O primeiro componente do maior picador de toras do mundo começou a ser montado no Brasil. A peça, um rotor de 32 toneladas e quatro metros de diâmetro, fará parte de um conjunto de seis equipamentos destinados ao Projeto Sucuriú, da Arauco, em Mato Grosso do Sul, empreendimento que deverá se tornar uma das maiores fábricas de celulose do mundo.
Embora desenvolvido a partir de tecnologia finlandesa, todo o processo de engenharia de manufatura e fabricação do equipamento está sendo realizado no Brasil, nas unidades da Valmet, em Portão (RS) e Araucária (PR). Cada rotor nasce de um bloco de aço especial de 35 toneladas e exige cerca de 350 horas de usinagem, evidenciando o elevado grau de complexidade da operação.
Quando entrar em operação, cada picador terá capacidade para processar 500 metros cúbicos de madeira por hora, transformando toras de eucalipto em cavacos utilizados na produção de celulose. A precisão do equipamento reduz perdas de matéria-prima e melhora o aproveitamento da fibra, um fator determinante para elevar a eficiência industrial e reduzir desperdícios ao longo do processo produtivo.
O conjunto integra ainda recursos de Indústria 4.0, com sensores de vibração, monitoramento em tempo real pelo sistema Valmet DNAe e mecanismos automatizados para substituição das facas de corte. As tecnologias permitem ampliar a disponibilidade operacional, antecipar necessidades de manutenção e reduzir paradas não programadas.

Linhas de picagem
Ao todo, serão instaladas seis linhas de picagem, responsáveis por abastecer uma fábrica projetada para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, consolidando o Projeto Sucuriú entre os maiores investimentos do setor no Brasil.
Segundo a Valmet, a produção nacional dos equipamentos reduz prazos logísticos e reforça o papel das unidades brasileiras da companhia como centros globais de engenharia e fabricação para projetos de grande porte.
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