O tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros acendeu o alerta vermelho no setor industrial. Para Joseph Couri, presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi), a medida tem potencial para expulsar muitas MPEs das cadeias internacionais de exportação. “Se a tarifa de 50% se mantiver, o Brasil deixará de ser competitivo. O importador vai buscar alternativas em outros países com tarifas médias de 15%”, alerta.
A preocupação não se resume à perda de receita. Couri destaca que já há sinais de um efeito dominó: antecipação de férias, demissões, cancelamentos de pedidos e até ruptura de contratos internacionais. “É um cenário de guerra tarifária, e os pequenos negócios são os primeiros a cair”, resumiu ele, durante entrevista ao programa Webinar da Indústria.
Diante do cenário, o Simpi defende medidas rápidas e pragmáticas. Entre elas, renegociar contratos em andamento, revisar cláusulas, prazos e volumes, além de buscar mercados com barreiras menores. O redirecionamento parcial da produção para o mercado interno também entra no pacote de recomendações, como forma de evitar paralisações e preservar empregos.
Embora o impacto seja inevitável, Couri acredita que uma reação estratégica pode evitar perdas maiores. “Não é hora de esperar o problema bater à porta. É hora de agir com inteligência e flexibilidade para reposicionar o negócio”, reforça.
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