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Capa Química & Petroquímica
Fábrica da Basf

A expansão dos negócios em plásticos de engenharia da Basf no Brasil começou em 2020

Basf investe para consolidar liderança em poliamida 6.6

Empresa conclui projeto para integrar produção e amplia capacidade de fornecimento para o mercado de plásticos de engenharia na América do Sul

INDÚSTRIA NEWS por INDÚSTRIA NEWS
07/07/2023
em Química & Petroquímica
Tempo de Leitura: 4 minutos
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A  Basf acaba de concluir seu projeto de integração da cadeia produtiva de poliamida 6.6, com novos investimentos em sua fábrica em São Bernardo do Campo (SP), que resultou no aumento de 15% a capacidade de oferta do polímero para os diferentes mercados que a empresa fornece na América do Sul. O investimento no Brasil soma-se aos mais de 1,4 bilhão de euros investidos globalmente nos últimos 5 anos, em que a Basf desembolsou para ampliar seu portfólio de plásticos de engenharia, principalmente poliamidas.

A poliamida 6.6, linha Ultramid A da Basf, é um polímero utilizado, entre outros, na produção de plásticos de engenharia. Apresenta alta resistência mecânica, rigidez e ótima resistência ao impacto, além de excelente resistência química, estabilidade térmica e dimensional. A poliamida pode ser reciclada, promovendo a circularidade na cadeia dos plásticos.

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“Esse investimento reforça nosso compromisso de longo prazo no Brasil. Produzindo essa matéria-prima chave para a poliamida 6.6 em nossa fábrica, aumentamos nossa segurança de fornecimento e reduzimos efluentes e emissões,” afirma Fernando Barbosa, vice-presidente de Materiais de Performance da Basf para a América do Sul.

A expansão dos negócios em plásticos de engenharia da Basf no Brasil começou em 2020, com a conclusão da compra da fábrica de plásticos de engenharia da Solvay, e culminou na construção de uma nova linha de produção de Sal Nylon, intermediário para completar a integração da cadeia de produção da poliamida 6.6 no país. “É uma nova tecnologia que a Basf traz para o Brasil, que contou com o apoio de nossa fábrica na Coreia do Sul e Alemanha no desenvolvimento do projeto e treinamento das equipes”, diz.

A fábrica de plásticos de engenharia da Basf em São Bernardo do Campo   existe há mais de 30 anos e passa por uma onda de modernizações, na produção, nos laboratórios e nos recursos para pesquisa e desenvolvimento. Junto com a nova fábrica, foi implementado um laboratório de controle de qualidade para o tipo de matéria-prima que passou a ser produzida.

A fábrica ainda conta com um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Plásticos de Engenharia, capacitado com equipamentos de última geração para atender às necessidades de inovação sustentável, desenvolvendo e adaptando produtos, além suportar aos clientes em seus processos e projetos de aplicações. Além de poliamida 6.6, são desenvolvidas soluções em poliamida 6 (Ultramid®B), PBT (Ultradur®), entre outros.

Basf
Elétrico ou à combustão, a poliamida 6.6 e os demais plásticos de engenharia são usados para o desenvolvimento de vários itens de um automóvel – maçanetas, sistemas de admissão de ar, retrovisores, calotas, entre outros

Inovação e Sustentabilidade

O uso de plásticos de engenharia agrega uma série de benefícios nas aplicações, contribuindo para processos mais sustentáveis. No setor automotivo, mercado em que o plástico de engenharia tem maior demanda, eles podem substituir o metal em diversas finalidades, reduzindo o peso do automóvel e consequentemente o consumo energético na fabricação e no uso do veículo.

Sua utilização em componentes estruturais e de chassis ganham cada vez mais espaço, motivados pelo enfoque das montadoras em alternativas que viabilizem a redução de peso, economia de combustível e a consequente queda nas emissões de CO2 dos veículos. No caso de carros elétricos, a construção mais leve também melhora a eficiência energética.

“Esses investimentos também estão em consonância com o momento atual de transição energética do mercado automotivo. Estamos prontos para atender a uma nova demanda das indústrias e dos consumidores como um todo”, afirma Gentil Boscolo, Gerente Sênior de Plásticos de Engenharia na BASF. Para além dos automóveis, esse tipo de plástico é usado em eletrodomésticos, componentes eletroeletrônicos e em aplicações de bens de consumo e industriais diversas.

Redução de CO2

Soluções que proporcionam redução no consumo de materiais e de energia evitando as emissões de gases efeito estufa são foco na produção. Entre as inovações, há algumas soluções desenvolvidas no Brasil para atender a questão da sustentabilidade, uma demanda crescente em todos os segmentos de mercado e um dos pilares estratégicos de atuação da Basf.

Um exemplo são as poliamidas produzidas a partir de conteúdo reciclado, coletado no Programa CirculAí, com participação dos parceiros de negócios da Basf. São usadas em tampas de motores, filtros, componentes de cadeiras, entre outras aplicações.

Comprometida com uma jornada em direção à neutralidade climática, a gigante do setor químico estabeleceu metas em todo o mundo para alcançar emissões líquidas zero de CO2 até 2050. Para isso, uma primeira etapa é reduzir as emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo em 25% até 2030, em comparação com 2018.

“Nosso objetivo é reduzir continuamente as emissões de gases de efeito estufa resultantes da geração de energia nas fábricas e dos processos produtivos”, pondera Ricardo Torres, Diretor de Operações na Basf. “Nesse sentido, nossa fábrica possui iniciativas voltadas à eficiência energética dos processos produtivos”.

Em 2022, a emissão de CO2 provenientes do consumo de energia elétrica foi zerada, assegurando o Certificado Internacional de Energia Renovável, o I-REC. Programas voltados para melhorias contínuas do uso de equipamentos e processos também reduziram as emissões de CO2 por gás natural. “Essa redução se dá também em função do projeto, que permitiu reduzir o consumo energético específico na produção das poliamidas 6.6. Conseguimos produzir mais utilizando o mesmo equipamento e, assim, consumindo menos energia”, explica. A produção local evita também o transporte diário de caminhões que traziam esse insumo para a fábrica.

Basf e Senai

Para as novas posições geradas a partir desse investimento, a Basf realizou uma parceria com o Senai para formar operadoras de processo químico. O curso contou com mais de 100 horas de formação e empregou mulheres para metade das vagas. A presença feminina tem acontecido na liderança e na operação do projeto.

Esse é um trabalho da companhia para assegurar representatividade e equidade em toda a cadeia de valor. Hoje, mais de um terço dos cargos da empresa são ocupados por mulheres na América do Sul, bem como os cargos de liderança sendo ocupados por elas. “A Basf está em uma jornada para se tornar uma empresa cada vez mais inclusiva, comprometida em aumentar a representatividade de grupos minoritários e fortalecendo uma cultura inclusiva em que todas as pessoas possam experienciar pertencimento”, finaliza o diretor.


Leia também: Política industrial terá injeção de R$106 bilhões nos próximos 4 anos

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Tags: Basfgás naturalpoliamidaSão Bernardo do CampoSenai
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