A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, anunciada nesta quarta-feira (29), foi recebida de forma positiva pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). A entidade vê o movimento como um passo relevante na direção de um novo ciclo da política monetária, ainda que reconheça que o patamar da Selic segue elevado.
Em nota, a Fieb avalia que há espaço para a continuidade dos cortes nas próximas reuniões, sustentada pelo comportamento da inflação, que acumula 4,14% e permanece abaixo do teto da meta projetada para 2026. Para a federação, esse cenário abre margem para uma política monetária mais estimulativa, sem comprometer o controle inflacionário.
A entidade destaca que a redução gradual dos juros é estratégica para reativar a economia, que apresentou crescimento tímido de 0,10% no último trimestre. Nesse contexto, a indústria — apontada como motor do desenvolvimento — aguarda medidas que contribuam para a redução dos custos operacionais e ampliem o acesso ao crédito, especialmente diante dos impactos recentes da alta do petróleo sobre a matriz energética e os custos produtivos.
No cenário internacional, a Fieb observa que o movimento do Banco Central aproxima o Brasil de economias que operam com taxas mais competitivas, como Estados Unidos, Europa e México. Segundo a entidade, uma sinalização consistente de queda nos juros é essencial para melhorar a competitividade do país no mercado global e estimular novos investimentos.
Incertezas geopolíticas
A federação também ressalta que uma política monetária mais flexível ganha relevância diante das incertezas geopolíticas e da volatilidade nas cadeias globais de suprimento. Para a indústria, esse ambiente exige maior coordenação para recuperar competitividade e converter potencial econômico em investimentos produtivos.
Por fim, a Fieb reforça que a redução gradual da Selic representa um sinal importante de compromisso com o desenvolvimento sustentável. A entidade manifesta confiança de que o Banco Central seguirá atuando com rigor técnico, equilibrando os desafios da economia real e contribuindo para um ambiente mais favorável ao crescimento, ao investimento e à geração de empregos.
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