Em visita a Salvador, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, garantiu que irá incluir no novo plano estratégico da estatal o retorno das atividades no Polo Bahia Terra. Com essa decisão, o processo de venda do ativo terrestre, localizado nas bacias do Recôncavo e Tucano, para o consórcio de empresas PetroReconcavo e Eneva, está suspenso. “A Petrobras fica na Bahia”, disse Prates, durante encontro com petroleiros neste domingo (12/3).
Jean Paul Prates disse ainda que recebeu as demandas dos “nossos companheiros do Polo da Bahia, onde o Brasil teve suas primeiras explorações com o nascimento da indústria petrolífera, em 1941, a partir do poço de Candeias, e firmamos nosso compromisso em defender e fortalecer a companhia, com o objetivo de pensar as mudanças necessárias do nosso plano estratégico para promover o retorno de novos investimentos, também em outros estados e em novas matrizes e operações”.
O Polo Bahia Terra, composto por 28 campos de produção onshore, é atualmente a única unidade pertencente à Petrobras no estado. A produção média é de cerca de 13,5 mil barris de óleo por dia e 660 mil m³/dia de gás. A estatal tenta vender o ativo há mais de dois anos. Antes, negociou para a iniciativa privada os polos de Ventura, Recôncavo, Miranga, Remanso e a Bacia de Tucano, a Refinaria Landulpho Alves, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) e termelétricas.
As atividades no Polo Bahia Terra foram suspensas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no início desde ano. Durante uma fiscalização presencial feita por técnicos da agência, entre 5 e 9/12/2022, foi constatada a falta de sensores de fogo e gás; a indisponibilidade de sistemas fixos de combate a incêndio; o subdimensionamento de respiros de emergência; e a não previsão de ações de intertravamento em caso de gás confirmado.
Verificou-se também a falha da Petrobras de não avaliar e, consequentemente, não gerenciar os riscos específicos das instalações e suas operações no Polo, pois não há estudos de consequência de eventuais incêndios e explosões, o que é mandatório pela própria filosofia de segurança da operadora.
Devido aos impactos causados à população, aos municípios e os agentes econômicos da região pela suspensão da produção no Polo, a agência decidiu ainda criar um grupo que deverá trabalhar junto à empresa para definição da estratégia para o retorno da produção, com o saneamento dos desvios críticos causadores de riscos graves e iminentes no menor tempo possível, assim como o cronograma de retorno à operação, com ações priorizadas, com base na capacidade de produção, na garantia do abastecimento, no menor tempo de saneamento dos condicionantes estabelecidos na interdição e em outros critérios cabíveis.
Sede da Petrobras
Na manhã desta segunda-feira, Jean Paul Prates visitou à Torre Pituba, um dos edifícios administrativos da Petrobras em Salvador. O prédio tem capacidade para mais de cinco mil empregados, conta com 22 andares, estacionamento com 2.600 vagas e um espaço anexo, mas encontra-se hibernado. “A Torre Pituba é essencial na garantia de que nossos trabalhadores e trabalhadoras voltem a frequentar este espaço, que possui certificação LEED Gold de sustentabilidade e eficiência energética e predial”, afirmou.
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