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Capa Atualidades

Indústria perde fôlego, trava no 2º semestre e fecha 2025 no zero a zero

Indicadores da CNI mostram que o segundo semestre virou o jogo e interrompeu a trajetória de recuperação industrial

INDÚSTRIA NEWS por INDÚSTRIA NEWS
06/02/2026
em Atualidades
Tempo de Leitura: 3 minutos
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indústria

Depois de um 2024 histórico, indústria sente o peso do crédito caro e da concorrência externa (Foto: Shutterstock/CNI)

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O  faturamento da indústria de transformação andou de lado em 2025. Após queda de 1,2% em dezembro, o indicador fechou o ano com variação de 0,1% em relação a 2024, consolidando um quadro de estabilidade. Os dados estão nos Indicadores Industriais  divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (6).

A queda do faturamento em dezembro foi a quarta em seis meses e revela que a atividade industrial recuou no segundo semestre de 2025. Até junho do ano passado, o faturamento acumulava alta de 5,7% em relação ao mesmo período de 2024, mas a sequência negativa do indicador reverteu o cenário positivo.

A estabilidade do faturamento industrial em 2025 vem depois de um ano positivo. Em 2024, o indicador havia subido 6,2%, maior alta em 14 anos. Além do faturamento, os resultados recentes do número de horas trabalhadas na produção e de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) reforçam a queda da atividade industrial.

Em dezembro, o total de horas trabalhadas na produção caiu 1% em relação a novembro, quarto resultado negativo em seis meses. No entanto, o desempenho positivo do indicador no primeiro semestre compensou a sequência negativa e o índice fechou 2025 com alta de 0,8% na comparação com 2024.

Já UCI caiu 0,4 ponto percentual, passando de 77,2% para 76,8% em dezembro. Em 2025, a UCI média foi 1,2 ponto percentual inferior à registrada no ano anterior.

“Esse desempenho é reflexo do patamar elevado das taxas de juros, que encarecem o crédito para empresários e consumidores. Essa é a principal causa da perda de ritmo da indústria, agravada pela forte entrada de produtos importados, particularmente de bens de consumo. Essas importações capturam parte importante do mercado consumidor”, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.

  • Confira a análise completa sobre a pesquisa na sonora de Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI

Emprego recua em dezembro 

De acordo com o levantamento da CNI, o emprego caiu 0,2% entre novembro e dezembro, quarto resultado negativo consecutivo. Ainda assim, o mercado de trabalho industrial cresceu 1,6% em 2025 frente a 2024.

“No fim do ano passado, os indicadores relacionados ao emprego deram sinais mais claros de desaceleração, mas o mercado de trabalho segue aquecido, ainda que em ritmo mais fraco do que o apresentado em 2024”, diz Nocko.

A massa salarial real caiu 0,3% no último mês de 2025, quinta queda do indicador em seis meses. No último semestre do ano passado, a massa salarial subiu apenas em novembro (1,4%). O indicador fechou o ano com queda de 2,1% em relação a 2024.

O rendimento médio real registrou relativa estabilidade (+0,2%) em dezembro, depois de crescer 1,4% em novembro. No entanto, o saldo de 2025 é negativo: queda de 3,6% em relação a 2024.


Leia também: Mineração em alta: Bahia registra o maior avanço de faturamento do País

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Tags: CNIConfederação Nacional da Indústriaempregoindústria
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