O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) da Bahia inaugurou, nesta quarta-feira (15), o novo Centro de Serviços Industriais (CSI) na unidade de Feira de Santana. A iniciativa marca a ampliação da atuação da instituição no interior do estado, com foco na oferta de serviços tecnológicos alinhados às demandas do setor produtivo.
Instalado na Avenida Eduardo Fróes da Mota, nº 5.000, no bairro Campo Limpo, o novo centro é fruto de uma estratégia desenvolvida em parceria com o Senai nacional e o Senai Cimatec, com o objetivo de aproximar ainda mais a instituição das indústrias baianas. Feira de Santana é a primeira cidade do interior a receber o modelo, que integra infraestrutura tecnológica, consultorias especializadas e suporte técnico para empresas.
O CSI já inicia suas operações ainda neste primeiro semestre, com atuação voltada para a racionalização de processos produtivos, automação industrial e eficiência energética. A proposta é oferecer soluções práticas e acessíveis, especialmente para micro, pequenas e médias indústrias, promovendo ganhos diretos em produtividade e competitividade.
A implantação do centro também sinaliza uma mudança no papel das unidades do Senai no interior, que passam a atuar além da formação profissional. “Feira foi escolhida para ser uma das unidades-piloto, para que isso possa se expandir em todas as unidades. Queremos que o CSI atue para que aproxime cada vez mais o Sistema S das indústrias, ouvindo o setor e trazendo soluções”, afirmou o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos.
De acordo com o diretor regional do Senai Bahia, Evandro Mazo, a interiorização dos serviços tecnológicos representa um avanço estratégico para o desenvolvimento industrial do estado. “Queremos estar ainda mais próximos da indústria local, aumentando a contundência das soluções oferecidas, impactando diretamente a produtividade e a competitividade das empresas”, pontuou.
Apoio
O diretor de serviços e operações do Senai Cimatec, Rodrigo Vasconcelos, destacou que o projeto é resultado de um trabalho construído ao longo do tempo, com apoio do departamento nacional e de outras regionais. Segundo ele, o CSI permitirá ampliar o atendimento em todo o estado, com serviços como ensaios laboratoriais e suporte técnico disponíveis desde o início. “A ideia é oferecer soluções mais rápidas e com custo mais acessível, com potencial de escala”, explicou.
Representando o Senai Nacional, o superintendente de Inovação e Tecnologia, Roberto Medeiros, ressaltou que o centro nasce com o objetivo de fortalecer a indústria por meio da escuta ativa das demandas do setor. “Nosso foco é gerar valor para a indústria, com soluções que atendam às necessidades reais das empresas”, disse.
Durante a cerimônia, lideranças do setor produtivo também reforçaram a importância da iniciativa. A secretária municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico de Feira de Santana, Maria Cristina Ferreira, enfatizou o papel histórico das instituições do Sistema S no fortalecimento da economia local. Segundo ela, a cidade, considerada o segundo maior polo industrial da Bahia, se beneficia diretamente da presença e da atuação dessas entidades.
Já o diretor técnico do Sebrae Bahia, André Gustavo Barbosa, destacou a importância da parceria entre as instituições para impulsionar o desenvolvimento econômico. “A indústria é um dos setores com maior capacidade de agregar valor. Nosso desafio é atuar de forma integrada para potencializar esse crescimento”, afirmou.
Resultados
O presidente do Centro das Indústrias de Feira de Santana (CIFS), Geraldo Pires, ressaltou que melhorias simples em processos e organização industrial já podem gerar resultados significativos. Para ele, o acesso a consultorias e suporte técnico, como os oferecidos pelo CSI, pode ajudar empresas a identificar e corrigir gargalos produtivos.
O novo Centro de Serviços Industriais foi concebido como um ambiente de apoio à indústria, reunindo equipe técnica especializada e um portfólio que inclui consultorias, análises laboratoriais, desenvolvimento de soluções industriais e incentivo à inovação. A expectativa é que a unidade contribua para a redução de custos operacionais, melhoria da qualidade dos produtos e fortalecimento da indústria baiana, conectando tecnologia, produtividade e crescimento econômico.
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