as 21 regiões metropolitanas de capitais pesquisadas (havia sido a 4ª maior no 1º trimestre), empatada com a RM Recife/PE (10,0%).
A taxa de desocupação mede a proporção (%) de pessoas de 14 anos ou mais de idade que estão desocupadas (não trabalharam e procuraram trabalho) em relação ao total de pessoas que estão na força de trabalho, seja trabalhando (pessoas ocupadas) ou procurando (desocupadas).
Total de trabalhadores cresceu
A queda na taxa de desocupação da Bahia, do 1º para o 2º trimestre de 2025, foi resultado, por um lado, do aumento do total de pessoas trabalhando e, por outro, da redução do número de pessoas buscando emprego (desocupadas ou desempregadas).No 2º trimestre do ano, a população ocupada (quem estava trabalhando no estado, fosse em ocupações formais ou informais) ficou em 6,458 milhões de pessoas, crescendo 3,4% frente ao trimestre anterior, quando havia sido de 6,244 milhões (mais 214 mil ocupados no período) e 6,7% maior do que no 2º trimestre de 2024, quando era de 6,052 milhões (mais 407 mil trabalhadores em um ano).
Com isso, o estado teve, entre abril e junho de 2025, o maior número de pessoas trabalhando em toda a série histórica da PNADC, iniciada em 2012.
Por outro lado, a população desocupada (que não estava trabalhando, procurou trabalho e poderia ter assumido caso tivesse encontrado) recuou 16,4% (menos 127 mil pessoas) frente ao 1º trimestre, chegando a 648 mil pessoas, entre abril e junho – número também 13,4% menor do que o registrado no 2º trimestre de 2024 (com menos 100 mil desocupados em um ano) .
Assim, em 2025, a população desocupada na Bahia foi a menor para um 2º trimestre em toda a série histórica do IBGE e a 2ª menor considerando todos os trimestres do ano, maior apenas do que a existente no 4º trimestre de 2013 (622 mil).
No 2º trimestre de 2025, havia na Bahia 459 mil pessoas desalentadas. Esse grupo também diminuiu tanto frente ao 1º trimestre do ano (-14,1% ou menos 76 mil pessoas) quanto frente ao 2º trimestre de 2024 (-13,6% ou menos 72 mil).
Foi o menor contingente de desalentados, para um 2º trimestre, no estado, em dez anos, desde 2015 (quando eles eram 290 mil).
A Bahia segue, porém, com o maior número absoluto de desalentados do país, posto que detém ao longo de toda a série da PNAD Contínua, desde 2012. No 2º trimestre de 2025, no Brasil, havia 2,756 milhões de desalentados, número que também recuou tanto frente ao 1º trimestre (-13,7% ou menos 436 mil pessoas), quanto em relação ao 2º trimestre do ano passado (-14,0% ou menos 449 mil pessoas).
A população desalentada é aquela que está fora da força de trabalho (não está trabalhando nem procurando trabalho) por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade. Entretanto, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.
Empregados do setor público
Entre o 1º e o 2º trimestre de 2025, o aumento no número de pessoas trabalhando na Bahia foi bastante disseminado, ocorrendo em quase todas as formas de inserção no mercado de trabalho.
As únicas exceções foram os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada, que chegaram a um contingente de 1,264 milhão de pessoas, com queda de -3,2%, entre um trimestre e outro (menos 42 mil pessoas), e os empregados no setor privado com carteira assinada, que tiveram uma variação negativa de -0,5% (menos 9 mil), chegando a 1,746 milhão de trabalhadores.
Por sua vez, os saldos mais positivos no total de trabalhadores, do 1º para o 2º trimestre, no estado, foram verificados entre os empregados no setor público (mais 93 mil ou +11,7%), que somaram 887 mil pessoas, e entre os trabalhadores por conta própria/ autônomos (mais 91 mil pessoas ou +5,4%), que chegaram a 1,790 milhão no 2º trimestre deste ano.
