A Votorantim Cimentos entregou em 2025 um resultado que combina expansão operacional com controle financeiro – uma equação cada vez mais rara em um ambiente global instável. A companhia fechou o ano com receita líquida de R$29,5 bilhões , 9% a mais em relação ao ano anterior, e Ebitda ajustado de R$ 7 bilhões (+7%), sustentados por ganho de volume e preços. A margem ficou em 24%, praticamente estável – sinal de eficiência, mas também de pressão de custos.
O avanço operacional aparece no volume: 37 milhões de toneladas de cimento comercializado no ano, alta de 5%. No Brasil, o desempenho surpreende. Enquanto o mercado projetava crescimento tímido, o setor avançou 3,7%, e a empresa surfou a onda com receita 13% maior e Ebitda de R$ 2,8 bilhões (+8%).
No exterior, o tom é de seletividade. A companhia saiu de ativos na Tunísia e no Marrocos, reforçando um reposicionamento geográfico. Europa e Ásia entregaram crescimento relevante de margem, enquanto a América Latina manteve estabilidade, mesmo sob volatilidade.
Lucro
O lucro líquido ajustado chegou a R$3,2 bilhões, salto de 196%, mas sem efeitos não recorrentes, o crescimento real foi de 17%. Ainda assim, consistente.
O ponto mais estratégico está no investimento: R$3,7 bilhões em Capex (+14% em relação a 2024), com foco em descarbonização, ganho de eficiência e expansão de capacidade.
A alavancagem controlada em 1,63x e a manutenção do grau de investimento reforçam a tese central: a empresa cresce, mas sem perder o controle.
No fim das contas, o recado é direto: em um setor cíclico como o de cimento, crescer já não basta. É preciso crescer com disciplina.
📊 Principais números de 2025
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Volume de cimento: 37,0 milhões de toneladas (+5%)
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Receita líquida: R$ 29,5 bilhões (+9%)
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Ebitda ajustado: R$ 7,0 bilhões (+7%)
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Margem Ebitda : 24%
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Lucro líquido ajustado: R$ 3,2 bilhões (+196% reportado / +17% recorrente)
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Capex: R$ 3,7 bilhões (+14%)
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Alavancagem: 1,63x
Brasil
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Receita: +13%
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Ebitda: R$ 2,8 bilhões (+8%)
América Latina
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Receita: R$ 8,6 bilhões (+4%)
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Ebitda : R$ 2,3 bilhões (+1%)
Europa e Ásia
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Receita: R$ 4,5 bilhões (+8%)
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Ebitda : R$ 1,5 bilhão (+29%)
LatAm Sul (Bolívia e Uruguai)
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Receita: +25%
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Ebitda : R$ 251 milhões (+56%
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