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Capa Papel & Celulose

Biomas e Veracel firmam parceria para restauração de florestas nativas

Iniciativa irá restaurar 1,2 mil hectares de Mata Atlântica em áreas da Veracel

INDÚSTRIA NEWS por INDÚSTRIA NEWS
27/04/2025
em Papel & Celulose
Tempo de Leitura: 3 minutos
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Veracel

Investimento previsto de R$ 55 milhões irá restaurar mais de mil hectares de Mata Atlântico (Foto: Biomas)

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A  Biomas, empresa de regeneração de ecossistemas que tem como acionistas Itaú, Marfrig, Rabobank, Santander, Suzano e Vale, anunciou  seu primeiro projeto de restauração florestal. A iniciativa irá restaurar 1,2 mil hectares de Mata Atlântica em áreas da Veracel Celulose, indústria de base florestal que atua há mais de 30 anos no Sul da Bahia, com o plantio de mais de 70 espécies nativas. O investimento inicial previsto é de R$55 milhões.

Criada no fim de 2022, a Biomas faz parte de um novo setor econômico que está emergindo no Brasil, capaz de gerar emprego e renda e mitigar as crises climática e de biodiversidade. O projeto, batizado de Muçununga em homenagem a um ecossistema que só ocorre nessa região da Mata Atlântica, é parte de uma meta maior de restaurar 2 milhões de hectares de áreas degradadas ou improdutivas nos próximos 20 anos.

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Como as florestas removem volumes significativos de CO2 da atmosfera, o modelo de negócio prevê que a restauração seja financiada pelos créditos de carbono que serão gerados na área recuperada. A expectativa é de que este primeiro projeto gere aproximadamente 500 mil créditos de carbono em 40 anos. Cada crédito de carbono representa uma tonelada de CO2 que foi removida da atmosfera.

“Nosso negócio não é só plantar árvores e vender carbono. O carbono é um meio para financiar a restauração, mas não um fim”, afirma Fabio Sakamoto, CEO da Biomas. “A restauração ecológica gera múltiplos benefícios, como melhoria da qualidade do solo e da água, recuperação e proteção da biodiversidade e regulação do clima”, explica. A iniciativa também deve promover oportunidades como emprego e renda na região, entre outros benefícios sociais.

“O Brasil é o lugar do mundo com maior vocação para remover carbono da atmosfera usando soluções baseadas na natureza. Além de conhecimento e empresas florestais de grande escala, o país tem uma grande área que pode ser restaurada, sem competir com outras atividades produtivas”, afirma Sakamoto. A área de pastagens degradadas no país ultrapassa a marca de 100 milhões de hectares, segundo relatório de 2024 elaborado pelo Boston Consulting Group (BCG), WWF e The Nature Conservancy (TNC). Para se ter uma ideia, é uma área equivalente aos territórios da França e Espanha somados.

Projeto Muçununga

O Projeto Muçununga, o primeiro da Biomas, está localizado na chamada Hileia baiana, dentro do corredor Central da Mata Atlântica, uma das regiões com maior biodiversidade do planeta. Com apenas 26,2% da vegetação original nativa, segundo levantamento do MapBiomas, a Mata Atlântica é o bioma brasileiro que mais sofreu transformações nos últimos séculos. As áreas que serão restauradas pela Biomas pertencem à Veracel e estão distribuídas por oito municípios no Sul da Bahia.

“Essa parceria com a Biomas reforça o compromisso da Veracel com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável no território onde atuamos. Mais do que uma ação compartilhada, estamos aportando um histórico consolidado que nos posiciona como referência em iniciativas de regeneração ecológica e proteção da biodiversidade da Mata Atlântica no Sul da Bahia. Ao destinar áreas próprias para restauração com espécies nativas, reafirmamos nosso papel como protagonistas na promoção de soluções baseadas na natureza e na preservação de ecossistemas de alta relevância ambiental”, afirma Caio Zanardo, diretor-presidente da Veracel.

A Veracel é uma empresa que atua com o manejo sustentável de suas florestas de eucalipto e, ainda, mantém um hectare de Mata Atlântica para cada hectare de eucalipto plantado para a produção de celulose da empresa. Com expertise em restauração ecológica, a companhia apoia projetos voltados à conservação da biodiversidade e à valorização dos ecossistemas locais.

Nos próximos dois anos, a Biomas vai plantar 2 milhões de mudas na área do projeto. A alta diversidade de espécies nativas será um dos diferenciais: serão plantadas mais de 70 espécies, como araçá, copaíba, guapuruvu, ipê-amarelo, jacarandá-da-bahia e jatobá. Essa grande variedade garante a recuperação do ecossistema natural e gera mais valor ao projeto. Segundo levantamento da MSCI Carbon Markets, globalmente, apenas 1% dos projetos de restauração de nativas para carbono usa mais de 10 espécies.


Leia também: Danone promove executiva do Brasil para liderança na Europa

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