Apesar da diminuição dos empregados sem carteira assinada, o número de pessoas ocupadas na informalidade, no mercado de trabalho baiano, cresceu do 1º para o 2º trimestre de 2025. Entre abril e junho, 3,376 milhões de pessoas trabalhavam como informais na Bahia, 3,0% a mais do que entre janeiro e março (mais 99 mil pessoas) e o maior contingente de informais no estado, nos nove anos de série histórica para esse indicador (iniciada em 2016).
Ainda assim, a taxa de informalidade (proporção de informais no total de pessoas ocupadas) caiu discretamente e ficou em 52,3%, frente a 52,5% no 1º trimestre, mas ainda superior à verificada no 2º trimestre de 2024 (50,0%).
São considerados informais os empregados no setor privado e domésticos que não têm carteira assinada, os trabalhadores por conta própria ou empregadores sem CNPJ e as pessoas que trabalham como auxiliares em algum negócio familiar.
Agropecuária e administração pública
Na passagem do 1º para o 2º trimestre de 2025, aumentou o número de pessoas trabalhando em 8 dos 10 grupamentos de atividade investigados na Bahia. O maior crescimento absoluto da população ocupada foi verificado na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (mais 78 mil trabalhadores ou +8,8%, segundo maior aumento percentual), seguido pelo registrado em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (mais 57 mil trabalhadores ou +5,0%).
Apenas informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (menos 22 mil trabalhadores ou -3,8%) e alojamento e alimentação (menos 15 mil pessoas ou -4,0%) tiveram saldos negativos de pessoal ocupado, na passagem do 1º para o 2º trimestre do ano.
Já frente ao 2º trimestre de 2024, só transporte, armazenagem e correio teve queda no número de pessoas trabalhando (menos 11 mil ou -3,7%), enquanto os maiores saldos positivos vieram do comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (mais 127 mil trabalhadores ou +11,2%) e da indústria em geral (mais 117 mil ocupados ou +24,4%, maior crescimento percentual).
Rendimento médio dos trabalhadores
No 2º trimestre de 2025, o rendimento médio real (descontados os efeitos da inflação) mensal habitualmente recebido por todos os trabalhos na Bahia ficou em R$ 2.199.
O valor continuou o 2º mais baixo entre as 27 unidades da Federação, maior apenas do que o registrado no Maranhão (R$ 2.171), diminuiu um pouco em relação ao verificado no 1º trimestre, quando havia sido de R$ 2.226 (menos R$ 28 ou -1,2%). Frente ao rendimento médio no 2º trimestre de 2024 (R$ 2.284), também houve queda (menos R$ 85 ou -3,7%).
No município de Salvador, o rendimento médio real mensal habitualmente recebido pelos trabalhos ficou em R$ 3.120, 2,1% acima (mais R$ 65) do que o do trimestre anterior (R$ 3.055), mas discretamente menor (-0,3%) do que o valor do 2º trimestre de 2024 (menos R$ 10). Foi o 3º menor rendimento de trabalho entre as capitais, acima de Rio Branco/AC (R$ 2.867) e Manaus/AM (R$ 2.845).
Já a RM Salvador teve um rendimento médio mensal de R$ 2.921 no 2º trimestre, também discretamente inferior (-0,2% ou menos R$ 6) ao do 1º trimestre (R$ 2.927) e 4,2% menor do que o do 2º trimestre de 2024 (menos R$ 129). Continuou com o 2º rendimento médio de trabalho mais baixo entre as 21 regiões metropolitanas investigadas, superior apenas ao da RM Manaus/AM (R$ 2.736).
Na Bahia como um todo, a massa de rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 13,944 bilhões no 2º trimestre de 2025. Ela aumentou nas duas comparações: +1,9% frente ao 1º trimestre e +2,9% frente ao 2º trimestre de 2024.
A massa de rendimento é a soma dos rendimentos de trabalho de todas as pessoas ocupadas (trabalhando). Indica o volume de dinheiro em circulação.
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