A PetroReconcavo registrou produção média de 24,6 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia) em março de 2026, alta de 1,2% frente a fevereiro. O desempenho foi puxado pelo Ativo Potiguar, que compensou a leve queda operacional na Bahia.
No Ativo Potiguar, a produção chegou a 12,7 mil boe/dia (+3,9%), com avanço tanto no petróleo quanto no gás natural, impulsionado por novos poços e projetos de revitalização. Já o Ativo Bahia registrou 11,9 mil boe/dia (-1,3%), impactado por paradas programadas e falhas operacionais pontuais.
Potiguar ganha tração
O crescimento no Rio Grande do Norte reflete a entrada de um novo poço no campo de Boa Esperança e o sucesso de intervenções (workovers) em campos como Brejinho e Juazeiro. A produção de petróleo subiu 3,1%, enquanto o gás natural avançou 5,1%, mostrando ganho de eficiência operacional. O ativo reúne 31 campos, sendo 22 operados diretamente pela companhia.
Bahia recua com impacto de manutenção
Na Bahia, a queda foi puxada por fatores operacionais. A parada geral da Estação São Roque para manutenção preventiva e interrupções no sistema de compressão afetaram a produção.
Além disso, falhas no sistema elétrico no campo de Tiê também pressionaram os números, parcialmente compensados pelo retorno de poços em Miranga. O ativo reúne 26 campos operados pela empresa, além de participação em ativos compartilhados.

Crescimento resiliente, mas com alertas operacionais
O dado central é claro: a PetroReconcavo segue crescendo, mas com sinais de atenção. Primeiro, o avanço no Ativo Potiguar reforça a estratégia da companhia de extrair valor de campos maduros. A combinação de novos poços com workovers mostra que há espaço relevante para ganhos de produtividade sem depender apenas de grandes descobertas.
Segundo, a Bahia expõe um ponto sensível: a dependência de estabilidade operacional. Paradas programadas são parte do jogo, mas falhas não previstas – especialmente em energia e compressão – indicam gargalos que podem limitar o crescimento.
A companhia também soma 744 poços em produção e receita líquida de R$ 3,2 bilhões
Terceiro, o equilíbrio entre os dois ativos vira fator-chave. O Potiguar hoje funciona como motor de expansão, enquanto a Bahia exige maior previsibilidade e eficiência.
Quarto, o contexto macro pesa. Com o petróleo sujeito a volatilidade internacional, consistência operacional passa a ser diferencial competitivo e não apenas técnico.
Por fim, para a Bahia, o recado é direto: mesmo com liderança em energia, o estado ainda enfrenta desafios na operação de ativos terrestres. Resolver essas ineficiências pode destravar mais produção, receita e relevância no setor.
Em resumo, a PetroReconcavo entrega crescimento, mas o próximo salto depende menos de perfurar e mais de operar melhor.
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