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Capa Atualidades

Fila, atrasos e omissões: o drama da indústria nos portos brasileiros

CNI reuniu usuários de transportes marítimos e Antaq para debater dificuldades da indústria para a exportação de cargas industriais

INDÚSTRIA NEWS por INDÚSTRIA NEWS
25/02/2025
em Atualidades
Tempo de Leitura: 3 minutos
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Porto de Suape, Ipojuca (PE) 25.11.2019 -Foto: Gilberto Sousa

"A movimentação de cargas em contêineres chegou a 13,9 milhões de TEUs em 2024 (Foto: Gilberto Sousa)

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Cancelamentos de rotas, atrasos nos navios, omissão de escalas e filas excessivas são alguns dos muitos problemas enfrentados pela indústria para escoar cargas nos portos brasileiros. Esses transtornos têm causado enormes prejuízos para o setor produtivo nacional. Nos últimos meses de 2024 e neste começo de ano, a  Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem sido procurada por uma série de entidades representantes de setores industriais, com relatos de problemas nos portos e no transporte marítimo.

Para se ter ideia do tamanho do problema, 71% dos navios de contêineres que transportaram café tiveram atrasos ou mudanças de escalas com impacto nas exportações do produto, em dezembro do ano passado. Isso corresponde a 206 de 290 porta-contêineres, segundo dados do Boletim Detention Zero (DTZ).

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O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, ressalta que os portos são o principal elo da cadeia logística da indústria nacional, respondendo por 96% das mercadorias exportadas pelo Brasil em toneladas. “A movimentação de cargas em contêineres chegou a 13,9 milhões de TEUs em 2024, o dobro da registrada em 2010. Esse tipo de carga exerce um papel relevante para a economia de um país, especialmente por incluir produtos manufaturados e de maior valor agregado. É o caso das exportações de carnes refrigeradas, produtos de madeira e celulose, café e produtos químicos”, destaca Muniz.

O especialista em Infraestrutura da CNI Ramon Cunha alerta que uma parte dos problemas envolve infraestrutura portuária, mas outra parte diz respeito à fiscalização relativa a situações como omissões e cancelamentos por parte de armadores. Os relatos motivaram uma reunião da CNI com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

portos

Grupo de trabalho

No encontro, a Antaq informou ter instituído grupos de trabalho para tratar com armadores e instalações portuárias. A autarquia sugeriu que a CNI liderasse um outro grupo, com reuniões periódicas, para trazer diagnóstico e pleito dos usuários do transporte marítimo para que a agência possa se inteirar das queixas e tomar providências.

De acordo com Ramon Cunha, de forma geral, a situação para exportação de produtos em contêineres piorou muito no país desde o segundo semestre do ano passado.

“A indústria exportadora tem uma previsão de que o navio vai buscar a carga, mas o transportador por algum motivo cancela, informando com tempo insuficiente para o empresário se programar. Outro problema é o atraso e omissão da escala pelo transportador, passando direto pelo porto onde está a carga, o que, além do prejuízo pelo adiamento no transporte da carga, resulta em cobranças indevidas por tempo adicional de uso do contêiner”, detalha o especialista da CNI.

A CNI apresentou em reunião neste mês de fevereiro as principais reclamações e demandas dos embarcadores industriais à Antaq. A reunião técnica contou com a participação virtual do superintendente de Regulação da Agência, José Renato Fialho, e mais de 20 representantes de associações, federações das indústrias e empresas.


Leia também: Gigante do pré-sal: Campo de Búzios atinge 800 mil barris por dia

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Tags: AntaqCNIindústriaportos
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