A Leão decidiu acelerar. Em um mercado que já movimenta R$1,3 bilhão por ano no Brasil, a companhia prepara um novo ciclo de crescimento com um investimento adicional de R$100 milhões até 2030, mirando ganho de escala, eficiência industrial e expansão de portfólio. O movimento vem na esteira de um desempenho acima da média. Enquanto o mercado de chás por infusão cresceu 13,6% em 2025, a Leão avançou 16,4%, ampliando sua liderança e alcançando 55,7% de participação em valor, segundo a Nielsen. Nos últimos três anos, o crescimento acumulado chega a 34% — um ritmo que consolida a empresa como principal motor da categoria no país.
A estratégia para sustentar essa trajetória está ancorada em três pilares: inovação, eficiência operacional e diversificação. Na prática, isso significa ampliar capacidade produtiva, modernizar operações e acelerar a integração tecnológica, pontos críticos em um mercado que começa a ganhar sofisticação e novos competidores.
Com presença em mais de 200 mil pontos de venda, a companhia aposta na capilaridade como vantagem competitiva para democratizar o consumo e ampliar o alcance da categoria. E espaço não falta: o consumo per capita de chá no Brasil ainda é baixo – passou de 13,5 doses por ano, em 2016, para 24 doses em 2025 – bem distante de mercados maduros como Europa e Turquia.
O crescimento, portanto, não depende apenas de share, mas da expansão do próprio mercado. E é aí que entra a ofensiva de inovação. Só em 2025, a empresa lançou 11 novos produtos, transitando entre tradição e novas ocasiões de consumo, com apostas como chimarrão, tereré e combinações que exploram a biodiversidade brasileira.
Ambição
Ao completar 125 anos, a Leão também eleva a ambição: a meta é dobrar o Ebitda até 2030, combinando crescimento orgânico, ganho de eficiência e avanço internacional. A companhia já amplia sua presença em mercados como Estados Unidos, Europa e Oriente Médio, em busca de posicionar o chá brasileiro como produto global.
No fundo, a estratégia é clara: menos dependência de um mercado ainda subexplorado e mais protagonismo na construção dessa demanda. Em um setor que ainda está longe da maturidade, crescer não é apenas disputar espaço – é criar o próprio mercado.
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